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sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Cansaço de mar alto



Doem as mãos de esforçar dedos
e os tendões de abrasamento de puxão
o salto de ponta de pé, sem empurrão.
o sopro, o beijo o encosto
- que é aquele toque sem abraço
mas de bom gosto,
e o arco do braço ao céu
um modo de dizer adeus,
que os sorrisos diligentes envergonham
e reduzem a simples risos
porque os sonhos sonham-se
e os tímidos minimizam-se.
Somos nós os grandes
e os que se eternizam.

Os milagres não são o que parecem
mas não os temos visto..

--

O meu Amor é um barco

 sem capitão

 vagueia de encontro às vagas

 em vão.

 Parte-se de absurdo

...
 solta-se mudo

 do estrondo desta água

 que destroça
 afoga

 e de manhã é Mar Chão.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

poema triste de neve

terrível endereço que me deste
nem reconheço as subtilezas ou desvios
pensei que a neve era o espraiar da luz do frio
que o brilho
podia aquecer a alma
como um cipreste a adejar no espelho
de um braço do meu Mondego
do meu rio preferido
um irmão mais velho