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sexta-feira, 13 de setembro de 2013
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Açores recebe Mundial de Surf em Setembro
SAAP2012_01 Ribeira Grande, 13 de Julho de 2012
SATA AIRLINES AZORES PRO
Açores recebe mundial de surf em Setembro
Os melhores surfistas do mundo vão regressar às ondas da Ribeira Grande, na ilha de S. Miguel, durante o próximo mês de Setembro, para mais uma etapa do circuito mundial da modalidade.
Este será o quarto ano consecutivo que a presença de alguns dos melhores surfistas do mundo honra as excelentes ondas que o arquipélago é capaz de produzir, sobretudo nessa altura do ano.
Com cerca de 200.000 dólares de prémio monetário e importantes pontos para os rankings mundial e europeu em jogo, este ano o SATA Airlines Azores Pro conta com uma novidade – a separação completa entre a prova masculina e a feminina.
Assim, os homens serão os primeiros a competir, entre 4 e 9 de Setembro, naquela que será a penúltima etapa de 6 estrelas do circuito mundial de qualificação deste ano, bem como a penúltima prova, também, a contar para a atribuição do título europeu.
As senhoras vão à água três semanas depois, entre 27 e 30 de Setembro, para a última etapa do circuito mundial de surf feminino de qualificação e também a última prova a contar para a atribuição do título europeu, à semelhança do que aconteceu em 2011.
Neste caso, duas campeãs irão sair dos Açores, bem como a distribuição final das 18 atletas que integrarão a elite mundial em 2013, uma vez que este circuito qualifica as suas primeiras oito surfistas para o WCT feminino.
Esta ‘separação das águas’ tem como objectivo “proporcionar melhores condições e a possibilidade destes atletas competirem nas fantásticas ondas Açorianas,” afirmou Rodrigo Herédia, da organização. “Este ano resolvemos separar as categorias, dando a cada uma delas a possibilidade de realizar o seu evento nas condições mais perfeitas possível no que respeita a ondas e vento, mas também influenciou o facto de este ser um ano excepcionalmente difícil no que respeita ao fluxo turístico.”
“Assim, a separação das categorias vem contribuir para uma receita extra na economia local, através dos hotéis, rent-a-car, restaurantes e outros, uma vez que os surfistas são cada vez mais turistas consumidores e, acima de tudo, excelentes embaixadores do destino Açores devido a todas as experiências obtidas mas, em especial, às ondas surfadas”, concluiu o director de prova e mentor deste projecto desde o seu início.
Assim, o SATA Airlines Azores Pro trará este ano oportunidades redobradas de ver o melhor surf mundial em algumas das melhores ondas portuguesas. De 4 a 9 de Setembro e de 27 a 30 do mesmo mês, na Ribeira Grande, ilha de S. Miguel, Açores!
O SATA Airlines Azores Pro é organizado pela DAAZ Eventos e pela USBA (União de Surfistas e Bodyboarders dos Açores), conta com o patrocínio da SATA Airlines, do Turismo dos Açores, Câmara Municipal da Ribeira Grande, Sumol, Moche, contando ainda com os apoios do Hotel Vip Executive Açores, FUEL TV como canal oficial, RFM, RTP, Jornal i, Surf Total, Surf Portugal e ONFIRE.
Para mais informações à imprensa, contactar:
www.purofeeling.com
info@purofeeling.com
963726223 | 919129429
quarta-feira, 11 de abril de 2012
A "falsa" do subconsciente
Escarafunchar num sotão de memórias, fechado há 20 anos, é, no mínimo, estranho. Nos Açores chamamos "falsa" ao sotão.
A minha falsa tinha uma memória fictícia, daquelas com que justificamos algo muito estúpido, que a consciência não aceita.
Então, assim de repente, descobri que no post "Welcome to Sarajevo", cometi uma imprecisão, pura e simplesmente porque não sabia, tinha enterrado a "coisa".
E "a coisa" é que, eu não levei apenas a roupa do corpo, medicamentos e material fotográfico para Sarajevo. Eu levava vestido, por cima da tal blusa de seda selvagem cor de estanho e por baixo do meu casaco da US Navy, um colete anti-fragmentos emprestado pela Marinha portuguesa e um capacete duplo que eu devia ter pintado de uma cor discreta.
