segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Erasmus festeja 25 anos

A Visão apresenta testemunhos sobre o Erasmus. O da minha filha Marta está "delicioso"


Marta Beja, Liverpool, Psicologia, 2003

sábado, 20 de outubro de 2012

Homenagem a Manuel Pina, Poeta Vivo

Dou-te o meu poema, Manel, um....
---
É simples poetar como se o mundo
de gente com auréolas de espuma
e bolinhas gordas a fazerem balão e
a dizerem "sim quero"
distorcem a realidade
o mundo fazer de conta que sim
que o quotidiano não é nada de mais
se fizermos como a pastilha elástica
e planearmos um mundo de nim e sal:
nim para zen
e sal para acordar das mágoas divinalmente
que os balões rebentam
quando se desvanecem no horizonte.

Poetar brilhantemente o manto roto
em que tropeço, absorta e tonta,
como se o mundo fosse meu
e um corvo lembrasse num repente
que nim não é nem não nem sim
e que para zen
o sal greta as vagens.
O mundo exige histórias
e a alma da escriba inscrita nas viagens...------------------------------------------

 

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Uma carta pertinente e pública


Joaquim Amaro
Urbanização Quinta João de Ourém, Lote 8- 2.º Direito
8700-132 Olhão


                                   
                                               Exmo. Senhor
                                               Doutor Miguel Macedo
Ministro da Administração Interna
Praça do Comércio
                                               1149-015 Lisboa

Registada c/ Aviso de Receção

                                                                               Olhão,25/09/2012

Senhor Ministro,

Com os meus cumprimentos, dirijo-me a V. Excelência verberando as suas recentes declarações que transcrevo:

“Portugal é um País com muitas cigarras e poucas formigas”

Esta sua afirmação leva-me a concluir que o Senhor Ministro por ignorância ou desconhecimento, não sabe interpretar o sentido da fábula da cigarra e da formiga.

Eu explico:

As formigas são a maioria dos Portugueses que o Senhor ofendeu com a sua infeliz afirmação, que trabalham (aqueles que têm trabalho) e levam para casa uns míseros trocos para o sustento das suas famílias.

Para que o Senhor Ministro meça no futuro as suas palavras, não resisto a contar-lhe a fábula como eu a conheço:

Aqui vai, nasci no longínquo ano de 1939 numa freguesia rural do Alentejo.
Sou filho de um camponês que tinha mais cinco descendentes, sendo eu o mais velho.

A formiga era o meu pai que trabalhava de sol a sol (assim como uma grande parte dos portugueses).

Ouso perguntar-lhe: O Senhor Ministro alguma vez na sua vida ouviu cantar o galo? Eu disse galo, não disse cigarra, essa certamente já a ouviu, porque elas só cantam com o sol em pleno.

Era precisamente à hora que os galos cantavam no verão entre as 4,30 horas e as 5,00 da manhã que ele se levantava para ir trabalhar. Levava no alforge um bocado de pão, azeitonas, toucinho ou chouriço, quando o havia e iniciava mais um dia de calvário calcorreando cerca de 2 léguas a pé para chegar à Quinta de São Pedro, onde trabalhava.

Chegado ali, dirigia-se às cavalariças para aparelhar as mulas, dar-lhes de beber e alguma ração e em seguida iniciava os trabalhos consoante a época do ano e que consistiam, em lavrar e arar a terra, semear, mondar, ceifar, debulhar as sementes e muitos outros serviços inerentes à atividade agrícola.

O Senhor Ministro antes de dizer aquelas “palermices” tem consciência do que é estar à boca de uma debulhadora ou a ceifar sob o tórrido sol do Alentejo? Eu respondo por si; não tem porque o Senhor nasceu em berço de ouro.

Quando o sol desaparecia no horizonte, no verão cerca das 21,00 horas, dirigia-se às cavalariças, desaparelhava o gado, dava-lhes água, palha e ração e regressava a casa, muitas vezes debaixo de grandes intempéries (isto no inverno, como é óbvio), atravessando ribeiras e trilhando caminhos cheios de lama, muitas vezes às escuras e com um feixe de lenha às costas para os filhos se aquecerem no inverno. Ceava qualquer coisa e deitava-se mais morto do que vivo, porque muitos dias não conseguia dormir com as dores que sentia no corpo.

