Queria salivar-te
como respiro
a vida
e amo
amar-te
como coisa simples
arte
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domingo, 6 de março de 2011
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Imagem Peacebomb
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Dia não
Há dias em nos apetece rumar ao horizonte mais inimaginável que a força anímica possa aguentar e começar a andar, a andar, a andar...ir...nadar...nadar...e andar...e depois, quando se ouvem tantas histórias pelo caminho e se conhece tanta gente ímpar, e se subtrai a morte ao destino e se desmultiplica o nada para comer, consciencializar que a viagem é mais importante do que qualquer partida. E mais a razão da partida.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Isadora Duncan

Era o movimento per si, uma expressão do seu tempo
em palcos russos e seios milionários de
homens que pagavam o tempo
sem compreender que os arcos de luz
entre os pés e o colo de uma mulher que dança
são linhas gordas de criação com écharpes e charmes
que matam
estrangulam os diáfanos seres num Bugatti descapotável....
Isadora Duncan não morreu. Voou antes de ser estrangulada.
Na Côte d'Azur todos o juram, todos o sabem.
Já agora, foi extremamente bem representada por Vanessa Redgrave, que também representou Julia, da II Guerra Mundial. Duas personagens de mão cheia.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Vigário italiano assassinado na Turquia
Vigário Apostólico é assassinado na Turquia.

Fonte: Religón Digital, 03-06-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto, português do Brasil
(A reprodução tardia desta notícia deve-se ao silêncio feito em torno do crime. A Turquia islamiza-se cada vez mais, radicaliza-se... e a sociedade laica europeia renega as raízes cristãs. Assim, a notícia do padre assassinado circulou apenas pelos Media eclesiásticos.)
O presidente da Conferência dos Bispos da Turquia, o italiano Luigi Padovese, foi morto a punhaladas em sua casa. A polícia deteve seu motorista como suspeito, informou nesta quinta-feira a imprensa turca.
Padovese, que também era bispo católico de Anatólia (Turquia) foi encontrado ferido gravemente no jardim de sua residência em Iskenderun, uma localidade da província sulina de Hatay, e morreu pouco depois de ser levado ao hospital.
A primeira versão dos fatos difundida pelos meios de comunicação turcos indica que o bispo foi supostamente apunhalado pelo seu motorista, sem poder se descobrir se existem motivos pessoais para o crime.
A polícia turca deteve o suspeito e o submeterá a um interrogatório, segundo a imprensa turca, que não acrescentou mais detalhes.
Padovese era o vigário apostólico da Igreja Católica em Anatólia, um cargo criado há 10 anos e que cobre quase a metade do território da Turquia, desde o Mar Negro até o Mediterrâneo.
Na província turca de Hatay, há uma pequena comunidade cristã que vive de forma pacífica com a maioria muçulmana e que é especialmente importante na tradição cristã por ser o lugar onde, pela primeira vez, os seguidores de Jesus foram chamados de cristãos.
Nos últimos anos, ocorreram diversos ataques a cristãos no país euroasiático. Um dos mais brutais foi o assassinato em Malatya (leste da Turquia) de três trabalhadores da editora cristã Zirve, cometido em 2007. Os corpos das três vítimas foram encontradas degolados e com pés e mãos atados.
Anteriormente, em fevereiro de 2006, o sacerdote italiano Andrea Santoro foi assassinado com dois tiros em sua paróquia da localidade turca de Trebisonda, no nordeste do país.
Pavese declarou, então, que o assassinato do sacerdote, ocorrido enquanto o mundo islâmico protestava por causa das charges sobre Maomé em 2006, “não é uma casualidade”.
“O fato de que o assassinato tenha ocorrido agora não me parece uma casualidade. Aqui, há um ambiente muito quente, e muitos islâmicos fanáticos”, afirmou então Padovese.
Repercussão vaticana
O Papa expressou “perturbação e dor” após ser informado sobre o assassinato do vigário apostólico em Anatólia, o bispo italiano Luigi Padovese, que foi esfaqueado na manhã desta quinta-feira em sua casa, na província turca de Hatay.
Assim declarou o diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, padre Federico Lombardi, aos meios de comunicação: “É uma notícia horrível, que nos deixa profundamente desconcertados e naturalmente penalizados”, assegurou, em declarações à Rádio do Vaticano.
