terça-feira, 15 de setembro de 2009

Salvem o Cabedelo


Um grande bem haja a todos...


A comissão SOS Cabedelo tem o prazer de anunciar o "DIA DAS ONDAS" 19 de Setembro de 2009 na Praia do Cabedelo.


"O DIA DAS ONDAS"

programa:

10h - Escolas gratuitas de todos os desportos de ondas.
14h - Ensaio para a realização de o maior logótipo humano no mar.
16h - Musica e Porco no espeto para todos os participantes.
21h - Festa com o D'J Zé Salvador em Local a anunciar.

À noite a festa está a cargo dos D'Js Miguel Ribeiro, Ricardo Puto e Zé Salvador, teremos muitos prémios surpresa para sortear.

Se enviares este mail a todos aqueles que mais gostas (ou não) não te deve acontecer nada de especial; mas o surf e as suas ondas agradecem imenso os minutos perdidos nesta causa. Por isso toca a passar a palavra.

Tráz o Fato a Prancha o Kayak o Skiming, a boia e ou as braçadeiras ou mesmo nao tragas nada pois nós temos cá para te emprestar...

Mas o mais importante é que venhas e tragas um amigo também (onde é que eu já ouvi isto hein???)


Vamos mostrar a força que o surf tem...

Vem Salvar esta onda.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Erros graves em relação aos atentados de 11 de Setembro

Um filme documentado nos testemunhos dos sobreviventes, socorristas, telefonemas registados dos condenados à morte nos atentados às Torres Gémeas confirma o que todos sabíamos há muito: a manipulação dos Media para ocultar os atropelose desvarios dos norte-americanos depois dos ataques e os defeitos de construção.



As pessoas que resolveram descer da segunda torre, depois de saberem que a primeira estava em chamas, foram impedidas de sair e mandadas de regresso aos escritórios pela segurança do hall de entrada e pelos representantes dos patrões de várias empresas.
Os que estavam sem saída nos andares armadilhados pela explosão, foram proibidos de sair dos escritórios por telefone...bem rezavam para os helicópteros os irem buscar mas os pilotos também se recusaram "por ser demasiado arriscado". Quando pediram para partir as janelas, proibiram-nos terminantemente de o fazer - só muito depois da segunda explosão no outro prédio, foram autorizados a partir as janelas para respirarem.
As escadas das Torres eram descontinuadas. Chegava-se a determinado andar e tinha de se voltar a entrar, atravessar os escritórios e corredores enfumarados ou em chamas e procurar uma porta que desse para a continuação das escadas..de preferência que descessem....pelo caminho nesses labrínticos espaços estavam escondidas pessoas, sem saberem que as paredes eram de gesso - tal a ilusão de grandeza que aquelas construções davam...um simples pontapé numa delas salvou um grupo de meia dúzia de sobreviventes encolhidos no chão de uma casa de banho.
Fiquei a saber que mais de 100 pessoas saltaram de um só andar de escritórios, quando a maioria , no interior, já jazia inanimada (o jornalista francês que acompanhava os bombeiros para um outro filme registou o som dos corpos a cairem e a imagem de uma maca com um dos "jumpers" sem braços e sem pernas, mas ainda vido, a ser levada pelos bombeiros).
Mas a maior de todas as afrontas é a ordem de comando que condenou à morte todos os bombeiros que subiram as escadas dos andares imediatamente inferiores à segunda explosão quando já se sabia que o prédio já estava condenado.
A Casa Branca devia era pedir desculpa por não ter assumido os erros cometidos logo no início do dia...por não ter dado ordem de evacuação imediata de toda a zona, por não ter aceite a informação das diferentes polícias sobre Osama antes dos atentados, por não ter coordenado a situação de emergência a partir do primeiro minuto.

Angola processa advogado português Cruz Martins

Jornal O País



Francisco da Cruz e dois sócios são acusados de lesarem os interesses angolanos emais de 150 milhões de dólares
A Procuradoria-Geral da República (PGR) anunciou esta semana, em Luanda, que apresentou uma queixa-crime contra o advogado português Francisco Maria Guerreiro da Cruz Martins, do escritório Gomes da Silva, Cruz Martins, Campos, Gandarez & Associados.