O Senhor imagina o que é fazer este ritual todos os dias do ano, praticamente sem um dia de descanso a não ser no dia de festa da aldeia, sim, porque neste tempo não havia feriados, nem fins-de-semana.

Tudo isto para trazer para casa uma jorna de 105 escudos por semana, correspondente a 7 dias a 15 escudos diários.

 Depois do meu pai chegar a altas horas da noite a minha mãe ia à mercearia do Sr. Silvério, pagar o avio da semana para poder trazer o outro para a semana seguinte, porque se não o fizesse não havia seguinte.

O Senhor Ministro comeu alguma vez pão com 8 dias ou mais?

Com certeza que não porque o Senhor nunca comeu o pão que o diabo amassou, como diz o povo do qual se arvora em defensor.

O Senhor alguma vez ouviu falar nas cadernetas de racionamento?

Certamente pensará que estou a ironizar. Não estou não senhor. Não se trata de uma caderneta de cromos era um livrinho que foi distribuído às famílias para controlar o consumo a que estavam autorizados e obrigados ao tempo.

Sabe o Senhor Ministro o que é que esta formiga amealhou durante os anos em que viveu e tanto se sacrificou? Eu digo-lhe, miséria e fome, tal como alguns milhões que o senhor infelizmente apelida de cigarras.

Sabe qual foi a escolaridade dos meus irmãos? Nenhum chegou à 4.ª classe, porque tiveram que ir guardar porcos e trabalhar no campo para minorar a pobreza do agregado familiar.

Agora espero que tenha compreendido na verdadeira aceção da palavra, o papel da formiga, comento o papel da outra interveniente na fábula.

A cigarra é o Senhor que está no governo e muitos outros que por lá têm passado que conduziram o País à miséria e quase à bancarrota, arvorando-se em defensores dos desprotegidos e dos mais pobres, que são afinal as únicas vítimas da crise e dos desmandos que os senhores estão a praticar e praticaram.

A cigarra são os senhores bem-falantes que estão na Assembleia da República, com bons vencimentos, mordomias e privilégios que ninguém tem, que se intitulam defensores do povo. Qual povo, qual carapuça, os senhores são é defensores dos “tachos” quando aí estão e quando saem para a vida privada. Afirmam muitos que para servir o País e a bem de Portugal, estão a perder dinheiro.

Como tenho pena dos “coitados”. Porque não experimentam viver com o salário mínimo nacional durante uns anos? Porque não têm a reforma só aos 65 anos como a maioria dos portugueses, aqueles que apelidam de cigarras?

A cigarra leva a vida a cantar é o que vocês fazem tentando adormecer os portugueses. Cuidado que eles estão a despertar e o feitiço pode voltar-se contra o feiticeiro e de repente o tapete desaparece debaixo dos vossos pés e ainda podem vir a ser responsabilizados pelo mal que têm feito a este triste País.

Levam uma vida faustosa e de luxúria com bons carros, motoristas, grandes banquetes e sabe-se lá mais o quê e ainda têm o descaramento de chamar “cigarras” aos desgraçados que têm espoliado escandalosamente, contrariando inclusive a própria Constituição da República. Os Senhores foram mandatados para nos governar, não para nos “desgovernar”.

Sabe o Senhor Ministro porque temos muitas cigarras e poucas formigas, eu explico:

Porque os senhores são muitos e para cúmulo mandaram quase um milhão de formigas para o desemprego e para a miséria. Foram os senhores e os vossos antecessores, que mercês das vossas políticas desastrosas acabaram com o aparelho produtivo do País.

Foram os políticos que estiveram nos sucessivos governos que, escudados na obrigatoriedade de cumprirem diretivas emanadas da União Europeia, acabaram com a agricultura, com as pescas e outras atividades que eram o sustentáculo da produção nacional ao ponto de não sermos mais autossuficientes em alguns produtos.