Padovese participaria a partir desta sexta-feira da visita do Papa ao Chipre e, junto dos demais líderes da Igreja Católica da região, no domingo, receberia das mãos do Pontífice o “Instrumentum Laboris”, o documento que servirá para preparar o Sínodo dos Bispos sobre o Oriente Próximo, que se celebrará no final do ano no Vaticano.
“Dom Padovese foi uma pessoa que teve grandes méritos”, explicou Lombardi, que acrescentou que “a sua morte nos faz pensar espontaneamente na do padre Andrea Santoro”, o sacerdote católico italiano que foi assassinado em 2006 na localidade de Trebisonda, às margens do Mar Negro, por ultranacionalistas turcos.
Essas mortes “nos fazem ver que o testemunho da Igreja em certas situações pode chegar a ser pago com o sangue”, destacou o porta-voz vaticano, que indicou que ainda é preciso “entender melhor quais foram as circunstâncias e motivações” que levaram ao assassinato de Padovese.
Lombardi lembrou que a notícia chega às vésperas da viagem do Papa ao Oriente Próximo, aonde ele se dirige “precisamente para animar as comunidades cristãs que vivem nessa região”. “Esse fato faz entender muito profundamente que a solidariedade da Igreja universal e o apoio a essas comunidades cristãs é absolutamente urgente e necessário”, concluiu o porta-voz do Vaticano.
Fonte e destaques: IHU

Fonte: Religón Digital, 03-06-2010. A tradução é de Moisés Sbardelotto, português do Brasil
(A reprodução tardia desta notícia deve-se ao silêncio feito em torno do crime. A Turquia islamiza-se cada vez mais, radicaliza-se... e a sociedade laica europeia renega as raízes cristãs. Assim, a notícia do padre assassinado circulou apenas pelos Media eclesiásticos.)
O presidente da Conferência dos Bispos da Turquia, o italiano Luigi Padovese, foi morto a punhaladas em sua casa. A polícia deteve seu motorista como suspeito, informou nesta quinta-feira a imprensa turca.
Padovese, que também era bispo católico de Anatólia (Turquia) foi encontrado ferido gravemente no jardim de sua residência em Iskenderun, uma localidade da província sulina de Hatay, e morreu pouco depois de ser levado ao hospital.
A primeira versão dos fatos difundida pelos meios de comunicação turcos indica que o bispo foi supostamente apunhalado pelo seu motorista, sem poder se descobrir se existem motivos pessoais para o crime.
A polícia turca deteve o suspeito e o submeterá a um interrogatório, segundo a imprensa turca, que não acrescentou mais detalhes.
Padovese era o vigário apostólico da Igreja Católica em Anatólia, um cargo criado há 10 anos e que cobre quase a metade do território da Turquia, desde o Mar Negro até o Mediterrâneo.
Na província turca de Hatay, há uma pequena comunidade cristã que vive de forma pacífica com a maioria muçulmana e que é especialmente importante na tradição cristã por ser o lugar onde, pela primeira vez, os seguidores de Jesus foram chamados de cristãos.
Nos últimos anos, ocorreram diversos ataques a cristãos no país euroasiático. Um dos mais brutais foi o assassinato em Malatya (leste da Turquia) de três trabalhadores da editora cristã Zirve, cometido em 2007. Os corpos das três vítimas foram encontradas degolados e com pés e mãos atados.
Anteriormente, em fevereiro de 2006, o sacerdote italiano Andrea Santoro foi assassinado com dois tiros em sua paróquia da localidade turca de Trebisonda, no nordeste do país.
Pavese declarou, então, que o assassinato do sacerdote, ocorrido enquanto o mundo islâmico protestava por causa das charges sobre Maomé em 2006, “não é uma casualidade”.
“O fato de que o assassinato tenha ocorrido agora não me parece uma casualidade. Aqui, há um ambiente muito quente, e muitos islâmicos fanáticos”, afirmou então Padovese.
Repercussão vaticana
O Papa expressou “perturbação e dor” após ser informado sobre o assassinato do vigário apostólico em Anatólia, o bispo italiano Luigi Padovese, que foi esfaqueado na manhã desta quinta-feira em sua casa, na província turca de Hatay.
Assim declarou o diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, padre Federico Lombardi, aos meios de comunicação: “É uma notícia horrível, que nos deixa profundamente desconcertados e naturalmente penalizados”, assegurou, em declarações à Rádio do Vaticano.