O comunicado da PGR, que foi divulgado na segunda-feira, 7, especifica que o acusado terá lesado os interesses do Estado angolano em mais de 150 milhões de dólares. Ao causídico foi confiada uma tarefa profissional “em determinado momento histórico”, assim como outros intervenientes da referida missão, cujos nomes a PGR não avançou ainda. As autoridades angolanas, que acreditam num excelente desempenho das instituições judiciais lusas neste caso, serão representadas pelo escritório de advogados Amaral Blanco, Portela Duarte e Associados (ABPD), de José Ramada Couto.


Tendo em conta a especificidade do assunto, as autoridades judiciais portuguesas criaram uma equipa de investigação especial da Unidade de Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária local. Pelo menos sete testemunhas, incluindo angolanas, terão sido ouvidas pelo Procurador Orlando Figueira e, segundo a imprensa portuguesa, tudo indica que o processo não será arquivado, porque há indícios de que haverá arguidos. Em Portugal, a imprensa aventa a hipótese de o Procurador-Geral da República, João Maria Moreira de Sousa, deslocar-se a este país ainda este mês para um encontro com o seu homólogo português Pinto Monteiro.


Em Agosto, o jornal Expresso Dani Costa havia confirmado junto da Procuradoria-Geral a denúncia apresentada pela sua congénere angolana, referente “a compras de acções do Banco Internacional do Funchal (BANIF) e que o caso diz respeito a um acordo feito em 1994” para que se adquirissem até 49 por cento desta instituição financeira.


De acordo com o mesmo periódico, numa primeira fase o Estado angolano transferiu cerca de 70 milhões de euros para tomar uma posição relevante no BANIF, uma instituição financeira fundada e detida maioritariamente pelo empresário Horácio Roque, ex-companheiro da antiga secretária da UNITA para as Questões Económicas, Fátima Roque. Outras movimentações financeiras seguiramse perfazendo aproximadamente 100 milhões de dólares. O acusado, Francisco Cruz Martins, foi entre 1994 e 2000 administrador não executivo do banco em questão. Foi neste período, segundo o Expresso na sua edição de 22 de Agosto, que o Estado manifestava os primeiros interesses de investir no sector bancário em Portugal.


As acções que representavam nunca chegaram a pertencer ao Estado angolano. E no ano passado as autoridades angolanas apresentaram a primeira denúncia à PGR portuguesa, para descobrir o paradeiro do dinheiro. Os jornais portugueses apontaram nos últimos dias, os nomes dos outros dois supostos intervenientes do processo, os empresários António Figueiredo, líder do grupo ETE, e Eduardo Capelo Morais, dois antigos membros do Conselho Consultivo do Banco.

O último terá sofrido um acidente em Junho deste ano na Sardenha, onde sofreu lesões graves, uma paragem cardíaca, esteve em coma induzido e corre o risco de ficar paraplégico. Os três, nomeadamente Cruz Martins, António Figueiredo e Eduardo Morais representavam empresas que detinham mais de 20 por cento das acções do banco.


Segundo o diário português I, “Francisco Cruz Martins e António Figueiredo compraram acções do banco. De resto, o advogado enviou para Angola uma nota de honorários no valor de 19 milhões de euros, reclamando o pagamento dos seus serviços: justamente a compra de 49 por cento do BANIF”. “Se as acções foram de facto compradas com o dinheiro de Angola, é evidente que o Estado reclame a correspondente participação no capital social do BANIF. O desejo é ter acções”, avançou ainda o I, na sua edição terça-feira, 8, citando uma fonte alegadamente angolana, que conhece os meandros deste negócio.

Aos órgãos de informação do seu país, o principal suspeito da burla, o advogado Francisco Cruz Martins, não comenta sequer se esteve envolvido ou não no negócio. Diz mesmo que estranhou que “haja qualquer queixa na ProcuradoriaGeral da República, uma vez que nunca fui notificado sobre qualquer situação semelhante”. “Pode haver quem esteja a desviar atenções de outras coisas e isto não quer dizer que o Estado em questão não tenha tido qualquer relação menos correcta com alguém.


Comigo, contudo, não foi”, revelou recentemente, em território luso, o acusado, acrescentando que “não creio que seja eu o alvo correcto de semelhante acusação. A ser verdade que assim seja em juízo se provará que há um lapso quanto à pessoa do acusado e quanto aos factos imputados ao mesmo.