O Senhor Ministro lembra-se ou alguma vez viu os campos verdejantes do Alentejo cobertos de trigo, cevada, grão, milho e outros cereais? Lembra-se de campos cobertos de papoilas e malmequeres?

Sabe o que vejo atualmente nesses campos outrora verdejantes e cultivados?

Vejo-os ao abandono e desertificados.

Triste realidade a que nos conduziram. Houve evolução depois do 25 de Abril, houve sim senhor. O País melhorou em muitos aspetos; melhorou sim senhor. Piorou noutros; piorou.

Deixou de haver respeito e palavra de honra, não se respeitam as autoridades, as instituições, os professores, os mais velhos e quanto à palavra de honra à gente que não sabe o seu significado, incluindo os políticos do seu governo que hoje dizem uma coisa e amanhã outra. Diz-se que navegam à vista, eu, diria navegam ao sabor das correntes, isto é, dos seus interesses.

É por causa das vossas políticas que as empresas abrem falência diariamente e são mandados para o desemprego milhares de portugueses que vão engrossar o número das “cigarras”.

O mais grave é que teimosamente os senhores não reconhecem os vossos erros.

A seu tempo o Imperador Napoleão Bonaparte censurou um dos seus generais de brigada e disse-lhe o seguinte:

“Junot o mal não está no erro, está na persistência do erro”

Este recuou na sua estratégia. Os senhores também recuam para depois investirem de forma mais austera, tendo sempre como destinatários os mais desfavorecidos e aqueles que trabalham.

Em suma, sempre os mesmos.

Dizem as cigarras estar preocupadas com a justiça, com a corrupção, com a fuga ao fisco e muito mais. O Dr. Paulo Morais, sabe e disse-o na televisão e numa entrevista no Correio da Manhã, onde está instalada a corrupção. Porque não lhe perguntam?

Certamente que ele vai colaborar e eu também, dizendo que estão instalados na Assembleia da República que é afinal o centro de todas as decisões.

Os lobby’s e os interesses instalados não abdicam dos seus privilégios e assim torna-se muito difícil tomar medidas estruturais.

Os problemas de Portugal além de estruturais são económicos. Se não produzimos, não exportamos e diminuímos o consumo interno.

Diminuindo o consumo interno asfixiamos o mercado nacional e somos obrigados a importar, fator que implica o agravamento da nossa balança comercial.

Deixo estas apreciações aos senhores economistas que tudo sabem, mas, que raramente estão em sintonia com as causas com que nos debatemos.

 Não vou alongar-me mais Senhor Ministro, apesar de ter muito para lhe dizer. Quando assisto aos debates na Assembleia da Republica, quase sempre nas vossas interpelações, oiço alguns gracejos, pelo que não devo bater-lhe mais, para não o deixar cheio de nódoas negras, mais, do que aquelas que já tem com a sua atuação que espero em breve ver julgada pelos portugueses.

O Senhor Ministro sabe a tristeza que eu sinto, quando perpasso o olhar pelo hemiciclo e oiço os senhores falarem em sacrifícios que os portugueses precisam de fazer para sair da crise e vejo um grupo de “emproados e anafados deputados”, defendendo as suas damas e acusando-se uns aos outros. Sim porque a culpa é sempre dos outros.

Senhor Ministro depois de ter ofendido a maioria dos portugueses que o elegeram, sugiro-lhe que se demita ou apresente a todos as suas desculpas, dizendo que as suas palavras foram deturpadas e foram reproduzidas fora de contexto? Aliás o final da sugestão é o que normalmente acontece quando os governantes metem “a pata na poça” como diz o povo. Reconhecer os erros é humildade, precisamente o contrário de arrogância.

Ouso perguntar-lhe se já viu a foto da menina que na manifestação de 19 do corrente junto ao Palácio de Belém, está a abraçar um polícia e que está a correr mundo nas redes sociais?

Se ainda não viu; veja que é elucidativa. Espero que o pobre coitado não seja castigado, pois, apesar de ter muita vontade, não esboçou sequer um sorriso apesar de a garota ser linda e muito ternurenta.

Penso que o elucidei sobre a verdadeira essência da fábula acima descrita para que não cometa mais “argoladas”

Reitero os meus cumprimentos,


 .

