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quinta-feira, 4 de abril de 2013
Festas de riso - como se diz nos Açores
Na verdade, não me lembro de rir com tanta vontade de um terceiro episódio da atualidade: 1° a demissão do ministro socialista do Orçamento, por evasão fiscal (tinha esquecidos 600 mil euros na Suíça); 2° A descoberta da 230 milhões de euros de impostos em paísos fiscais: investigação do ICIJ; 3° Demissão de destroyer Relvas. Hoje acredito em milagres.
Editoria:
corrupção,
fraude fiscal,
mentira,
relvas
quinta-feira, 24 de maio de 2012
RTP: a liderança bicéfala da idiotice ao quadrado
Mas quem é afinal o presidente da RTP? Pergunta, e muito bem, Gonçalo Bordalo Pinheiro na revista Sábado da semana de 17 a 23 de maio. E responde. "Formalmente é Guilherme Costa. Na prática, é Miguel Relvas. É o ministro adjunto que se preocupa com os gastos do dia a dia, que aprova ou veta a contratação de comentadores desportivos (agora querem contratar o Paulo Futre (o mano) por 30 mil euros por mês depois de deixar de participar no clube dos grandes na euronews por dois milhões ao ano, uma redação inteira com meios que nem lhes passa pela cabeça, vista em todo o mundo em língua portuguesa....o problema deve ter sido esses. A RTP nunca deixou de ver a euronews como uma concorrente e o ministro percebeu que não há possibilidade aqui, de terminar contratos com jornalistas quando não se manipula o conteúdo . E agora, que a TVI e a SIC também estão em todo o mundo, a liderança bicéfala destas tontas cabecinhas, corta em casa o que mais prestígio lhe da no exterior: não é nas telenovelas da Teresa Guilherme e companhia, sobre tráfico de orgãos, assassínios, relações entre padres e viúvas doidas, não é o nacional pirosismo (Resistirei e Vingança - praticamente a mesma apresentação,
plágios repetidos, quase os mesmos atores...enfim...lixo comprado à SIC). Finalmente, a fase mudou e agora, pelo menos, vemos paisagens da Figueira e Coimbra, com alguns atores locais (parabéns Lígia) e anossa praia de Quiaios de fazer inveja a qualquer Miami Beach.
A conclusão do colunista, é que a prioridade da televisão pública é contratar Paulo Futre para comentar o campeonato europeu de futebol por 30 mil euros. O escândalo foi tanto que estão agora a tentar por um pouco menos. "Portanto, se a ideia for transformar o Telejornal nos Malucos do Riso, sim." E, já agora, "Portugal até se pode dar ao luxo de ter um membro do governo a aprovar as despesas correntes da estação de televisão pública", e a terminar contratos em que Portugal tinha uma posição vantajosa - pagava menos 4 milhões que todos os outros parceiros por ser um dos sócios fundadores da euronews - "não pode é obrigar os contribuintes a pagarem dois salários para a mesma função." O Guilherme Costa está a mais.Aliás até há três administradores. Se o Guilherme Costa for para outro lado qualquer sempre restam dois para assinar os despachos internos ordenados pelo ministro.
plágios repetidos, quase os mesmos atores...enfim...lixo comprado à SIC). Finalmente, a fase mudou e agora, pelo menos, vemos paisagens da Figueira e Coimbra, com alguns atores locais (parabéns Lígia) e anossa praia de Quiaios de fazer inveja a qualquer Miami Beach.
A conclusão do colunista, é que a prioridade da televisão pública é contratar Paulo Futre para comentar o campeonato europeu de futebol por 30 mil euros. O escândalo foi tanto que estão agora a tentar por um pouco menos. "Portanto, se a ideia for transformar o Telejornal nos Malucos do Riso, sim." E, já agora, "Portugal até se pode dar ao luxo de ter um membro do governo a aprovar as despesas correntes da estação de televisão pública", e a terminar contratos em que Portugal tinha uma posição vantajosa - pagava menos 4 milhões que todos os outros parceiros por ser um dos sócios fundadores da euronews - "não pode é obrigar os contribuintes a pagarem dois salários para a mesma função." O Guilherme Costa está a mais.Aliás até há três administradores. Se o Guilherme Costa for para outro lado qualquer sempre restam dois para assinar os despachos internos ordenados pelo ministro.
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chefia bicéfala,
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Sábado
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
O Infocídio - por Rui Tavares no Público
Talvez, muito simplesmente, Miguel Relvas não tenha qualquer interesse em manter informação internacional que ele não controle
e há coisa que se tornou incontestável, é esta: a importância da Europa para o futuro próximo de Portugal. (Há anos, tinha amigos que me diziam “não escrevas tanto sobre a Europa, pá — ninguém quer saber”. Hoje toda a gente quer saber, e esses amigos escrevem sobre a Europa todas as semanas.)
E no quadro dessa evolução incontestável, que faz o Governo? Decide acabar com as emissões em língua portuguesa na Euronews.
Ah, mas diz o leitor. Não há dinheiro. Não podemos certamente dar-nos a esse luxo.
E eu pergunto-lhe: quanto custa ter emissões em português na Euronews? Um pouco menos de dois milhões de euros (os fogos de artifício na Madeira custam três milhões). Em troca desse dinheiro as emissões em língua portuguesa chegam a um universo potencial de cem milhões de casas. Tão importante quanto isso, um canal informativo internacional chega a casa dos portugueses, incluindo os que não falam uma língua estrangeira.
Só no Brasil, onde este canal (que é um consórcio público de televisões públicas) começou a ser emitido há um par de anos, as emissões em português europeu atingem cerca de cem mil assinantes. Um Governo com um mínimo de visão estratégica, mesmo que sem dinheiro, estaria a pensar como procurar parceiros no Brasil (a Tvcultura ou a Tvfutura, por exemplo) para pensar como reforçar, e não diminuir, a componente em língua portuguesa da Euronews.
