Mostrar mensagens com a etiqueta África. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta África. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Expor uma obra na Irlanda para dar às crianças de África

Hoje é dia 11.1.11 e tenho uma mensagem única, para reterem, participarem e divulgarem.

O SOS vem através do blog da minha amiga Belinha



Apelo aos artistas e artesãos portugueses - participação em exposição na Irlanda - evento no âmbito do Ano Internacional das Pessoas de Ascendência Africana

Uma pintura da autoria de Rosetta Jallow
2011 ANO INTERNACIONAL DAS PESSOAS COM ASCENDÊNCIA AFRICANA - IRLANDA – Evento multidisciplinar


Convite à doação de trabalhos de artistas e artesãos portugueses


É um artista ou um artesão? Tem simpatia pelas causas Africanas e gostaria de ajudar com a sua arte? Gostaria de fazer parte de uma exposição internacional de arte e artesanato que terá lugar na Irlanda, em Carrickfergus?

Prazo para doar arte e artesanato: 09 de Junho (inclusive)

A artista irlandesa Rosetta Jallow está planear um evento para angariar dinheiro para apoiar causas Africanas:


- Operação Bobbi Bear, com base na África do Sul, que salva as crianças vítimas de violação e abuso sexual. Eles oferecem um lugar seguro para as crianças e educam a população (existe a crença de que a violação de crianças cura a SIDA);
- ABAANA, uma instituição de caridade cristã da Irlanda do Norte criada em Bangor, em 1998, que angaria fundos para construir escolas, fornecer água potável, cuidados médicos, e trabalhar com crianças de rua do Uganda;
-a Igreja de Cristo, no Gâmbia, que trabalha com os pobres e necessitados, providenciando escolaridade;
- E talvez outras.


A exposição de arte e artesanato será apenas uma das acções a realizar no próximo Verão em Carrickfergus. Também serão realizadas oficinas de Arte Africana, ritmos Africanos, contadores de histórias, música, um torneio de futebol para arrecadar dinheiro para fornecer kits para formar equipes de futebol de jovens africanos, provas de comida Africana e muito mais.
TV e rádio já estão contactados para cobrir o evento. Um perito em relações públicas vai trabalhar para apoiar este evento da melhor maneira possível e de forma gratuita. Espera-se que os jornais irlandeses listem todos os artistas e artesãos que doarem trabalhos fruto das suas artes e ofícios e seus países de origem. Bandeiras de todos os países identificarão obras e proveniência dos artistas na exposição para criar uma rica atmosfera internacional.
Artistas e artesãos obterão feedback da exposição. Eles receberão uma cópia dos comunicados de imprensa enviados e email confirmando a doação. Esta informação pode ser usada para publicitar a sua participação e obter o seu reconhecimento local.
Aqui está uma oportunidade de participar num evento internacional e fazer beneficiência ao mesmo tempo. Além de se sentir bem consigo próprio, o seu curriculum artístico também sairá enriquecido.
Por favor note que os portes de envio serão da sua responsabilidade e que Rosetta Jallow não pode ser responsabilizada se o seu trabalho se perder no caminho. Certifique-se da melhor maneira possível para enviar seu trabalho para a Irlanda de forma segura.

Junte ao seu trabalho um envelope com:
- Título do trabalho
- Nome (ou nome artístico) que deseja ver usado
- A sua nacionalidade
- Contacto e-mail
- O valor mínimo pelo qual seu trabalho deve ser posto à venda

Eu vou enviar um trabalho e acedi a divulgar esta iniciativa. Se também quiser participar escreva para rosetta.jallow@gmail.com e peça para o endereço de envio. Também pode ajudar divulgando o evento junto de pessoas que possam ter interesse em participar, nos seus blogues, FB, etc.
****
Para leitura e reflexão:


As palavras do Secretário-Geral da ONU no lançamento do Ano Internacional das Pessoas de Ascendência Africana (Tradução livre)
http://www.un.org/apps/news/story.asp?NewsID=37018&Cr=racism&Cr1=


10 de Dezembro de 2010 - As Nações Unidas preparam-se para celebrar 2011 como o Ano Internacional das Pessoas de Ascendência Africana. O Secretário-Geral Ban Ki-moon, fez um apelo emocionado à comunidade internacional para erradicar o racismo, uma vez por todas.

