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domingo, 28 de março de 2010

Ainda sobre as greves

Na edição de ontem, o Expresso chega à conclusão que Portugal é o país da Europa onde há mais greves. Errou. Em França uma greve pode chamar-se movimento social e durar duas horas por dia ao início e fim dos turnos, durante mais de uma semana, depois do aviso prévio de um só dia, e chama-se movimento social...eh...eh... É um fenómeno que tem mais incidência na altura dos feriados e fins de semana, férias da neve(Fevereiro), e todas as férias do ano: Páscoa, Natal, Todos-os-Santos, etc...

terça-feira, 23 de março de 2010

Direito à indignação

As greves estão tão banalizadas em França que já não há avisos ou panfletos com o anúncio. Hoje, frente à persiana fechada sobre a porta da Segurança Social estava um papel afixado que rezava o seguinte: "em virtude de um movimento social o serviço encontra-se fechado hoje".

O que pode querer dizer que continua pela semana toda, ou que pode ser utilizado noutros dias de greve e que quer dizer, de certeza, que não há nenhum respeito por quem necessita de recorrer à Segurança Social.

Quanto às greves de autocarros, metro e comboios, são tão frequentes que é melhor telefonar uma hora antes de viajar...não vá o diabo tecê-las. Isto não tem nada a ver com Sarkozy. É assim e pronto. Por exemplo, porque os ferroviários não querem perder o susbsídio de risco dos comboios a vapor - que já não existem desde os anos 30, nem as férias e tratamentos médicos da família inteira, mesmo já na reforma....um festim à conta dos cidadãos que descontam horrores e pagam rendas altas para viver a uns minutos a pé do trabalho e não precisar desta corja.