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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Urso no campus universitário

Hoje, o meu irmão Pedro não pode ficar a trabalhar na Universidade de Nagoya, na recta final da tese do segundo doutoramento, porque houve um alarme e as instalações foram encerradas de urgência. Porquê? Imaginem...Um urso tinha descido das montanhas, com fome, e entrou no campus.
Não é a primeira vez, e, já se registaram vítimas mortais de ursos esfomeados. A questão é tão simples como a da extinção dos lobos, ou dos linces ibéricos: até onde o Homem vai ser tão invasivo que as espécies sofram a supressão repentina da cadeia alimentar normal?

PS: o pior de tudo é que se veio a perceber que era um urso bebé que tinha perdido a Mãe....

terça-feira, 10 de agosto de 2010

O impacto esperado

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(crédito e reprodução do site brasileiro do Clube de Astronomia de Fortaleza)

Imagem registrada pelo satélite SDO (Observatório de Dinâmica Solar) no dia 1 de agosto de 2010. A cena mostra a gigantesca área de turbulência, vista na região esquerda inferior da imagem. Nasa/SDO Observator.

Como esperado, uma grande ejeção de massa coronal ocorrida no início deste mês atingiu o campo magnético da Terra, produzindo forte tempestade geomagnética sobre a região polar norte. Como ocorreram duas erupções solares, novos impactos estão previstos dentro das próximas 48 horas.

O impacto das partículas carregadas ocorreu às 14h30 de terça-feira e de acordo com dados registrados por magnetômetros instalados nos EUA e Canadá atingiu a marca 6 do Índice KP que vai até 9. Esse índice é considerado de forte intensidade e pode provocar blackouts de radiopropagação e interferências em dados de GPS e balizadas de radionavegação. Índices KP superiores a 6 já passam a representar riscos de distúrbios em equipamentos eletrônicos e distribuição de energia elétrica.

A tempestade solar que deu origem ao impacto ocorreu no dia 1 de agosto e ejetou duas grandes quantidades de massa coronal em direção à Terra, sendo que a primeira delas foi a que impactou a alta atmosfera na tarde de ontem. A segunda carga de material ainda está a caminho e deverá atingir a Terra nas próximas horas.

Desde que foi ejetada, a primeira carga de partículas levou três dias para percorrer os 148 milhões de km que separam a Terra do Sol, viajando a mais de 2 milhões de km por hora.

O primeiro resultado da ejeção de massa coronal (CME) foi a produção de brilhantes auroras boreais sobre as altas latitudes da Europa e norte da América do Norte, especialmente no Canadá.

De acordo com dados gerados pelo Centro de Previsão de Clima Espacial, SWPC, dos EUA, existem 35% de chances das novas tempestades atingirem as mesmas regiões da Terra e 25% de possibilidades de que as tormentas cheguem às latitudes médias do planeta. Se isso ocorrer, moradores da região mais populosa da Europa e EUA poderão observar os efeitos da tempestade.

Fonte: Apolo11 - http://www.apolo11.com/spacenews.php?posic=dat_20100804-080109.inc
Postado por (CASF)Clube de Astronomia de Fortaleza

terça-feira, 25 de maio de 2010

Inadmissível...

que só desde ontem a BP tenha começado a falar em selar de vez a jazida que tem a fuga e está a provocar a maré negra no Golfo do México...inadmissível que Obama e a Casa Branca tenham feito de conta que essa solução não existia e que estavam a pressionar a BP quando deviam ter ordenado imediatamente o fim dessa fonte de petrodólares mas a protecção das baías do Louisiana, da Florida, etc...ninguém se preocupou em defender a flora e a fauna do Planeta.
O nosso Planeta Azul. Sniff.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Um peso; duas medidas


Ontem, fui surpreendida por um documentário na France Deux sobre "a moda da madeira" em França. Fiquei a saber que, 40 por cento da madeira que os franceses compram - para o soalho, algumas paredes, tectos e casas inteiras - é madeira ilegal, normalmente exótica, que entra no país com os lotes da madeira legalmente importada, e é proveniente da floresta amazónica do Brasil, da Indonésia, da Sibéria e do norte da Europa (Finlândia e Noruega, por exemplo).
O representante de uma ONG ecologista andou pelos grandes espaços comerciais franceses a verificar a origem da madeira importada: era toda de origem duvidosa do Brasil, da Indonésia e da Sibéria. Só um pequenino lote de tábuas de revestimento para o chão tinha a etiqueta de "amigo do ambiente", com os números de série de importação e país de origem bem visíveis.

Parece fácil o discurso ecologista dos franceses (antes de Copenhaga ficámos todos com a impressão que era "muita parra para pouca uva")... mas quando percebemos que é o mercado francês que alimenta a desflorestação selvática da Amazónia e a condenação dos índios e dos animais à extinção...então o verde das florestas francesas parece quase pornográfico. É de uma hipocrisia política, económica e social gritante!