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quinta-feira, 21 de maio de 2015

A Felicidade dos Peixes

Novo Livro da Ana, a felicidade dos peixes.

Apontem na V/ agenda e façam a cobertura jornalística ou vão até lá para ouvir as leituras e apresentação de Fernando Dacosta: 22 de maio às 19 horas , na sala Bar do Teatro A Barraca (Alcântara).
"A Felicidade dos Peixes", de Anami Randa, surge depois do "Diabo é um homem bom" ( Ed Chiado 2012) e das aventuras e-book do "Último Ano do Mundo" ( E-BOOK AMAZON - 2013) e "Espessura da Cinza" ( E-BOOK AMAZON 2014 e - partipante no concurso prémio Leya) "A Felicidade dos Peixes" (que foi e é um projeto facebook).
À Ana, votos de muito sucesso, com grande pena minha por não poder estar presente.

citação:

POR PALMIRA
As lágrimas do homem aumentado caem por Palmira. A “Veneza das areias”. Têm a sua própria maneira de sofrer. As lágrimas. Como passos sorvidos. Inofensivos degraus coxeando entre sílabas doentes. Na gramática da violência cabem somente os jihadistas. Valores móveis da humanidade. Estado Islâmico. Radicais. Integristas. Nomes para um conceito. Para uma escala normal. Para a mímica do matar. Vozes. Do mundo soerguem-se. Por Palmira. Hipérbole. Urgência. Território de revoluções. O vício milenar da desconstrução. Assim os rapazes corrigem a natureza. Medem o imponderável com precisão. Com dor. Têm a sua maneira própria de sofrer, os jihadistas. Têm a sabedoria da força. A cara do luto. Túmulos cristãos. Cemitérios novos. E a graça de Allah. O tédio solene de Allah. E o horror insaciado. Por Palmira. Nada te comove. Essa é a tragédia maior.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Os Livros de "L"

Areias do tempo editou Os livros de "L" de João Pedro Domingos d'Alcântara Gomes.
Vive em Coimbra, este poético escritor que eu desconhecia.



Na página 35, do chamado 2° Livro - O corpo, a luz e outras indefinições - o texto poético deslumbrou-me particularmente:

"coisas há que se vêem como a seda o veludo amiúde brame mar
os dedos que olhos ordenam impressão de búzio intrometendo-se
no corpo eterna índia
é um ruído de pele que a noite aumenta, há sem saberes formas
com que me atacas no silêncio do sono o teu raspar de lençóis
comove-me erecto"


O formato é pouco robusto mas o livro é grande. Os pequenos textos saboreiam-se como a vaga da capa lembra: uma onda é para surfar de corpo e alma.


João Pedro Domingos d'Alcântara Gomes nasceu em 1959, participou em várias revistas literárias e dirigiu algumas, co-editou Filigrafias e Plágio. Além de Poesia, escreve para Teatro, tendo ganho o Prémio Ribeiro da Fonte de Revelação 2004 com Prometeu, para o teatro de Ferro, para onde também fez Sexta-feira, em 2007.

terça-feira, 20 de julho de 2010

O Jardim das Oito Pedras

Nioto Jiang escreveu em esperanto, e traduziu para português, a belíssima lenda de dois amantes que se fundem na natureza à procura da geometria pura num vulcão. Ele é um escritor estranho, bem sei, sino-nipónico, agora a viver no Nepal. A Editora Areias Sem Tempo publicou e eu devorei o livro com espanto e prazer.
O Jardim das Oito Pedras lembrou-me o Jardim das 13 pedras de Quioto onde estavam , afinal, 14, mas apenas vemos 13. Lá andei para tras e para a frente com a minha filha e irmão, a mudar o ângulo de visão....
Para o jardim dos amantes, a subida ao vulcão é indispensável e sem retrocesso possível. Só se vêem as oito pedras do cume em lava, não há pontes fáceis para a perfeição.

Que lindo livro: poesia pura. E o final: giríssimo.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

La Grande Librairie


Há um programa delicioso na televisão francesa, semanal, sobre livros e escritores: La Grande Librairie. TV5 - France Television

François Busnel convida vários escritores para estarem calmamente num sofá, em amena cavaqueira, mas ordenada, a explicarem como escrevem ou criam as personagens e história, como articulam as ideias ou se a obra é autobiografica ou pura ficção.
Antes da série de perguntas que faz a cada escritor, é apresentada uma pequena reportagem sobre a obra e o autor.
O dinamismo deste programa é tanto que pode deslocar-se a Nova Iorque ou outra cidade, destacando um grupo de autores que tenha publicado no mês em curso ou tenha ganho um prémio, reinventando parte da estrutura do programa, se for preciso. Em Nova Iorque, François perguntou aos convidados, no fim de cada intervenção para onde vão os patos de Central Park no Inverno...
A ideia base deste programa é que o trabalho de um escritor deve ser apresentado como outro trabalho qualquer, de modo atractivo, interessante, sem pedantismos ou falsos intectualismos.
Porque pode ser um trabalho suado, à volta de cada palavra, cada ideia, cada parágrafo. Outras vezes pode ser produto de uma convivência imaginária
de muito tempo com os personagens que, depois, se desenvolvem numa história.
Quando o apresentador coloca as perguntas, com um entusiasmo incrível, os espectadores ficam logo "pendurados" na imagem do escritor, ansiosos para ouvirem as respostas.
É daqueles programas que ficamos a ver até ao fim (e não passa em horarios impossíveis como os programas culturais da RTP). É uma frescura e uma benção para a alma.