Mas um Governo com um mínimo de sentido de responsabilidade, mesmo que sem dinheiro, estaria a pensar como preservar este laço, num momento em que (mais do que nunca) é importante que a voz portuguesa não se cale, e que os portugueses ouçam a voz europeia. em por isso toda a razão Ribeiro e Castro, deputado do CDS, quando escreveu sobre este tema (no PÚBLICO de segunda-feira) dizendo “não pode ser”. Espero que o seu artigo sirva para despertar algumas consciências na maioria.
Mas acho que podemos insistir um pouco mais e perguntar-nos “como pode ser”? Como pode ser isto? A Comissão Europeia paga neste momento as emissões da Euronews em árabe, porque certamente pensa que elas têm sentido estratégico para a União Europeia. A comissária Viviane Reding já disse várias vezes que a Comissão Europeia está disposta a apoiar financeiramente o leque de idiomas da Euronews.
Como pode ser então que o ministro Miguel Relvas não tenha perguntado à Comissão se não pode partilhar esta conta com o Estado português? Um milhão para cada um seria de mais?
Como pode ser que Miguel Relvas, ou Passos Coelho, ou Paulo Portas não tenham dito à Comissão que a língua portuguesa, a caminho de ser falada por 300 milhões de pessoas, deve também ser uma aposta estratégica da União?
Como pode ser que ninguém se tenha ao menos lembrado de apontar à Comissão o exemplo do Brasil, primeiro dos BRIC, e com ele convencê-los a ajudarem-nos a manter as emissões na língua desse país?
Talvez, no fundo, o Governo não esteja interessado em diminuir a conta. Talvez as declarações de João Duque, quando disse que a informação pública deveria ser reduzida ao mínimo e a informação para o estrangeiro filtrada segundo as conveniências do Governo, não tenham sido um acaso. Talvez, muito simplesmente, Miguel Relvas não tenha qualquer interesse em manter informação internacional que ele não controle. Nem que seja de graça.
Rui Tavares, Historiador. Deputado independente ao Parlamento Europeu http://twitter.com/ruitavares
e há coisa que se tornou incontestável, é esta: a importância da Europa para o futuro próximo de Portugal. (Há anos, tinha amigos que me diziam “não escrevas tanto sobre a Europa, pá — ninguém quer saber”. Hoje toda a gente quer saber, e esses amigos escrevem sobre a Europa todas as semanas.)
E no quadro dessa evolução incontestável, que faz o Governo? Decide acabar com as emissões em língua portuguesa na Euronews.
Ah, mas diz o leitor. Não há dinheiro. Não podemos certamente dar-nos a esse luxo.
E eu pergunto-lhe: quanto custa ter emissões em português na Euronews? Um pouco menos de dois milhões de euros (os fogos de artifício na Madeira custam três milhões). Em troca desse dinheiro as emissões em língua portuguesa chegam a um universo potencial de cem milhões de casas. Tão importante quanto isso, um canal informativo internacional chega a casa dos portugueses, incluindo os que não falam uma língua estrangeira.
Só no Brasil, onde este canal (que é um consórcio público de televisões públicas) começou a ser emitido há um par de anos, as emissões em português europeu atingem cerca de cem mil assinantes. Um Governo com um mínimo de visão estratégica, mesmo que sem dinheiro, estaria a pensar como procurar parceiros no Brasil (a Tvcultura ou a Tvfutura, por exemplo) para pensar como reforçar, e não diminuir, a componente em língua portuguesa da Euronews.
Mas um Governo com um mínimo de sentido de responsabilidade, mesmo que sem dinheiro, estaria a pensar como preservar este laço, num momento em que (mais do que nunca) é importante que a voz portuguesa não se cale, e que os portugueses ouçam a voz europeia. em por isso toda a razão Ribeiro e Castro, deputado do CDS, quando escreveu sobre este tema (no PÚBLICO de segunda-feira) dizendo “não pode ser”. Espero que o seu artigo sirva para despertar algumas consciências na maioria.
Mas acho que podemos insistir um pouco mais e perguntar-nos “como pode ser”? Como pode ser isto? A Comissão Europeia paga neste momento as emissões da Euronews em árabe, porque certamente pensa que elas têm sentido estratégico para a União Europeia. A comissária Viviane Reding já disse várias vezes que a Comissão Europeia está disposta a apoiar financeiramente o leque de idiomas da Euronews.
Como pode ser então que o ministro Miguel Relvas não tenha perguntado à Comissão se não pode partilhar esta conta com o Estado português? Um milhão para cada um seria de mais?
Como pode ser que Miguel Relvas, ou Passos Coelho, ou Paulo Portas não tenham dito à Comissão que a língua portuguesa, a caminho de ser falada por 300 milhões de pessoas, deve também ser uma aposta estratégica da União?
Como pode ser que ninguém se tenha ao menos lembrado de apontar à Comissão o exemplo do Brasil, primeiro dos BRIC, e com ele convencê-los a ajudarem-nos a manter as emissões na língua desse país?
Talvez, no fundo, o Governo não esteja interessado em diminuir a conta. Talvez as declarações de João Duque, quando disse que a informação pública deveria ser reduzida ao mínimo e a informação para o estrangeiro filtrada segundo as conveniências do Governo, não tenham sido um acaso. Talvez, muito simplesmente, Miguel Relvas não tenha qualquer interesse em manter informação internacional que ele não controle. Nem que seja de graça.
Rui Tavares, Historiador. Deputado independente ao Parlamento Europeu http://twitter.com/ruitavares
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