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quinta-feira, 4 de abril de 2013
Festas de riso - como se diz nos Açores
Na verdade, não me lembro de rir com tanta vontade de um terceiro episódio da atualidade: 1° a demissão do ministro socialista do Orçamento, por evasão fiscal (tinha esquecidos 600 mil euros na Suíça); 2° A descoberta da 230 milhões de euros de impostos em paísos fiscais: investigação do ICIJ; 3° Demissão de destroyer Relvas. Hoje acredito em milagres.
Editoria:
corrupção,
fraude fiscal,
mentira,
relvas
segunda-feira, 11 de julho de 2011
O escândalo em Guimarães
Folha salarial da Fundação Cidade de Guimarães ( e porque é que a autarquia não assumiu o trabalho e teve de se criar uma fundação despesista?)
Figurões, da Fundação Cidade de Guimarães, criada para a Capital da Cultura
2012:Folha salarial (da responsabilidade da Câmara Municipal) dos>
administradores e de outros
- Cristina Azevedo - Presidente do Conselho de Administração:
14.300 € (2 860 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 500 € por reunião
- Carla Morais - Administradora Executiva
12.500 € (2 500 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 300 € por reunião
- João B. Serra - Administrador Executivo
12.500 € mensais + Carro + Telemóvel + 300 € por reunião
- Manuel Alves Monteiro - Vogal Executivo
2.000 € mensais + 300 € por reunião
Todos os 15 componentes do Conselho Geral, de entre os quais se destacam Jorge Sampaio, Adriano Moreira, Diogo Freitas do Amaral e Eduardo Lourenço, recebem 300 € por reunião, à excepção do Presidente (Jorge Sampaio) que recebe 500 €.
Em resumo: 1,3 milhões de Euros por ano, em salários. Como a Fundação vai manter-se em funções até finais de 2015, as despesas com pessoal deverão ser de quase 8 milhões de Euros !!! Reparem bem: Administradores ganhando mais do que o PR e o PM !
*Esta obscenidade acontece numa região, como a do Vale do Ave, onde o desemprego ronda os 15 % !!! Alguém acredita em leis anti-corrupção feita por corruptos?
Figurões, da Fundação Cidade de Guimarães, criada para a Capital da Cultura
2012:Folha salarial (da responsabilidade da Câmara Municipal) dos>
administradores e de outros
- Cristina Azevedo - Presidente do Conselho de Administração:
14.300 € (2 860 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 500 € por reunião
- Carla Morais - Administradora Executiva
12.500 € (2 500 contos) mensais + Carro + Telemóvel + 300 € por reunião
- João B. Serra - Administrador Executivo
12.500 € mensais + Carro + Telemóvel + 300 € por reunião
- Manuel Alves Monteiro - Vogal Executivo
2.000 € mensais + 300 € por reunião
Todos os 15 componentes do Conselho Geral, de entre os quais se destacam Jorge Sampaio, Adriano Moreira, Diogo Freitas do Amaral e Eduardo Lourenço, recebem 300 € por reunião, à excepção do Presidente (Jorge Sampaio) que recebe 500 €.
Em resumo: 1,3 milhões de Euros por ano, em salários. Como a Fundação vai manter-se em funções até finais de 2015, as despesas com pessoal deverão ser de quase 8 milhões de Euros !!! Reparem bem: Administradores ganhando mais do que o PR e o PM !
*Esta obscenidade acontece numa região, como a do Vale do Ave, onde o desemprego ronda os 15 % !!! Alguém acredita em leis anti-corrupção feita por corruptos?
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Grécia sobe impostos para receber 2° pacote da ajuda
Os impostos parecem ser a preocupação central do plano de austeridade de Papandreu e dos credores da Grécia. Mas não o dinheiro de quem foge aos impostos.
O novo plano contempla medidas para arrecadar mais de 14,09 mil milhões de euros em impostos nos próximos quatro anos, ou seja, 649 milhões de euros a mais do que na versão inicial, anunciada em meados de junho.
Entre essas subidas de impostos, a nova taxa solidária que supõe uma retenção fiscal de 1 a 5 % sobre os impostos de quem ganha mais de 12 mil euros por ano.
Calcula-se que esta medida faça ganhar ao erário público 1,38 mil milhões de euros .
O IVA de bares e restaurantes vai passar de 13 para 23%
A isenção fiscal passa a ser apenas para quem ganha 8 mil euros anuais e não, como anteriormente, até 12 mil euros.
Também se cria um imposto sobre os bens de luxo, iates, piscinas e carros.
E aumenta o imposto sobre a propriedade.
.
Os impostos e quem os paga é um assunto que suscita polémica na Grécia.
Até o novo ministro das Finanças reconheceu as injustiças do sistema, ao mesmo tempo em que pediu ao Parlamento para aprovar o seu plano.
"A nossa principal prioridade é estabelecer um novo sistema de impostos, que tenha uma ampla aceitação, que ponha fim à flagrante injustiça que faz com que quem não foge aos impostos pague mais do que quem foge."