Joaquim Amaro
B.I. 1346083


 Nota - Esta carta respeita as normas do novo acordo ortográfico.

COM CONHECIMENTO: Aos Grupos Parlamentares do P.S.D. / P.S. / C.D.S./P.P. / P.C. / B.E. E P.E.V..
                                                 




quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Drogas psicadélicas ou de homem para Homem



Eu gostava imenso de tomar LSD em substituição da minha seretonina natural, cerebral. Dizem que nos põe a milhas da lógica e do pensamento que não reconstruimos sozinhos. Género: potencia os neurotransmissores. Ás vezes... demais.
O canal franco-alemão ARTE está a dar um documentário sobre o assunto e coloca os cogumelos alucinogénios ao mesmo nível que o LSD para curar dores de ADF, agudas, nevrálgicas e crónicas, apenas suportáveis depois de duas botijas e meia de oxigénio.
A questão é que não posso tomar, logicamente, LSD.
Não por medo da lei, não receio sanções apesar de lhe seguir os princípios.
Mas por medo de mim e do que um potenciador da seretonina possa fazer com as recordações de guerra que guardei, enterradíssimas nos cantos mais obscuros do meu sotão de neurónios.
A CIA, o Pentágono, o exército norte-americano e britânico deram aos soldados o produto para estudar as consequências da obra feita no terreno. É doentio.
Os serviços secretos consideraram que as drogas psicadélicas potenciavam desde a resolução de equações à planificação de obras. Estimularam a criação com alucinogénios como a mescalina tal como um catalizador social.
A questão é que os delírios e os suicídios se sucederam.
Os estudos cientificos dos alucinogénios terminaram, nos Estados Unidos, em 1965, Oficialmente.
Os problemas aliados aos testes continuaram no Canadá, por um cientista canadiano. nas últimas décadas. Os membros da equipa venderam a droga em papel embebido no mercado internacional. Nunca mostraram remorsos.
Em Zurique, estudam-se agora os efeitos da atividade cerebral modificada. Fazem-se cartas cerebrais como mapas da estrada. Continuam, é claro, a fazer-se em plena trip com a seretonina a ativar na base do cérebro. Chegaram à conclusão que o trabalho com os esquizofrénicos lhes tem sido benéfico.
Ninguém quer saber das experiências das alucinações dos "janados". Na altura dos pesadelos, das "más trip's", os cientistas não aparecem e os médicos das urgências não têm ideia daquilo que enfrentam.
A angústia dos objetos da experiência não é alvo de nenhuma limitação legal: é enquadrada no caso das depressões causadas por psicóticos pi... antipsicóticos, quiça...
As substâncias são perigosas e os pacientes ou aventureiros podem ficar presos dessas más viagens.
A paranoia e o delirio destes viajantes fechados em si para sempre, foi encerrada no diagnóstico dos psicóticos. Ninguém se lembrou de criminalizar os cientistas que fizeram destas pessoas cobaias.

Pobre país sem lei, nem eira nem beira...

Em relação ao meu post de ontem, nem de propósito: na pausa de almoço fui a casa e "zappei" a tv enquanto fazia o almoço. A pobre mulher de um condenado a 23 anos de prisão por ter morto o pai (na sequência das desavenças em partilhas) falava do estigma que sofre, com toda a família, em Vila Verde, Chaves. Depois de um bocadinho, para minha surpresa, a "entrevistadora" Júlia não lhe perguntava nada sobre o recurso ou sobre o processo...não...só o espetáculo da desgraça de quem sofre "a prisão do lado de fora".
Pois, por aquilo que ouvi, Carlos e Isabel queixaram-se repetidamente à GNR e à PJ de violência doméstica e ameaças de morte por parte do irmão e do pai (cunhado e sogro da mulher do réu), no tempo que durou a contenda familiar e antecedeu o drama.
Numa das situações, Carlos sofreu, pelas mãos do irmão - vários ferimentos causados por arma branca; noutra situação a GNR apreendeu várias armas de fogo ao pai. 
Nada disto serviu de atenuante perante o magistrado que condenou Carlos a uma pena de prisão de 23 anos na sequência de novo ataque do pai, quando vinha do campo com uma foice na mão e, a quente, se defendeu e, surpreendido viu o atacante cair a sangrar.
Não compreendo. Por mais voltas que dê, não compreendo como é que múltiplas queixas de violência doméstica comprovadas não servem de atenuante num caso evidente de autodefesa.
É assim que vão terminar todos os casos de violência doméstica em Portugal enquanto os congeges ou filhos dos legisladores não sofrerem na pele o mesmo estigma? A mesma violência?
Pobre do meu país...