Que outros tenham praticado tais actos, posso admitir”. O suspeito considera que “qualquer movimento bancário por mim realizado está registado nos bancos envolvidos e essas acusações podem ser facilmente comprovadas ou infirmadas”. E garantiu em relação ao BANIF: “as participações que tenho ou tive são da minha exclusiva responsabilidade em todos os sentidos”.


Horácio Roque apontado como envolvido


Esta semana o Correio da Manhã, outro jornal português, adiantou o nome de Horácio Roque, presidente do BANIF, como um dos envolvidos na queixa-crime apresentada pelo Estado angolano, por causa do desaparecimento dos mais de 150 milhões de dólares. Horácio Roque, um empresário que iniciou a sua actividade empresarial em Angola e considerado nos tempos do conflito armado como próximo da rebelião armada dirigida pela UNITA, diz que só teve conhecimento do assunto há um ano.


“Nunca comprei ou vendi nada ao Estado angolano. Quem andou com o dinheiro nas mãos é que deve explicar onde ele está”, defendeu-se o empresário: “Nunca fiz tal negócio com o Estado angolano. Se foram enganados, não foi por mim. Falei com todos (Cruz Martins e os outros dois empresários) e garantiram que não havia problema nenhum. Juntos tinham 20 e tal por cento. Nunca tiveram 49 por cento”. Num outro órgão, o responsável do BANIF salientou que “embora não tenha sido formalmente informado de nenhuma investigação ou queixa, estou disponível para prestar qualquer esclarecimento que seja necessário”.


“Nunca fui informado de que os cidadãos portugueses que compraram acções no BANIF representavam o Estado angolano, nem sequer sonhei com isso”, disse ainda o empresário, admitindo que o advogado Francisco Cruz Martins, a figura principal do processo, “comprou acções no banco e exerceu os correspondentes direitos até 1999 na Assembleia Geral”.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Homenagem a Pepe

O espanhol com a Figueira no coração, José Ledesma Criado, será homenageado, por iniciativa de várias personalidades, a 10 de Setembro. A homenagem tem o patrocínio exclusivo do Casino Figueira, e o apoio de uma Comissão de Honra que integra, entre outros, o Ayuntamiento de Salamanca e do Alcaide, o Departamento de Cultura da Câmara Municipal da Figueira Foz, através do lançamento da obra "Creio no Mar e nas suas Margens". Editado em Português e Espanhol, o livro reúne poemas de autoria do homenageado, escritos na Figueira da Foz ou sobre a Figueira da Foz. Para além disto, a data marca também a inauguração de uma exposição de parte relevante e valiosa do seu enorme espólio cultural (livros, manuscritos, quadros, fotografias, prémios, etc.), patente até 20 de Setembro. À noite, numa noite luso-espanhola, sobem ao palco do Salão Caffé a Tuna da Faculdade de Direito da Universidade de Salamanca - que ness a tarde percorrerá o Bairro Novo - e o grupo de fados Guitarras de Coimbra.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Conclusões dos campeões da natalidade

Onde a família tradicional é mais forte, a natalidade é mais fraca, concluiram os sociólogos e economistas presentes num debate espectacular na France Quatre. Como os franceses são campeões da natalidade, com três filhos por casal, acredito.
Em França, as famílias recompostas são a regra: se cada um trouxer dois filhos para a nova união têm sempre a tendência a conceber, pelo menos, mais um) e a as mulheres celibatárias com mais de 40 anos aventuram-se na procriação, como nunca - as garantias em termos de saúde permitem o que há alguns anos era impossível.
Durante o programa, foi entrevistado um lúcido médico de 101 anos de idade que, com humor, afirmou que a longevidade é um capital de família e que já o pai dele tinha morrido aos 97 anos!
Mas voltando à natalidade, desenganem-se os que consideram a imigração como foco essencial do aumento da demografia. É verdade que os tunisinos fazem mais filhos em França do que na Tunísia, os espanhóis idem e os portugueses idem aspas...mas também é verdade que o Estado aqui dá condições às empresas para dispensarem as grávidas em eficazes licenças pós-parto, dá bons subsídios de natalidade e baixa os impostos dos papás recentes.
A mestiçagem é uma mais valia. Por exemplo, o pai de Barack Obama não teve a consciência do valor acrescentado que dava ao filho através da cor da pele. É verdade que os casais com mais filhos são mestiços e a sociedade não o teme - só teme quem não trabalha.
A França é má em muitas coisas, mas na política de aumento demográfico desde a I Guerra Mundial foi certeira - apesar de no início o fazer para aumentar o número de soldados ...os alemães, por exemplo, defendiam a qualidade dos seus soldados. O número de jovens de 25 anos já iguala o número de idosos, pelo que as reformas estão asseguradas com a força de trabalho da nova geração.
Mas, note-se: a fecundidade dinâmica tem de ser desejada socialmente, mesmo que seja um bem para a economia.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Atados de pés e mãos

