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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Quatro incendiários activos no Soeiro

É isso...não lembro agora os incêndios, mas quatro incendiários a actuar nas costas dos Bombeiros na zona do Soeiro, em que o fogo alastra há uma semana.

Fonte RTP/Protecção Civil


Notícia do Expresso, ainda mais interessante: "O suspeito de ter ateado o incêndio de Castro Daire, o principal fogo florestal ainda a decorrer em Portugal, detido ontem pela Polícia Judiciária, cumpria pena em regime de dias livres quando, supostamente, desencadeou as chamas.

Em causa estão dois incêndios alegadamente ateados pelo jovem detido, a 10 e 16 de Agosto, que destruíram mais de 50 hectares de floresta e mato.

O detido tinha ateado outro incêndio em Castro Daire em 2005, segundo revelou ao Expresso fonte da Polícia Judiciária. A mesma fonte adianta que no fim de semana, aproveitando uma saída graças ao regime de prisão por dias livres de que beneficiava há algum tempo, o jovem terá tido a oportunidade de desencadear este incêndio de grande monta.

O regime de prisão por dias livres permite aos condenados cumprirem a pena nas datas que lhes são mais convenientes, depois de negociadas com o tribunal. Podem desse modo manter o posto de trabalho e contactos com a sociedade para facilitar a sua reintegração.

Suspeito tem cadastro


O suspeito em causa, de nome próprio Marco, de 32 anos, trolha, está neste momento a ser ouvido no Tribunal Judicial de Castro Daire e tem cadastro por crimes de fogo posto, furto e condução de automóveis em estado de embriaguez, ainda segundo a Polícia Judiciária.

O suspeito de ter ateado o maior incêndio florestal em curso em Portugal - dominado cerca das 10 horas de hoje e já em fase de rescaldo - reside em Castro Daire e foi detido pela PJ do Porto.

É o único suspeito de ter ateado o fogo que ontem se reacendeu, na aldeia de Aguadalte, freguesia de Moledo, Castro Daire.

Fogo dominado com recurso a aviões


O incêndio iniciou-se domingo, teve várias frentes ativas e deixou em pânico as populações, obrigando até a accionar o Plano Municipal de Emergência de Castro Daire. "

Fogo

A Ocidente, nada de novo: hoje, em Portugal, um dos incendiários detidos, foi um imigrante de 60 anos preso em flagrante delito...pela segunda vez.
O que confirma a impunidade dos criminosos, por mais que acenem com estatísticas. Que raio lhe fizeram da primeira vez? Mandaram-no alegremente para casa, sem o responsabilizar pelo acto criminoso?

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Três presos, três pastores e o país a arder

Que pontaria os portugueses têm para as estatísticas: não é que calha tão bem a detenção, hoje, de três incendiários ("dois em flagrante delito e um em quase flagrante delito") e serem os três pastores?
Eu sublinho a notícia divulgada: os únicos três detidos de hoje são três pastores-
E que tem acontecido aos pirómanos desvairados e incendiários contratados, nos últimos anos? Continuam detidos, depois do julgamento, ou vivem, com pena suspensa, à beira dos pinhais?

É que não sei quanto tempo vai a população aguentar esta ameaça permanente em território nacional - os fogos no Gerês e na Galiza foram de uma previsibilidade assustadora. A orquestração de fogos ateados em diferentes frentes, durante noites de humidade antes das subidas de temperatura anunciadas, foi comprovadamente criminosa. Até os timings foram estudados para não coincidirem, quando, antes do Gerês, já se esperavam os dois - até pela reclamação de ajuda insistente dos guardas florestais.

Na verdade, as condições climatéricas acabam sempre por se reunir para confirmar o encolher de ombros fatídico que aponta a desculpa do tempo, do destino e da negligência dos proprietários, porque o governo tem sido, por natureza, isento. Nos últimos anos é assim.

Claro que sou contra o modelo de justiça iraniano ou norte-coreano. No entanto, saliento que não levantam processos aos seleccionadores que não apreciam, executam-nos atados a um poste, no Irão, ou fazem-nos "desaparecer", na Coreia do Norte. Mas sou pela aplicação efectiva das penas. E, há muitas décadas, que os agentes policiais se queixam de levar, perante os juízes, ladrões, violadores e pirómanos que os tribunais enviam para casa, com pena suspensa. Para já não falar dos casos de amnistias presidenciais de Abril a penas pesadas de alguns. E na morosidade dos processos judiciais.
Parece, portanto, ter havido uma certa promiscuidade entre a justiça e a política, nestes últimos anos...

Por isso, pelo menos, expliquemos aos mais sujeitos a manipulações malévolas que o fogo não limpa nem purifica. O fogo corrói a terra, carboniza os animais e mastiga o pouco de humano que resta na alma dos mais vorazes esclavagistas da sociedade.

E, já gora: acho que foi sintomática a entrada em cena do primeiro-ministro português pela mão do presidente, que se retirou para o Algarve para a continuação das férias.
Deu a impressão que o primeiro-ministro teve de amenizar a ausência em crise ...
mas descobriu, na aliança com a presidência, uma atenuação do regresso tardio e uma desculpa com que brindou, imediatamente, os jornalistas:

" a área ardida não é a mesma que em 2003 (pois...mas em que dia do ano?!) e..."estavam reunidas as ignições" (foi algo do género...reconheço que fiquei a pensar e não registei o exacto termo...mas era o sentido).

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Benvindos ao Inferno

A inspiração do fumo, que torna rarefeito o ar de Moscovo, equivale a fumar um maço de 20 cigarros a cada duas horas. Imaginem os pacientes de efisema..
O meu camarada russo, Sascha. vai para lá no domingo e só volta no dia 22-Protecção aos seus pulmões, é o que desejo...

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Planeta respira mal

A semana foi carregada, com a viragem à direita nacionalista nas eleições para o Knesset e as possíveis equações partidárias para uma aliança governamental israelita. Vai ser difícil conseguir o equilíbrio quando os protagonistas da história actual se detestam: Benjamin Netanyahu e Tzipi Livni. Apesar do voto a mais, a líder centrista pode ter de dar a chefia ao rival do centro direita por este conseguir mais votos dispersos para conseguir a maioria parlamentar.

Mas o que mais me está a impressionar - para além do desemprego e da recessão económica assumida em Portugal (e do escândalo BNP) é o mar de fogo em que se debate a Austrália.

É incrível, chocante... tão enorme que nos custa conceber: 181 mortos, desde o dia 7 do corrente, até agora (as autoridades admitem serem 200), sete mil desalojados (1800 casas destruidas). O governo decretou um dia de luto nacional...mas como sanar a dor de milhares de famílias que perderam todos os haveres pessoais? Como reflorestar 500 mil hectares de floresta ardida de repente?
O planeta cada vez respira com mais dificuldade.