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

O estado da justiça (na Figueira e em Portugal)

Que a crise afeta tudo, é um dado adquirido. Mas que o Estado português imponha aos magistrados a libertação de assaltantes toxicodependentes sem tratamento (que roubam diariamente para a dose), gangues de ciganos com cadastro, "mitras", menores, fugidos à escola e às famílias" que servem de batedores aos ladrões, etc...é uma violação das mais elementares normas de segurança. 
É também uma frustração para os agentes que arriscam diariamente a vida para os apresentar no tribunal, com as devidas provas ou apanhados em flagrante delito.
Não cabe na cabeça do mais irresponsável legislador que um meliante que encoste uma arma à cabeça de uma jovem (no segundo assalto da semana), seja libertado pela segunda vez com a obrigação de se apresentar à polícia todas as semanas. Se ele vai a tribunal duas vezes por semana, para que raio deve apresentar-se na esquadra?
As pessoas sáo obrigadas a vender o ouro por causa das necessidades financeiras, sim, mas também porque não o podem usar como outrora. É isso ou fechá-lo num cofre do banco.
Sera que se eu fizer uma arma de defesa com álcool e malaguetas, um gás pimenta caseiro para atrapalhar os meliantes e lhes bater com uma tranca na cabeça terei que indemnizar alguém? Responder em tribunal? Serei presa?
Claro que isto só se passa em Portugal. Aqui em Ecully, Lyon, há câmaras de vigilância em todos os postes de luz e -desde que não seja apanhada por um gangue em peso, não há ladrão que se atreva a ser identificado na rua.Há coisas piores, é certo, radicais salafistas que fazem uns estágios no Iémen e na Somália para estarem a postos para colocar umas bombas quando a ordem vier. São 400 ativos e uns 20 mil adormecidos...
Mas o que me choca em Portugal, e na Figueira da Foz em particular, é que, com os assaltos que tem havido diariamente, com as marcas de garrafas vazias, escritos nas caixas de eletricidade e camisolas penduradas nos portões, a polícia se abstenha de prender os vigias antes dos assaltos por saber que o tribunal, alegremente e como se nada fosse, os solta. Assim como liberta violadores e pedófilos durante a eternidade em que se sucedem os recursos dos processos, e enquanto recolhem as provas dos abusadores, já condenados por violência doméstica, para prolongar por mais de um ano, a instrução de processos que, em muitos casos não se chegam a julgar por causa da morte anunciada das vítimas.
O estado da justiça em Portugal é lamentável e tem de ser levado ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, já que os sucessivos governos acham que não é politicamente correto construirem prisões ou manterem os corrécios dentro, mas consideram aceitável manter pedófilos condenados a mais de uma dezena de anos com uma bracelete, em casa e em festas mundanas a dar entrevistas...e até consideram aceitável nem sequer os condenarem a penas pesadas de detenção.
A Figueira tem sido uma montra do inexplicável laxismo das autoridades portuguesas. Não há fechadura nem corrente que vede a entrada aos vadios do sistema. Não há ameaça não há proteção. E é tempo que alguém decida resolver o problema, é tempo que os cidadãos invoquem o direito à cidadania, se reunam, exijam a proteção que lhes é devida, se entreajudem clamando pela responsabilidade dos eleitos a quem mandataram para gerir a autarquia, a região, o país.
Caso contrário as coisas vão acabar muito mal.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Cansaço de mar alto



Doem as mãos de esforçar dedos
e os tendões de abrasamento de puxão
o salto de ponta de pé, sem empurrão.
o sopro, o beijo o encosto
- que é aquele toque sem abraço
mas de bom gosto,
e o arco do braço ao céu
um modo de dizer adeus,
que os sorrisos diligentes envergonham
e reduzem a simples risos
porque os sonhos sonham-se
e os tímidos minimizam-se.
Somos nós os grandes
e os que se eternizam.