Uma das mulheres que o mundo me permitiu escolher como irmã no colégio de Coimbra, em tempo de revolução de cravos e de lágrimas por África, está a perder o próprio irmão - esse de sangue.
Disse-me algo tão incrível que passo a transcrever (sem citar o hospital em questão a seu pedido):
- "Mudaram o meu irmão de hospital...acho que nunca gostaram dele neste, por ter HIV... e ataram-no de pés e mãos".
Estupefacta, mal caio em mim.
A minha avó esteve oito anos, até morrer, numa clínica norte-americana por sofrer de Alzheimer; partiu-se toda a cair e a bater nos caridosos caribenhos que cuidavam dela, em Boston, e NUNCA a ataram de pés e mãos porque esse é um princípio sagrado dos cuidados paliativos.
Queixem-se à vontade do sistema norte-americano de saúde com os seus seguros.
A França (na Europa, sim) deixou morrer à sede, de desidratação absoluta, cerca de 14 mil idosos que eram visitados, assistidos, por gente da Segurança Social ou por voluntários de algumas ONG's. E é um dos países que mais méritos humanitários reclama...
Portugal, que se inspirou no sistema de saúde dinamarquês - muito melhor do que o francês, está a perder o tino há alguns anos.
Assistir a quem morre, com humanismo, para conferir alguma dignidade no sofrimento, é a mínima das mãos que se pode dar a quem vai, antes de nós, conhecer o Outro Lado.
O primeiro sinal de que algo ia para muito pior, foi dado pelo megaprojecto do fecho dos hospitais de Lisboa como o Estefânia, para abrir uma espécie de hotel hospitalar com cerca de 1000 camas que se há-de chamar qualquer coisa como Todos os Santos (até porque já há uma clínica lisboeta de Todos os Santos).
Como é que se cultiva o humanismo nos corredores e gabinetes que apoiam 800/1000 almas de residentes, turnos de enfermagem, medicina geral e especialidades, com atendimento permanente e urgências, técnicos de toda a espécie, seguranças, etc, etc?
Quantas pessoas vao frequentar essa enorme e glacial aldeia globalizada? Onde ficará a política da proximidade?
A nossa guerra em pequenos espaços, ainda é pelo fomento do gozo da profissão, seja de enfermeiro, técnico hospitalar ou médico. Os turnos já são pesados e continuam mal pagos. Como prolongar a situação numa central hospitalar que ocupa vários hectares? Sim, porque tirar as crianças do Estefânia parece-me mal....
Por agora, gostava que o irmão de sangue desta minha irmã de "colégio interno" tivesse direito a alguma lucidez (que lhe dessem apenas morfina para a dor), liberdade (pés e mãos soltos) e muita meiguice ao mudar os lençóis, ao molhar-lhe os lábios, e a mudar-lhe a posição dos braços e das pernas, que estão tão frágeis! Se é que o fazem...
Não acho que se possa, impunemente - pelo menos a nível moral - deixar alguém morrer sem os cuidados que desejaríamos usufruir em situação idêntica.
Mimo...é o mínimo exijido. Devemos todos tê-lo!
O mimo de quem assiste na morte.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Noite de S.João

Procurei a foto da Astronomia no meu dia de anos (foi em Junho passado, 24) e que linda foto encontrei!


Noctilucent Clouds Over Germany
Credit & Copyright: Christoph Rollwagen





Explanation: Sometimes it's night on the ground but day in the air. As the Earth rotates to eclipse the Sun, sunset rises up from the ground. Therefore, at sunset on the ground, sunlight still shines on clouds above. Under usual circumstances, a pretty sunset might be visible, but unusual noctilucent clouds float so high up they can be seen well after dark. Pictured above last week, a network of noctilucent clouds cast an eerie white glow after dusk, beyond a local field near Potsdam, Germany. Although noctilucent clouds are thought to be composed of small ice-coated particles, much remains unknown about them. Satellites launched to help study these clouds include Sweden's Odin and NASA's AIM. Recent evidence indicates that at least some noctilucent clouds result from freezing water exhaust from Space Shuttles.