Padovese participaria a partir desta sexta-feira da visita do Papa ao Chipre e, junto dos demais líderes da Igreja Católica da região, no domingo, receberia das mãos do Pontífice o “Instrumentum Laboris”, o documento que servirá para preparar o Sínodo dos Bispos sobre o Oriente Próximo, que se celebrará no final do ano no Vaticano.
“Dom Padovese foi uma pessoa que teve grandes méritos”, explicou Lombardi, que acrescentou que “a sua morte nos faz pensar espontaneamente na do padre Andrea Santoro”, o sacerdote católico italiano que foi assassinado em 2006 na localidade de Trebisonda, às margens do Mar Negro, por ultranacionalistas turcos.
Essas mortes “nos fazem ver que o testemunho da Igreja em certas situações pode chegar a ser pago com o sangue”, destacou o porta-voz vaticano, que indicou que ainda é preciso “entender melhor quais foram as circunstâncias e motivações” que levaram ao assassinato de Padovese.
Lombardi lembrou que a notícia chega às vésperas da viagem do Papa ao Oriente Próximo, aonde ele se dirige “precisamente para animar as comunidades cristãs que vivem nessa região”. “Esse fato faz entender muito profundamente que a solidariedade da Igreja universal e o apoio a essas comunidades cristãs é absolutamente urgente e necessário”, concluiu o porta-voz do Vaticano.
Fonte e destaques: IHU
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Atados de pés e mãos
Uma das mulheres que o mundo me permitiu escolher como irmã no colégio de Coimbra, em tempo de revolução de cravos e de lágrimas por África, está a perder o próprio irmão - esse de sangue.
Disse-me algo tão incrível que passo a transcrever (sem citar o hospital em questão a seu pedido):
- "Mudaram o meu irmão de hospital...acho que nunca gostaram dele neste, por ter HIV... e ataram-no de pés e mãos".
Estupefacta, mal caio em mim.
A minha avó esteve oito anos, até morrer, numa clínica norte-americana por sofrer de Alzheimer; partiu-se toda a cair e a bater nos caridosos caribenhos que cuidavam dela, em Boston, e NUNCA a ataram de pés e mãos porque esse é um princípio sagrado dos cuidados paliativos.
Queixem-se à vontade do sistema norte-americano de saúde com os seus seguros.
A França (na Europa, sim) deixou morrer à sede, de desidratação absoluta, cerca de 14 mil idosos que eram visitados, assistidos, por gente da Segurança Social ou por voluntários de algumas ONG's. E é um dos países que mais méritos humanitários reclama...
Portugal, que se inspirou no sistema de saúde dinamarquês - muito melhor do que o francês, está a perder o tino há alguns anos.
Assistir a quem morre, com humanismo, para conferir alguma dignidade no sofrimento, é a mínima das mãos que se pode dar a quem vai, antes de nós, conhecer o Outro Lado.
O primeiro sinal de que algo ia para muito pior, foi dado pelo megaprojecto do fecho dos hospitais de Lisboa como o Estefânia, para abrir uma espécie de hotel hospitalar com cerca de 1000 camas que se há-de chamar qualquer coisa como Todos os Santos (até porque já há uma clínica lisboeta de Todos os Santos).
Como é que se cultiva o humanismo nos corredores e gabinetes que apoiam 800/1000 almas de residentes, turnos de enfermagem, medicina geral e especialidades, com atendimento permanente e urgências, técnicos de toda a espécie, seguranças, etc, etc?
Quantas pessoas vao frequentar essa enorme e glacial aldeia globalizada? Onde ficará a política da proximidade?
A nossa guerra em pequenos espaços, ainda é pelo fomento do gozo da profissão, seja de enfermeiro, técnico hospitalar ou médico. Os turnos já são pesados e continuam mal pagos. Como prolongar a situação numa central hospitalar que ocupa vários hectares? Sim, porque tirar as crianças do Estefânia parece-me mal....
Por agora, gostava que o irmão de sangue desta minha irmã de "colégio interno" tivesse direito a alguma lucidez (que lhe dessem apenas morfina para a dor), liberdade (pés e mãos soltos) e muita meiguice ao mudar os lençóis, ao molhar-lhe os lábios, e a mudar-lhe a posição dos braços e das pernas, que estão tão frágeis! Se é que o fazem...
