Afastei-me porque já não posso repetir telejornais atrás uns dos outros, re-escutá-los, com o padrão subtilmente diferente, pessimista, aterrorizador, catastrofista. As histórias de sucesso vêm sempre em rubricas à parte, Ensina-se o povo afastar-se da informação, que é agora guardada apenas para os expert do catastrofismo
Faço votos para que isto mude. Não porque o meus filhos, amigos de filhos, pais recentes e criativos estejam todos na fase dos 30. Mas porque eu tenho de recomeçar de novo num país onde os quinquas sejam bem vindos, Parece que é a Islândia e a Noruega.
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sábado, 18 de fevereiro de 2012
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Albrecht Ritschl :dívida alemã do pós-guerra foi perdoada
O historiador Albrecht Ritschl evoca hoje em entrevista ao site de Der Spiegel vários momentos na História do século XX em que a Alemanha equilibrou as suas contas à custa de generosas injecções de capital norte-americano ou do cancelamento de dívidas astronómicas, suportadas por grandes e pequenos países credores.
Ritschl começa por lembrar que a República de Weimar viveu entre 1924 e 1929 a pagar com empréstimos norte-americanos as reparações de guerra a que ficara condenada pelo Tratado de Versalhes, após a derrota sofrida na Primeira Grande Guerra. Como a crise de 1931, decorrente do crash bolsista de 1929, impediu o pagamento desses empréstimos, foram os EUA a arcar com os custos das reparações.
A Guerra Fria cancela a dívida alemã
Depois da Segunda Guerra Mundial, os EUA anteciparam-se e impediram que fossem exigidas à Alemanha reparações de guerra tão avultadas como o foram em Versalhes. Quase tudo ficou adiado até ao dia de uma eventual reunificação alemã. E, lembra Ritschl, isso significou que os trabalhadores escravizados pelo nazismo não foram compensados e que a maioria dos países europeus se viu obrigada a renunciar às indemnizações que lhe correspondiam devido à ocupação alemã.
No caso da Grécia, essa renúncia foi imposta por uma sangrenta guerra civil, ganha pelas forças pró-ocidentais já no contexto da Guerra Fria. Por muito que a Alemanha de Konrad Adenauer e Ludwig Ehrard tivesse recusado pagar indemnizações à Grécia, teria sempre à perna a reivindicação desse pagamento se não fosse por a esquerda grega ficar silenciada na sequência da guerra civil.
À pergunta do entrevistador, pressupondo a importância da primeira ajuda à Grécia, no valor de 110 mil milhões de euros, e da segunda, em valor semelhante, contrapõe Ritschl a perspectiva histórica: essas somas são peanuts ao lado do incumprimento alemão dos anos 30, apenas comparável aos custos que teve para os EUA a crise do subprime em 2008. A gravidade da crise grega, acrescenta o especialista em História económica, não reside tanto no volume da ajuda requerida pelo pequeno país, como no risco de contágio a outros países europeus.
Tiram-nos tudo - "até a camisa"
Ritschl lembra também que em 1953 os próprios EUA cancelaram uma parte substancial da dívida alemã - um haircut, segundo a moderna expressão, que reduziu a abundante cabeleira "afro" da potência devedora a uma reluzente careca. E o resultado paradoxal foi exonerar a Alemanha dos custos da guerra que tinha causado, e deixá-los aos países vítimas da ocupação.
E, finalmente, também em 1990 a Alemanha passou um calote aos seus credores, quando o chanceler Helmut Kohl decidiu ignorar o tal acordo que remetia para o dia da reunificação alemã os pagamentos devidos pela guerra. É que isso era fácil de prometer enquanto a reunificação parecia música de um futuro distante, mas difícil de cumprir quando chegasse o dia. E tinha chegado.
Ritschl conclui aconselhando os bancos alemães credores da Grécia a moderarem a sua sofreguidão cobradora, não só porque a Alemanha vive de exportações e uma crise contagiosa a arrastaria igualmente para a ruína, mas também porque o calote da Segunda Guerra Mundial, afirma, vive na memória colectiva do povo grego. Uma atitude de cobrança implacável das dívidas actuais não deixaria, segundo o historiador, de reanimar em retaliação as velhas reivindicações congeladas, da Grécia e doutros países e, nesse caso, "despojar-nos-ão de tudo, até da camisa".
Ritschl começa por lembrar que a República de Weimar viveu entre 1924 e 1929 a pagar com empréstimos norte-americanos as reparações de guerra a que ficara condenada pelo Tratado de Versalhes, após a derrota sofrida na Primeira Grande Guerra. Como a crise de 1931, decorrente do crash bolsista de 1929, impediu o pagamento desses empréstimos, foram os EUA a arcar com os custos das reparações.
A Guerra Fria cancela a dívida alemã
Depois da Segunda Guerra Mundial, os EUA anteciparam-se e impediram que fossem exigidas à Alemanha reparações de guerra tão avultadas como o foram em Versalhes. Quase tudo ficou adiado até ao dia de uma eventual reunificação alemã. E, lembra Ritschl, isso significou que os trabalhadores escravizados pelo nazismo não foram compensados e que a maioria dos países europeus se viu obrigada a renunciar às indemnizações que lhe correspondiam devido à ocupação alemã.