Os milagres não são o que parecem
mas não os temos visto..

--

O meu Amor é um barco

 sem capitão

 vagueia de encontro às vagas

 em vão.

 Parte-se de absurdo

...
 solta-se mudo

 do estrondo desta água

 que destroça
 afoga

 e de manhã é Mar Chão.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Para ti, Pilar, e para nós, figueirenses



notícia de Jorge Lemos em O Figueirense


Mural de Fernando Ledesma homenageia o pai, o poeta salmantino José Ledesma Criado
Depois de em 2007 ter inaugurado a Praceta Ledesma Criado (sul da Esplanada Silva Guimarães), a Câmara Municipal da Figueira da Foz promoveu uma homenagem ao poeta salmantino. O evento incluiu a apresentação de um mural criado pelo filho do poeta, o artista plástico Fernando Ledesma, também ele um amigo e visitante frequente desta cidade.
“Quis dignificar um pouco mais o espaço com um trabalho que representa três símbolos muito importantes para mim, o fogo, a água e o ar”, disse Fernando Ledesma apresentado a barca construída com azulejos e ferro, um dos materiais de eleição do artista. Ao centro, de sob a construção de uma pomba da paz, o perfil de «Pepe» Ledesma.
Para António Tavares, vereador da Cultura, o mural encerra “valores essenciais” que Ledesma Criado procurou divulgar ao longo da sua vida.
“O Pepe era um homem formidável, com uma paixão muito grande pela cidade e que sempre soube misturar o encanto de Salamanca com a beleza da Figueira da Foz”, disse por seu lado João Ataíde para quem o mural agora inaugurado “representa o espírito ibérico e a relação de espontaneidade entre Salamanca e a Figueira da Foz”.
Segundo o presidente da Câmara da Figueira, José Ledesma Criado e a sua família “são os grandes embaixadores de Salamanca na Figueira da Foz”.
Recorde-se que José Ledesma Criado (1926-2005), nascido em Salamanca, estabeleceu a partir de 1962 uma relação profunda com a Figueira da Foz, onde permaneceu por largos períodos. Este verdadeiro “embaixador cultural da comunidade espanhola”, também professor universitário e advogado, publicou em vida cerca de duas dezenas de livros de poesia e deixou inúmeras crónicas espalhadas pela imprensa, incluindo a figueirense.

Um livro («Creio no mar e nas suas Margens»), uma exposição (espólio cultural), uma serenata (Rua dos Banhos, n.º 13, sob a varanda da casa da família Ldesma) e dois momentos de declamação de poemas (por Alfredo Pérez Alencart e Manuela Azevedo) construíram em setembro de 2009 uma noite cultural de homenagem a José Ledesma Criado.
O «Pepe» – como era mais conhecido entre os muitos amigos em quem deixou saudades – juntou no Casino Figueira (responsável pela homenagem) portugueses e espanhóis, figueirenses e salmantinos, na recordação de uma figura que não reconheceu fronteiras e que, pela poesia, recriou as margens da sua própria existência, acarinhando uma Ibéria que (o) compreendia e que não o esquece.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Resmas de Observatórios .....além das Fundações

Observatório do medicamentos e dos produtos da saúde
Observatório nacional de saúde
Observatório português dos sistemas de saúde
Observatório da doença e morbilidade (...se só para a saúde são 3 para a doença 1 é pouco!!!)

