MJC p/ a euronews
Quando as forças sérvias da Bósnia lideradas por Ratko Mladic entraram no enclave de Srebrenica, em julho de 1995, Fadila Efendic juntou-se aos milhares de civis que se refugiaram na base da ONU em Potocari, nos arredores da cidade, à procura de proteção dos soldados estrangeiros. Mas os capacetes azuis abstiveram-se de intervir para salvar os civis.
Pouco depois de chegar, o chefe militar sérvio Mladic ordenou a detenção das mulheres numa fábrica, mesmo ao lado da base da missão holandesa da ONU.
Fadila Efendic testemunha:
"- Parecia omnipotente. Era um soldado a decidir quem ia viver e quem não ia. Foi ele que condenou à morte os nossos homens e os nossos meninos. Ordenou aos soldados que os matassem todos. Mas se o quisessem realmente julgar, já o tinham prendido há 16 anos"
Os indivíduos do sexo masculino dos 14 aos 65 anos de idade foram condenados. Eram entregues doces aos meninos mais pequenos, enquanto que os outros eram reunidos e executados.
Kadira Gabeljic, perdeu o marido e filhos:
"- Há 16 anos que procuro os meus filhos. Recuperei o cadáver do meu marido, mas onde estão os meus filhos? só apareceu a cabeça e uma das pernas do meu filho mais velho. Do pequeno, só recuperei uma perna e parte da outra. Vou ter de esperar anos, talvez morra antes de ter conseguido recuperar os cadáveres inteiros."
A imagem de um dos meninos que correu para o homem que distribuiu chocolates ficou célebre. Izudin Alic, que hoje trabalha na construção civil e faz sandes num restaurante, não percebeu, na altura, que estava a ser salvo de um trágico destino.
"- Lembro-me da barra de chocolate. Eu e outros miúdos fomos ter com Ratko Mladic porque ele estava a distribuir chocolates."
O genocídio de Srebrenica levou à demissão do Governo holandês, em 2002, depois da divulgação de um relatório que sublinhou a sua incapacidade de meios da missão holandesa.
O massacre de Srebrenica aconteceu um ano depois do massacre do Ruanda. Está nos ouvidos de todos a afirmação do secretáro-geral da ONU a repetir: "genocídio, nunca mais". Mladic é apenas um dos rostos de uma enorme indiferença de toda a comunidade internacional.
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quarta-feira, 1 de junho de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Uma mera opinião sobre Mladic
O tenebroso filho de Ratko Mladic, de sua graça Darko como as coisas negras, veio a público dizer que o pai não só não tem nada a ver com os massacres de que o acusam como deu ordem para os seus soldados, em primeiro, salvarem os feridos, as mulheres e as crianças e só depois fazerem prisioneiros entre os soldados.
Nunca vi tamanho cavalheirismo. Principalmente com a omissão da sorte reservada aos rapazes e adultos do sexo masculino.
Só em Srebrenica foram 8000. E se custa arranjar 8000 balas para distribuir assim sem justificação.
Mladic, segundo o responsável pela investigação do TPI, em 1996, resolveu o problema melhor do que Hitler, por exemplo, em Ulrich: trouxe a escavadora para o terreno e colocou grupos de 250 homens à volta dos buracos, cercados pelos soldados. Depois, com o braço da escavadora, empurrou os homens para dentro. Só gastou balas com os que tentaram fugir.
Em Sarajevo, não atentou contra a humanidade apenas com bombardeamentos: teceu uma rede de nacionalistas tão cegos, que "ir matar civis a Sarajevo", ao fim de semana, chegou a ser um desporto.
Não creio que todos estes criminosos tenham sido elucidados em relação à histórica verdade sobre o gigantesco crime. Em Sarajevo morreram mais de 12 mil pessoas em 43 meses. Mas eu estava lá quando as pessoas respiravam fundo e se preparavam para morrer sempre que era preciso ir buscar água potável, alimentos ou madeira para se aquecer. Estava lá quando queimaram móveis e pregaram as tábuas nas janelas para evitar as balas dos snipers ou as balas perdidas e os estilhaços.
E estive no hospital Kosova quando as médicas eram abatidas no regresso da sua busca por água potável...Executadas por um chefe militar que perverteu a máxima de que, em relação às guerras, há que ter o cuidado de ganhá-las.
A arte da guerra não foi estudada por Mladic, um invulgar e sádico criminoso protegido, durante 15 anos, por um Estado protetor de nacionalistas aprendizes mladicianos.
Nunca vi tamanho cavalheirismo. Principalmente com a omissão da sorte reservada aos rapazes e adultos do sexo masculino.
Só em Srebrenica foram 8000. E se custa arranjar 8000 balas para distribuir assim sem justificação.
Mladic, segundo o responsável pela investigação do TPI, em 1996, resolveu o problema melhor do que Hitler, por exemplo, em Ulrich: trouxe a escavadora para o terreno e colocou grupos de 250 homens à volta dos buracos, cercados pelos soldados. Depois, com o braço da escavadora, empurrou os homens para dentro. Só gastou balas com os que tentaram fugir.
Em Sarajevo, não atentou contra a humanidade apenas com bombardeamentos: teceu uma rede de nacionalistas tão cegos, que "ir matar civis a Sarajevo", ao fim de semana, chegou a ser um desporto.
Não creio que todos estes criminosos tenham sido elucidados em relação à histórica verdade sobre o gigantesco crime. Em Sarajevo morreram mais de 12 mil pessoas em 43 meses. Mas eu estava lá quando as pessoas respiravam fundo e se preparavam para morrer sempre que era preciso ir buscar água potável, alimentos ou madeira para se aquecer. Estava lá quando queimaram móveis e pregaram as tábuas nas janelas para evitar as balas dos snipers ou as balas perdidas e os estilhaços.
E estive no hospital Kosova quando as médicas eram abatidas no regresso da sua busca por água potável...Executadas por um chefe militar que perverteu a máxima de que, em relação às guerras, há que ter o cuidado de ganhá-las.
A arte da guerra não foi estudada por Mladic, um invulgar e sádico criminoso protegido, durante 15 anos, por um Estado protetor de nacionalistas aprendizes mladicianos.
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