Burra, como nunca tinha tido um capacete para pintar, só meu e só para mim, pintei-o de branco. Achei que tinha a ver com paz e era giro, no meio da guerra...
Mas havia uma norma que tinha de cumprir, que era escrever o grupo sanguínio no capacete. Imaginem, escrevi a negro, redondinho...ORH+ para dissipar qualquer dúvida.
Só depois da obra pronta, verifiquei o erro que me podia custar a vida e já não podia emendar: o meu capacete era o melhor alvo, a meio quilómetro, que um sniper de domingo podia encontrar! Até um vesgo me veria a brilhar no meio da multidão na Sniper Avenue, porque, ainda por cima, éramos obrigados (os jornalistas) a identificarmo-nos como Press, de forma a ser vistos e notados bem de longe.
Buáaaaaaa!!!
Eu estava presa a um redemoinho de que não me podia libertar. O colete pesava 15 kg -era anti fragmentos e não apenas anti-bala, era um Fórmula Um dos coletes da Marinha e o capacete, de 2 quilos, bem reforçado, pesava mais do que a minha vida, depois de dois ou três dias de fome, a alimentar-me de adrenalina e cheiro a sangue.
Quando fiz a minha primeira reportagem entre civis, em Sarajevo, por vergonha, não levei proteção nem fui um alvo apelativo.
Mas coloquei a "gafe" na falsa... onde ficou até hoje.
A minha falsa tinha uma memória fictícia, daquelas com que justificamos algo muito estúpido, que a consciência não aceita.
Então, assim de repente, descobri que no post "Welcome to Sarajevo", cometi uma imprecisão, pura e simplesmente porque não sabia, tinha enterrado a "coisa".
E "a coisa" é que, eu não levei apenas a roupa do corpo, medicamentos e material fotográfico para Sarajevo. Eu levava vestido, por cima da tal blusa de seda selvagem cor de estanho e por baixo do meu casaco da US Navy, um colete anti-fragmentos emprestado pela Marinha portuguesa e um capacete duplo que eu devia ter pintado de uma cor discreta.
Burra, como nunca tinha tido um capacete para pintar, só meu e só para mim, pintei-o de branco. Achei que tinha a ver com paz e era giro, no meio da guerra...
Mas havia uma norma que tinha de cumprir, que era escrever o grupo sanguínio no capacete. Imaginem, escrevi a negro, redondinho...ORH+ para dissipar qualquer dúvida.
Só depois da obra pronta, verifiquei o erro que me podia custar a vida e já não podia emendar: o meu capacete era o melhor alvo, a meio quilómetro, que um sniper de domingo podia encontrar! Até um vesgo me veria a brilhar no meio da multidão na Sniper Avenue, porque, ainda por cima, éramos obrigados (os jornalistas) a identificarmo-nos como Press, de forma a ser vistos e notados bem de longe.
Buáaaaaaa!!!
Eu estava presa a um redemoinho de que não me podia libertar. O colete pesava 15 kg -era anti fragmentos e não apenas anti-bala, era um Fórmula Um dos coletes da Marinha e o capacete, de 2 quilos, bem reforçado, pesava mais do que a minha vida, depois de dois ou três dias de fome, a alimentar-me de adrenalina e cheiro a sangue.
Quando fiz a minha primeira reportagem entre civis, em Sarajevo, por vergonha, não levei proteção nem fui um alvo apelativo.
Mas coloquei a "gafe" na falsa... onde ficou até hoje.
Editoria:
Açores,
memória,
Sarajevo 20 anos,
Welcome to Sarajevo
terça-feira, 26 de abril de 2011
Insular
Desvio o olhar
desse teu fogo vulcânico
que me afoga em ti
e cospe labaredas por mim
como um titânico devir
a que estou comprometida
Irmã.
Da minha pegada
ficarão os teus dedos
gémeos que tenho
e tem a minha filha
e a sobrinha.
As ilhas deste arquipélago
sucedem-se por linha feminina
desse teu fogo vulcânico
que me afoga em ti
e cospe labaredas por mim
como um titânico devir
a que estou comprometida
Irmã.
Da minha pegada
ficarão os teus dedos
gémeos que tenho
e tem a minha filha
e a sobrinha.
As ilhas deste arquipélago
sucedem-se por linha feminina
Editoria:
Açores,
Japão,
linha feminina,
Patrícia de Medeiros
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