Observatório vida
Observatório do ordenamento do território
Observatório do comércio
Observatório da imigração
Observatório para os assuntos da família
Observatório permanente da juventude
Observatório nacional da droga e toxicodependência
Observatório europeu da droga e toxicodependência
Observatório geopolítico das drogas (...mais 3 !!!)
Observatório do ambiente
Observatório das ciências e tecnologias
Observatório do turismo
Observatório para a igualdade de oportunidades
Observatório da imprensa
Observatório das ciências e do ensino superior
Observatório dos estudantes do ensino superior
Observatório da comunicação
Observatório das actividades culturais
Observatório local da Guarda
Observatório de inserção profissional
Observatório do emprego e formação profissional (...???)
Observatório nacional dos recursos humanos
Observatório regional de Leiria(...o que é que esta gente fará ??)
Observatório sub-regional da Batalha (...deve observar o que o de Leiria deveria fazer ??)
Observatório permanente do ensino secundário
Observatório permanente da justiça
Observatório estatístico de Oeiras (...deve ser para observar o SATU !!!)
Observatório da criação de empresas
Observatório do emprego em Portugal (...este é mesmo brincadeira !!!)
Observatório português para o desemprego (...este deve ser para "espiar" o anterior !!!)
Observatório Mcom
Observatório têxtil
Observatório da neologia do português(...importante para os acordos "Brasilaicos-Portuenses" e mudar a Estória deste Brasilogal !!!)
Observatório de segurança
Observatório do desenvolvimento do Alentejo (...este deve ser para criar o tal deserto do Sr. "jamé" !!!)
Observatório de cheias (...lol...lol...)
Observatório das secas (...boa...)
Observatório da sociedade de informação
Observatório da inovação e conhecimento
Observatório da qualidade dos serviços de informação e conhecimento(...mais 3 !!!)
Observatório das regiões em reestruturação
Observatório das artes e tradições
Observatório de festas e património
Observatório dos apoios educativos
Observatório da globalização
Observatório do endividamento dos consumidores (...serão da DECO ??)
Observatório do sul Europeu
Observatório europeu das relações profissionais
Observatório transfronteiriço Espanha-Portugal (...o que é estes fazem ???)
Observatório europeu do racismo e xenofobia
Observatório para as crenças religiosas (...gerido pelo Patriarcado com dinheiros públicos ???)
Observatório dos territórios rurais
Observatório dos mercados agrícolas
Observatório dos mercados rurais (...espetacular)
Observatório virtual da astrofísica
Observatório nacional dos sistemas multimunicipais e municipais (...valha-nos a virgem !!!)
Observatório da segurança rodoviária
Observatório das prisões portuguesas
Observatório nacional dos diabetes
Observatório de políticas de educação e de contextos educativos
Observatório ibérico do acompanhamento do problema da degradação dos povoamentos de sobreiro e azinheira (lol...lol...)
Observatório estatístico
Observatório dos tarifários e das telecomunicações (...este não existe !!! é mesmo tacho !!!)
Observatório da natureza
Observatório qualidade (...de quê??)
Observatório quantidade (...este deve observar a corrupção descarada)
Observatório da literatura e da literacia
Observatório nacional para o analfabetismo e iliteracia
Observatório da inteligência económica (hé! hé!! hé!!!)
Observatório para a integração de pessoas com deficiência
Observatório da competitividade e qualidade de vida
Observatório nacional das profissões de desporto
Observatório das ciências do 1º ciclo
Observatório das ciências do 2º ciclo (...será que a Troika mandou fechar os do 3º, 4º e 5º ciclos)
Observatório nacional da dança
Observatório da língua portuguesa
Observatório de entradas na vida activa
Observatório europeu do sul
Observatório de biologia e sociedade
Observatório sobre o racismo e intolerância
Observatório permanente das organizações escolares
Observatório médico
Observatório solar e heliosférico
Observatório do sistema de aviação civil (...o que é este gente fará ??)
Observatório da cidadania
Observatório da segurança nas profissões
Observatório da comunicação local(...e estes ???)
Observatório jornalismo electrónico e multimédia
Observatório urbano do eixo atlântico (...minha nossa senhora !!!)
Observatório robótico
Observatório permanente da segurança do Porto (e se em cada cidade fosse criado um?)
Observatório do fogo (...que raio de observação !!)
Observatório da comunicação (Obercom)
Observatório da qualidade do ar(o Instituto de Meteo e Geofisica não faz já isto ???)
Observatório do centro de pensamento de política internacional
Observatório ambiental de teledetecção atmosférica e comunicações aeroespaciais (...este é bom !!! com o nosso desenvolvimento aero-espacial !!!)
Observatório europeu das PME
Observatório da restauração
Observatório de Timor Leste
Observatório de reumatologia
Observatório da censura
Observatório do design
Observatório da economia mundial
Observatório do mercado de arroz
Observatório da DGV
Observatório de neologismos do português europeu
Observatório para a educação sexual
Observatório para a reabilitação urbana
Observatório para a gestão de áreas protegidas
Observatório europeu da sismologia (...o Instituto de Meteo e Geofisica não faz isto também ???)
Observatório nacional das doenças reumáticas
Observatório da caça
Observatório da habitação
Observatório Alzheimer
Observatório magnético de Coimbra