Não acho que se possa, impunemente - pelo menos a nível moral - deixar alguém morrer sem os cuidados que desejaríamos usufruir em situação idêntica.
Mimo...é o mínimo exijido. Devemos todos tê-lo!
O mimo de quem assiste na morte.
Disse-me algo tão incrível que passo a transcrever (sem citar o hospital em questão a seu pedido):
- "Mudaram o meu irmão de hospital...acho que nunca gostaram dele neste, por ter HIV... e ataram-no de pés e mãos".
Estupefacta, mal caio em mim.
A minha avó esteve oito anos, até morrer, numa clínica norte-americana por sofrer de Alzheimer; partiu-se toda a cair e a bater nos caridosos caribenhos que cuidavam dela, em Boston, e NUNCA a ataram de pés e mãos porque esse é um princípio sagrado dos cuidados paliativos.
Queixem-se à vontade do sistema norte-americano de saúde com os seus seguros.
A França (na Europa, sim) deixou morrer à sede, de desidratação absoluta, cerca de 14 mil idosos que eram visitados, assistidos, por gente da Segurança Social ou por voluntários de algumas ONG's. E é um dos países que mais méritos humanitários reclama...
Portugal, que se inspirou no sistema de saúde dinamarquês - muito melhor do que o francês, está a perder o tino há alguns anos.
Assistir a quem morre, com humanismo, para conferir alguma dignidade no sofrimento, é a mínima das mãos que se pode dar a quem vai, antes de nós, conhecer o Outro Lado.
O primeiro sinal de que algo ia para muito pior, foi dado pelo megaprojecto do fecho dos hospitais de Lisboa como o Estefânia, para abrir uma espécie de hotel hospitalar com cerca de 1000 camas que se há-de chamar qualquer coisa como Todos os Santos (até porque já há uma clínica lisboeta de Todos os Santos).
Como é que se cultiva o humanismo nos corredores e gabinetes que apoiam 800/1000 almas de residentes, turnos de enfermagem, medicina geral e especialidades, com atendimento permanente e urgências, técnicos de toda a espécie, seguranças, etc, etc?
Quantas pessoas vao frequentar essa enorme e glacial aldeia globalizada? Onde ficará a política da proximidade?
A nossa guerra em pequenos espaços, ainda é pelo fomento do gozo da profissão, seja de enfermeiro, técnico hospitalar ou médico. Os turnos já são pesados e continuam mal pagos. Como prolongar a situação numa central hospitalar que ocupa vários hectares? Sim, porque tirar as crianças do Estefânia parece-me mal....
Por agora, gostava que o irmão de sangue desta minha irmã de "colégio interno" tivesse direito a alguma lucidez (que lhe dessem apenas morfina para a dor), liberdade (pés e mãos soltos) e muita meiguice ao mudar os lençóis, ao molhar-lhe os lábios, e a mudar-lhe a posição dos braços e das pernas, que estão tão frágeis! Se é que o fazem...
Não acho que se possa, impunemente - pelo menos a nível moral - deixar alguém morrer sem os cuidados que desejaríamos usufruir em situação idêntica.
Mimo...é o mínimo exijido. Devemos todos tê-lo!
O mimo de quem assiste na morte.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
mais de 40 mulheres mortas em episódios de violência doméstica
Não venham com a história de que a culpa é de todos nós porque não é…é das autoridades no masculino, nos conluios no masculino, seja a nível de procurador, de delegado, PSP, GNR e advogados – Ordem dos Advogados incluida (porque as mulheres nos mesmos cargos acabam por ser chantageadas ou constrangidas a nada fazerem .Queixa após queixa as vítimas saem dos gabinetes públicos e tribunais frustradas, desacreditadas, impotentes. E depois ouvem os inchados discursos sobre a violência doméstica até ao dia…em que se faz escuro para elas. Uma bala, uma machadada, uma dose de veneno, facada ou agressão física até à morte. Até quando vão todos fazer de conta que não vêem estes conluios? Maçons ou Opus Dei…venha o diabo aos gabinetes das autoridades e escolha…Uma mulher agredida e vítima de violência nem o apoio e compreensão das outras mulheres tem.
Tudo o resto que possam dizer é carnaval para as estatísticas.
Tudo o resto que possam dizer é carnaval para as estatísticas.
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