Texto a não perder de António Feio



MUITO CUIDADO NA FARMÁCIA

Parece anedota mas não é.
É contada na 1ª pessoa e com algum sentido de humor porque de um humorista se trata, mas poderia ter sido bem mais dramática se não fosse detectado oerro humano a tempo e horas.
Senão vejamos. Ou antes... passemos à leitura do caso contado por António Feio que, como todos sabemos, anda a contas com um bichinho malvado que lhe quer causar estragos e que ele quer debelar com muita determinação e força.

"Na semana passada fiz a minha primeira sessão de quimioterapia.

O meu Oncologista receitou-me um medicamento para os enjoos (SOS) que eu muito cautelosamente fui comprar à farmácia. Eram 13h30 e estava eu à porta da Farmácia para aviar a receita. Para espanto meu, percebo que a Farmácia fecha à hora de almoço.
Ok. A solução era voltar uma hora mais tarde e assim o fiz.

Quando voltei pouco antes das 14h30 (hora de reabrir) esperei que a porta abrisse. Esperei e continuei a esperar até às 14h45.
E lá chegou uma senhora a falar ao telemóvel que devia estar a tratar de um assunto muito importante porque a porta primeiro que abrisse ainda demorou mais uns cinco minutos.

Finalmente consegui entregar a receita à senhora da Farmácia.
Confesso que o ar da senhora era no mínimo assustador. A receita (ainda a tenho comigo, assim como o recibo do remédio) tinha escrito METOCLOPRAMIDE.

Paguei e vim-me embora.

Durante esse dia e os seguintes, os tais sintomas de enjoos e náuseas provocados pela quimioterapia deitaram-me completamente abaixo. Fui mesmo obrigado a cancelar os espectáculos que tinha a norte do País.

Na sexta-feira fui ter com o meu oncologista para lhe pedir qualquer coisa que me aliviasse o mal estar. Ele assim o fez e receitou-me um outro remédio que comecei a tomar logo e que rapidamente começou a fazer efeito. No Sábado, Domingo e Segunda, voltei a sentir-me bem.

Hoje fui novamente ao Hospital para fazer a segunda sessão de quimioterapia e, qual não é o meu espanto, quando falava do meu estado de má disposição da semana passada e mostrava os comprimidos que andava a tomar, quando percebi que o remédio que eu andava a tomar para os enjoos não era para os enjoos mas sim para a Diabetes. Em vez do tal METOCLOPRAMIDE, estava a tomar METFORMINA.

A senhora da Farmácia tinha-me, pura e simplesmente, dado um medicamento errado.

Não só passei vários dias a tomar um remédio que não me aliviava, como ainda por cima, me diminuía os níveis de açúcar no sangue!!!

Podia só ter tido um ataque de hipoglicemia.

Este texto é só um desabafo.

Agora saiam da frente que eu vou ali abaixo "TRATAR DA SAÚDE" à senhora da Farmácia. Ou não fosse hoje o DIA MUNDIAL DA SAÚDE (LOL)"

Parece uma "Conversa da Treta" mas foi de verdade! Dá para acreditar? Como é possível existir pessoas com tamanha incapacidade para o bom desempenho das suas funções profissionais? Em lugares como este não é suposto estar alguém de idoneidade comprovada para a função?
Assim... não!!!! Sempre ouvi dizer que: - "com a saúde não se brinca"

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Raul Solnado

De regresso de férias da Figueira, a primeira notícia que ouvi foi a da morte do nosso querido Raul Solnado. Ninguém me chamava Poeta como ele! Parecia um passarinho quando sorria e dizia coisas maravilhosas aos amigos...meio a gaguejar, baixinho, tímido. Querido Amigo de Portugal e dos portugueses....penso que vai continuar no coração de todos. No meu, vivia desde a rábula (que eu cumpri) "um dia resolvi ir para a guerra e apanhei um comboio...é este que vai para a guerra?"
Calhou-me ir de comboio de Viena de Áustria para Zagreb, em pleno conflito dos Balcãs. Rimo-nos tanto os dois - com o Artur, que jantava connosco....
E agora lá está ele, de certeza a arrancar penas às asas dos anjos!