No caso da Grécia, essa renúncia foi imposta por uma sangrenta guerra civil, ganha pelas forças pró-ocidentais já no contexto da Guerra Fria. Por muito que a Alemanha de Konrad Adenauer e Ludwig Ehrard tivesse recusado pagar indemnizações à Grécia, teria sempre à perna a reivindicação desse pagamento se não fosse por a esquerda grega ficar silenciada na sequência da guerra civil.
À pergunta do entrevistador, pressupondo a importância da primeira ajuda à Grécia, no valor de 110 mil milhões de euros, e da segunda, em valor semelhante, contrapõe Ritschl a perspectiva histórica: essas somas são peanuts ao lado do incumprimento alemão dos anos 30, apenas comparável aos custos que teve para os EUA a crise do subprime em 2008. A gravidade da crise grega, acrescenta o especialista em História económica, não reside tanto no volume da ajuda requerida pelo pequeno país, como no risco de contágio a outros países europeus.
Tiram-nos tudo - "até a camisa"
Ritschl lembra também que em 1953 os próprios EUA cancelaram uma parte substancial da dívida alemã - um haircut, segundo a moderna expressão, que reduziu a abundante cabeleira "afro" da potência devedora a uma reluzente careca. E o resultado paradoxal foi exonerar a Alemanha dos custos da guerra que tinha causado, e deixá-los aos países vítimas da ocupação.
E, finalmente, também em 1990 a Alemanha passou um calote aos seus credores, quando o chanceler Helmut Kohl decidiu ignorar o tal acordo que remetia para o dia da reunificação alemã os pagamentos devidos pela guerra. É que isso era fácil de prometer enquanto a reunificação parecia música de um futuro distante, mas difícil de cumprir quando chegasse o dia. E tinha chegado.
Ritschl conclui aconselhando os bancos alemães credores da Grécia a moderarem a sua sofreguidão cobradora, não só porque a Alemanha vive de exportações e uma crise contagiosa a arrastaria igualmente para a ruína, mas também porque o calote da Segunda Guerra Mundial, afirma, vive na memória colectiva do povo grego. Uma atitude de cobrança implacável das dívidas actuais não deixaria, segundo o historiador, de reanimar em retaliação as velhas reivindicações congeladas, da Grécia e doutros países e, nesse caso, "despojar-nos-ão de tudo, até da camisa".
terça-feira, 18 de outubro de 2011
França e o triplo A
Parece que continuar a ser uma potência colonial (Autre Mer) e ter a Legião Francesa a rondar os 50 países que integraram a France-Afrique compensa:
Na zona euro, a Moody's atribuiu o rating máximo a seis países: Áustria, Finlândia, França, Alemanha, Luxemburgo e Holanda.
Nos próximos três meses, a agência de notação financeira vai controlar e avaliar a perspectiva estável da dívida francesa, tendo em vista os progressos do Governo para implementar as medidas de redução do défice.
O ministro francês das Finanças, François Baroin, não quer que o país saia do clube...
"Tudo está em marcha para conservar esta notação que é uma das melhores do mundo, que faz da França um valor refúgio. A França tem meios para dizer "presente". Nós somos o primeiro país em termos de despesas públicas. Portanto, se for necessário nós tomaremos as medidas necessárias para reduzir as despesas e atingir esses objetivos"
Na zona euro, a Moody's atribuiu o rating máximo a seis países: Áustria, Finlândia, França, Alemanha, Luxemburgo e Holanda.
Nos próximos três meses, a agência de notação financeira vai controlar e avaliar a perspectiva estável da dívida francesa, tendo em vista os progressos do Governo para implementar as medidas de redução do défice.
O ministro francês das Finanças, François Baroin, não quer que o país saia do clube...
"Tudo está em marcha para conservar esta notação que é uma das melhores do mundo, que faz da França um valor refúgio. A França tem meios para dizer "presente". Nós somos o primeiro país em termos de despesas públicas. Portanto, se for necessário nós tomaremos as medidas necessárias para reduzir as despesas e atingir esses objetivos"
segunda-feira, 10 de maio de 2010
UE defende o euro
Notícia que me fez sorrir logo de manhã, quando fiz o zaaping matinal:
Bolsas europeias valorizam depois de conhecido o fundo da UE para apoiar Zona Euro
Conhecido o fundo de emergência para defender a Zona Euro, os mercados financeiros estão em alta A Bolsa de Lisboa abriu a valorizar 7,5 %, e chegou a estar acima dos dez por cento durante a manhã. Nos restantes mercados europeus o clima de euforia é idêntico. Os índices asiáticos também reagiram em alta, embora menos acentuada.. A cotação do euro está a subir, depois de ter caído na semana passada.
Uff...o euro parece mais defendido contra os "lobos" financeiros.
Bolsas europeias valorizam depois de conhecido o fundo da UE para apoiar Zona Euro
Conhecido o fundo de emergência para defender a Zona Euro, os mercados financeiros estão em alta A Bolsa de Lisboa abriu a valorizar 7,5 %, e chegou a estar acima dos dez por cento durante a manhã. Nos restantes mercados europeus o clima de euforia é idêntico. Os índices asiáticos também reagiram em alta, embora menos acentuada.. A cotação do euro está a subir, depois de ter caído na semana passada.
Uff...o euro parece mais defendido contra os "lobos" financeiros.
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