Mas Venizelos e Papandreou vão ter dificuldades em convencer à oposição a apoiá-los. Os apelos ao patriotismo caem em saco roto, tanto na ala mais esquerdista do governamento como na ala da direita da Nova Democracia.
Este é o prognóstico do analista George Tzogopoulos:
"Acho que o líder de Nova Democracia vai pedir a convocação de eleições antecipadas e a opinião pública continuará a sentir-se defraudada no futuro."
Na rua o sentimento dominante é de revolta: as novas medidas cortam entre 3 e 4 por cento dos rendimentos da classe média grega. Muitos consideram que as medidas se fazem à conta de quem paga os seus impostos e são inúteis na hora de lutar contra quem pratica as fraudes.
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O novo plano contempla medidas para arrecadar mais de 14,09 mil milhões de euros em impostos nos próximos quatro anos, ou seja, 649 milhões de euros a mais do que na versão inicial, anunciada em meados de junho.
Entre essas subidas de impostos, a nova taxa solidária que supõe uma retenção fiscal de 1 a 5 % sobre os impostos de quem ganha mais de 12 mil euros por ano.
Calcula-se que esta medida faça ganhar ao erário público 1,38 mil milhões de euros .
O IVA de bares e restaurantes vai passar de 13 para 23%
A isenção fiscal passa a ser apenas para quem ganha 8 mil euros anuais e não, como anteriormente, até 12 mil euros.
Também se cria um imposto sobre os bens de luxo, iates, piscinas e carros.
E aumenta o imposto sobre a propriedade.
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Os impostos e quem os paga é um assunto que suscita polémica na Grécia.
Até o novo ministro das Finanças reconheceu as injustiças do sistema, ao mesmo tempo em que pediu ao Parlamento para aprovar o seu plano.
"A nossa principal prioridade é estabelecer um novo sistema de impostos, que tenha uma ampla aceitação, que ponha fim à flagrante injustiça que faz com que quem não foge aos impostos pague mais do que quem foge."
Mas Venizelos e Papandreou vão ter dificuldades em convencer à oposição a apoiá-los. Os apelos ao patriotismo caem em saco roto, tanto na ala mais esquerdista do governamento como na ala da direita da Nova Democracia.
Este é o prognóstico do analista George Tzogopoulos:
"Acho que o líder de Nova Democracia vai pedir a convocação de eleições antecipadas e a opinião pública continuará a sentir-se defraudada no futuro."
Na rua o sentimento dominante é de revolta: as novas medidas cortam entre 3 e 4 por cento dos rendimentos da classe média grega. Muitos consideram que as medidas se fazem à conta de quem paga os seus impostos e são inúteis na hora de lutar contra quem pratica as fraudes.
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quarta-feira, 22 de junho de 2011
Crónica de Manuel António Pina - EP
Reproduzo, pelo interesse público da má ou boa gestao da coisa pública
Casualidade, causalidade
Talvez tenha visto mal mas não me apercebi de que, como vem sendo feito na Net, algum jornal se tenha ainda interrogado sobre a sucessão de três notícias em pouco mais de dois meses que, isoladas, talvez só tivessem lugar nas páginas de Economia mas que, juntas, e com um director ou um chefe de redacção curiosos de acasos, até poderiam ter sido manchete.
A primeira, de 16 de Março, a da renúncia - dois anos antes do termo do seu mandato - de Almerindo Marques à presidência da Estradas de Portugal (para que fora nomeado em 2007 pelo então ministro Mário Lino), declarando ao DE que "no essencial, est[ava] feito o [s]eu trabalho de gestão".
A segunda, de 11 de Maio, a de uma auditoria do Tribunal de Contas à Estradas de Portugal, revelando que, com a renegociação de contratos, a dívida do Estado às concessionárias das SCUT passara de 178 milhões para 10 mil milhões de euros em rendas fixas, dos quais mais de metade (5 400 milhões) coubera ao consórcio Ascendi, liderada pela Mota-Engil e pelo Grupo Espírito Santo. Mais: que dessa renegociação resultara que o Estado receberá, este ano, 250 milhões de portagens das SCUT e pagará... 650 milhões em rendas.
E a terceira, de há poucos dias, a de que Almerindo Marques irá liderar a "Opway", construtora do Grupo Espírito Santo.
O mais certo, porém, é que tais notícias não tenham nada a ver umas com as outras, que a sua sucessão seja casual e não causal.
Casualidade, causalidade
Talvez tenha visto mal mas não me apercebi de que, como vem sendo feito na Net, algum jornal se tenha ainda interrogado sobre a sucessão de três notícias em pouco mais de dois meses que, isoladas, talvez só tivessem lugar nas páginas de Economia mas que, juntas, e com um director ou um chefe de redacção curiosos de acasos, até poderiam ter sido manchete.
A primeira, de 16 de Março, a da renúncia - dois anos antes do termo do seu mandato - de Almerindo Marques à presidência da Estradas de Portugal (para que fora nomeado em 2007 pelo então ministro Mário Lino), declarando ao DE que "no essencial, est[ava] feito o [s]eu trabalho de gestão".