Pergunta: O que é que toda esta gente observa? Tornou o País melhor??? ( G.O.)

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Açores recebe Mundial de Surf em Setembro




SAAP2012_01 Ribeira Grande, 13 de Julho de 2012

SATA AIRLINES AZORES PRO

Açores recebe mundial de surf em Setembro


Os melhores surfistas do mundo vão regressar às ondas da Ribeira Grande, na ilha de S. Miguel, durante o próximo mês de Setembro, para mais uma etapa do circuito mundial da modalidade.

Este será o quarto ano consecutivo que a presença de alguns dos melhores surfistas do mundo honra as excelentes ondas que o arquipélago é capaz de produzir, sobretudo nessa altura do ano.

Com cerca de 200.000 dólares de prémio monetário e importantes pontos para os rankings mundial e europeu em jogo, este ano o SATA Airlines Azores Pro conta com uma novidade – a separação completa entre a prova masculina e a feminina.

Assim, os homens serão os primeiros a competir, entre 4 e 9 de Setembro, naquela que será a penúltima etapa de 6 estrelas do circuito mundial de qualificação deste ano, bem como a penúltima prova, também, a contar para a atribuição do título europeu.

As senhoras vão à água três semanas depois, entre 27 e 30 de Setembro, para a última etapa do circuito mundial de surf feminino de qualificação e também a última prova a contar para a atribuição do título europeu, à semelhança do que aconteceu em 2011.

Neste caso, duas campeãs irão sair dos Açores, bem como a distribuição final das 18 atletas que integrarão a elite mundial em 2013, uma vez que este circuito qualifica as suas primeiras oito surfistas para o WCT feminino.

Esta ‘separação das águas’ tem como objectivo “proporcionar melhores condições e a possibilidade destes atletas competirem nas fantásticas ondas Açorianas,” afirmou Rodrigo Herédia, da organização. “Este ano resolvemos separar as categorias, dando a cada uma delas a possibilidade de realizar o seu evento nas condições mais perfeitas possível no que respeita a ondas e vento, mas também influenciou o facto de este ser um ano excepcionalmente difícil no que respeita ao fluxo turístico.”

“Assim, a separação das categorias vem contribuir para uma receita extra na economia local, através dos hotéis, rent-a-car, restaurantes e outros, uma vez que os surfistas são cada vez mais turistas consumidores e, acima de tudo, excelentes embaixadores do destino Açores devido a todas as experiências obtidas mas, em especial, às ondas surfadas”, concluiu o director de prova e mentor deste projecto desde o seu início.

Assim, o SATA Airlines Azores Pro trará este ano oportunidades redobradas de ver o melhor surf mundial em algumas das melhores ondas portuguesas. De 4 a 9 de Setembro e de 27 a 30 do mesmo mês, na Ribeira Grande, ilha de S. Miguel, Açores!

O SATA Airlines Azores Pro é organizado pela DAAZ Eventos e pela USBA (União de Surfistas e Bodyboarders dos Açores), conta com o patrocínio da SATA Airlines, do Turismo dos Açores, Câmara Municipal da Ribeira Grande, Sumol, Moche, contando ainda com os apoios do Hotel Vip Executive Açores, FUEL TV como canal oficial, RFM, RTP, Jornal i, Surf Total, Surf Portugal e ONFIRE.





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