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terça-feira, 25 de outubro de 2011

Basta

Todos os dias recebo emails sobre as reformas das figuras públicas, o orçamento, as parcerias público-privadas, e fico chocada com a imoralidade dos que colocam os portugueses da classe média como reféns dos créditos. É fácil retirar o poder de compra aos pequenos, fazer encerrar o comércio, apagar as luzes das cidades, provocar a fome escondida, as depressões, a toxicodependência e suicídio - por falta de contribuição estatal nos medicamentos...mas que país vai sobrar e para quem? Para os romenos? Para os brasileiros ou angolanos?
Por uma questão de solidariedade moral, a constituição devia ser alterada para qualquer e todo cidadão que receba uma reforma, tem de estar obrigatoriamente reformado. Que é isso de receber reforma e salários milionários do Estado? Distribuam isso pelos pobres deste país, paguem uns juros, façãm algo em prol do Bem Estar Comum.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Crónica de Manuel António Pina - EP

Reproduzo, pelo interesse público da má ou boa gestao da coisa pública


Casualidade, causalidade


Talvez tenha visto mal mas não me apercebi de que, como vem sendo feito na Net, algum jornal se tenha ainda interrogado sobre a sucessão de três notícias em pouco mais de dois meses que, isoladas, talvez só tivessem lugar nas páginas de Economia mas que, juntas, e com um director ou um chefe de redacção curiosos de acasos, até poderiam ter sido manchete.

A primeira, de 16 de Março, a da renúncia - dois anos antes do termo do seu mandato - de Almerindo Marques à presidência da Estradas de Portugal (para que fora nomeado em 2007 pelo então ministro Mário Lino), declarando ao DE que "no essencial, est[ava] feito o [s]eu trabalho de gestão".

A segunda, de 11 de Maio, a de uma auditoria do Tribunal de Contas à Estradas de Portugal, revelando que, com a renegociação de contratos, a dívida do Estado às concessionárias das SCUT passara de 178 milhões para 10 mil milhões de euros em rendas fixas, dos quais mais de metade (5 400 milhões) coubera ao consórcio Ascendi, liderada pela Mota-Engil e pelo Grupo Espírito Santo. Mais: que dessa renegociação resultara que o Estado receberá, este ano, 250 milhões de portagens das SCUT e pagará... 650 milhões em rendas.

E a terceira, de há poucos dias, a de que Almerindo Marques irá liderar a "Opway", construtora do Grupo Espírito Santo.

O mais certo, porém, é que tais notícias não tenham nada a ver umas com as outras, que a sua sucessão seja casual e não causal.