A segunda, de 11 de Maio, a de uma auditoria do Tribunal de Contas à Estradas de Portugal, revelando que, com a renegociação de contratos, a dívida do Estado às concessionárias das SCUT passara de 178 milhões para 10 mil milhões de euros em rendas fixas, dos quais mais de metade (5 400 milhões) coubera ao consórcio Ascendi, liderada pela Mota-Engil e pelo Grupo Espírito Santo. Mais: que dessa renegociação resultara que o Estado receberá, este ano, 250 milhões de portagens das SCUT e pagará... 650 milhões em rendas.
E a terceira, de há poucos dias, a de que Almerindo Marques irá liderar a "Opway", construtora do Grupo Espírito Santo.
O mais certo, porém, é que tais notícias não tenham nada a ver umas com as outras, que a sua sucessão seja casual e não causal.
Editoria:
corrupção,
crise,
Estradas de portugal,
Portugal
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Sobreviventes do sismo acusam governo chinês de negligência
Ontem celebrou-se um ano de luto e dor pelo sismo que fez mais de 80 mil mortos na China. Queimar incenso e papel que reproduz dinheiro fazem parte do ritual para lembrar os que ficaram sob as ruínas de Beichuan, a cidade arrazada que foi aberta excepcionalmente para servir de magro consolo aos que choram entes queridos.
O drama de 12 Maio 2008 é inesquecível.
Os pais dos alunos mortos, oficialmente 5.335, e na maioria filhos únicos, duvidam da fatalidade. Têm surgido acusações de má construção dos edifícios públicos, nomeadamente as escolas.
Zhu Wenxiu, Earthquake, mãe pesarosa, queixa-se:
"No ano que passou, todos os dias pensei no que terá acontecido. Não consegui trabalhar, não consegui ir a lado algum. Todas as noites, ao fechar os olhos, pensei no meu filho. Às vezes fico a chorar, a gritar até ser madrugada ."
As escolas ruiram às centenas, como em Beichuan. Fontes não oficiais referem 9000 mortos entre alunos e professores. Os pais denunciam negligências e contrafacções que se tornaram evidentes com o sismo.
Alojada provisoriamente, Mu Cuipin perdeu o filho único no liceu de Beichuan.
"Aceitamos que o sismo tenha uma parte de responsabilidade na destruição, mas gostávamos de saber a proporção de metal e cimento que foi aplicada nos cinco edifícios escolares. Mas o governo não faz isso por nós".
O sismo também provocou ferimentos em 300 mil pessoas, a maior parte, agricultores pobres. No centro de reabilitação da Cruz Vermelha em Deyang, 300 mutilados beneficiaram de próteses gratuitas, como Fu Cangyan, que estava a trabalhar na quinta quando foi apanhada pelo terramoto.
"Claro que é difícil, mas tenho de ser corajosa e enfrentar os desafios. As pessoas aqui incitam-me eeu tenho de fazer por ir em frente. Ninguém o pode fazer por mim."
É preciso coragem para refazer a vida e recontruir uma casa. O sismo provocou cinco milhões de desalojados. Muitas zonas afectadas estão isoladas pelas autoridades e muitos cadáveres ficaram soterrados.
O drama de 12 Maio 2008 é inesquecível.
Os pais dos alunos mortos, oficialmente 5.335, e na maioria filhos únicos, duvidam da fatalidade. Têm surgido acusações de má construção dos edifícios públicos, nomeadamente as escolas.
Zhu Wenxiu, Earthquake, mãe pesarosa, queixa-se:
"No ano que passou, todos os dias pensei no que terá acontecido. Não consegui trabalhar, não consegui ir a lado algum. Todas as noites, ao fechar os olhos, pensei no meu filho. Às vezes fico a chorar, a gritar até ser madrugada ."
As escolas ruiram às centenas, como em Beichuan. Fontes não oficiais referem 9000 mortos entre alunos e professores. Os pais denunciam negligências e contrafacções que se tornaram evidentes com o sismo.
Alojada provisoriamente, Mu Cuipin perdeu o filho único no liceu de Beichuan.
"Aceitamos que o sismo tenha uma parte de responsabilidade na destruição, mas gostávamos de saber a proporção de metal e cimento que foi aplicada nos cinco edifícios escolares. Mas o governo não faz isso por nós".
O sismo também provocou ferimentos em 300 mil pessoas, a maior parte, agricultores pobres. No centro de reabilitação da Cruz Vermelha em Deyang, 300 mutilados beneficiaram de próteses gratuitas, como Fu Cangyan, que estava a trabalhar na quinta quando foi apanhada pelo terramoto.
"Claro que é difícil, mas tenho de ser corajosa e enfrentar os desafios. As pessoas aqui incitam-me eeu tenho de fazer por ir em frente. Ninguém o pode fazer por mim."
É preciso coragem para refazer a vida e recontruir uma casa. O sismo provocou cinco milhões de desalojados. Muitas zonas afectadas estão isoladas pelas autoridades e muitos cadáveres ficaram soterrados.
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