"A comunidade internacional não pode aceitar que comunidades inteiras sejam marginalizadas por causa da cor de sua pele", disse num evento na sede da ONU em Nova York para o lançamento do evento. “As pessoas de ascendência Africana estão entre os mais afectados pelo racismo. Muito frequentemente elas enfrentam a negação de direitos básicos como o acesso a serviços de saúde e educação. Tais erros fundamentais têm uma história longa e terrível.

"A comunidade internacional tem afirmado que o comércio transatlântico de escravos foi uma tragédia terrível, não só devido à sua barbárie, mas também devido à sua magnitude, natureza organizada e negação da humanidade essencial das vítimas.

"Mesmo hoje, os africanos e pessoas de ascendência Africana continuam a sofrer as consequências desses actos", acrescentou, apelando para a sua plena integração na vida social, económica e política e em todos os níveis de tomada de decisão.



A Assembleia Geral proclamou em Dezembro de 2009 este ano de 2011 como o ANO INTERNACIONAL DAS PESSOAS COM DESCENDÊNCIA AFRICANA, uma resolução que visa a necessidade de reforçar as ações nacionais e a cooperação regional e internacional para assegurar que as pessoas de ascendência Africana possam desfrutar plenamente de direitos económicos, sociais, culturais, civis e políticos. Também para promover a sua integração em todos os aspectos políticos, econômicos, sociais e culturais da sociedade, e um maior conhecimento e respeito pela sua herança e cultura diversas.

"Como a Declaração Universal dos Direitos Humanos afirma," todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos '", disse Ban. "Se formos fazer as palavras reais, então temos de erradicar o racismo, uma vez por todas. O sucesso do Ano Internacional requer esforços concertados por todo o sistema das Nações Unidas e em nível regional e nacional, com o maior empenho possível e participação ".

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Diamantes de Mugabe




Estabelecido em 2002, o Processo Kimberley é uma iniciativa governamental, da indústria internacional de diamantes e da sociedade civil, apoiada pelas Nações Unidas, a fim de conter o fluxo internacional de diamantes dos conflitos. O Processo é um sistema inovador e voluntário que impõe extensas exigências aos participantes para certificar que os envios de diamantes brutos não contêm diamantes de sangue.

Mas os países membros, principalmente os africanos, deixam passar algumas violações de direitos humanos nas autorizações de venda, como no caso do Zimbabué.

O país de Mugabe está envolvido em mortes e violações dos direitos humanos na mina de Marange, a Leste, nomeadamente através do recurso a trabalhos forçados sob supervisão do Exército. Mas, depois de "clarificados os problemas", pelas autoridades nacionais, foi permitido o primeiro leilão autorizado pela entidade reguladora internacional.

O Zimbabué estava submetido a um embargo do Processo de Kimberley, devido às acusações de tráfico aos dirigentes políticos, bem como mortes nas explorações diamantíferas governamentais no Leste do Zimbabwe.

Embora o país tenha sido ilibado das suspeitas no início deste mês, poderosos membros do organismo internacional, nomeadamente a Austrália, a Bélgica, o Canadá, Israel e os Estados Unidos da América, continuam opostos à concessão de uma autorização ao Zimbabué para a comercialização dos seus diamantes.
No entanto, numa reunião de crise do órgão de supervisão da comercialização, organizada em Israel, esta semana, a maioria dos membros votou a favor da autorização da comercialização dos diamantes zimbabuanos.

Os responsáveis afirmaram que os poderosos membros do orgão de supervisão foram vencidos na votação pela maioria e que os países africanos levam a cabo um combate pelo apoio a favor do Zimbabué.
A autoridades de Harare recusam atribuir concessões de exploração diamantífera a empresas estrangeiras em benefício das empresas nacionais.

A atenção do mundo voltou-se para a questão dos chamados diamantes sujos e de sangue durante os brutais conflitos na Serra Leoa, que se iniciaram no fim dos anos 90 e terminaram em 2002. Calcula-se que durante aquele período, os diamantes de sangue representavam aproximadamente 4% por cento da produção mundial de diamantes.

O Processo Kimberley reduziu o fluxo dos diamantes de sangue consideravelmente para menos de 1 por cento da produção global de diamantes. Os participantes do Processo Kimberley somam aproximadamente 99.8 por cento da produção mundial de diamantes brutos. Como resultado, hoje, através da inspecção e verificação da fonte, praticamente todos os fornecedores de diamantes estão em áreas livres de conflito.

A questão dos diamantes do Zimbabué tem contornos diferentes: o da exploração da população para enriquecimento dos dirigentes e manutenção destes no poder.