terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Maçons contra defensores da Res Publica

"GOL: Lei que obrigue a declarar pertença à maçonaria é discriminatória" - defendem maçons. Mas eu pergunto e insisto: cargo público não é isso mesmo? Público????

O Grão Mestre do Grande Oriente Lusitano (GOL), Fernando Lima, diz hoje que qualquer lei que obrigue os candidatos a lugares públicos a declarar a sua pertença a associações maçónicas é considerada discriminação.
Num anúncio publicado no Diário de Notícias, Fernando Lima lembrou a decisão do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem relativamente a uma lei aprovada em Itália, em 2000, que «obrigava os candidatos a cargos públicos dessa região a declararem a sua pertença a associações maçónicas».

Fernando Lima sublinhou que o Tribunal Europeu de Direitos do Homem concluiu que a lei constituía uma «violação do artigo 14 (interdição de discriminação) da Convenção europeia dos Direitos do Homem combinado com o artigo 11 (liberdade de reunião e de associação)».

Na sequência da decisão, a Itália foi condenada a pagar 5.000 euros de indemnização à Grande Oriente de Itália.

Referindo que o Grande Oriente Lusitano, fundado em 1802, é a segunda mais antiga obediência maçónica mundial em exercício, Fernando Lima diz que o movimento «não aceita ser envolvido em assuntos decorrentes de interesses empresariais».

«No difícil momento económico e social que Portugal vive e cujos efeitos na vida quotidiana dos cidadãos são infelizmente cada vez mais sentidos, é urgente saber orientar as energias para o que efectivamente é importante: a mobilização patriótica para as responsabilidades colectivas», assinala a comunicação.

O comunicado do GOL é publicado sobre uma espécie de «marca de água» em que estão listados vários nomes célebres ligados à maçonaria como Almeida Garrett, Adelino Palma Carlos, Benjamin Franklin ou Baden Powell.

Lusa/SOL

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Choque vezes nada

Neste final de 2011 sinto um pouco de nostalgia pelas expetativas frustradas de 2011. Não apenas por mim, suavemente embalada por 12 anos de contrato renovável bienal na euronews, participado pela RTP, e já empolgada, pessoal e profissionalmente, em novos projetos. Mas, em virtude do choque da elucidação das mentiras por causa da duplicação da dívida de Portugal durante a legislatura de Sócrates, que ninguém responsabiliza penalmente, nem sequer questionando a fortuna acumulada com provas que circulam pelos mails de todos os cidadãos com um pouco de cibersenso.
O que me doi é muito mais profundo e, acho, não tem cura: dói-me a mulher do empregado devoto de uma fábrica que vende a placa comemorativa de prata pelos 30 anos de serviço. Vende-a por o marido estar desempregado pela primeira vez na vida e ela não ter como comprar a comida que deve fazer em casa. Porque as mulheres do país ainda gerem, geram e maternam, trabalham, multiplicam e sonham. Só o Estado as desgoverna. Desgovernou desde os anos 70 com as bençãos da pílula e da liberdade, retirando qualquer apoio às famílias numerosas, através da suavização dos impostos ou mesmo a atribuição de subsídios, como na Alemanha e em França.
Aqui, em Écully, todas as jovens famílias têm entre três a quatro crianças. Nunca imaginei comover-me com a saída das escolas, o desfilar de mamãs como quando eu era pequena e tínhamos todos quatro e cinco irmãos.
Na verdade, esse passado foi padrasto e estas famílias antigas foram muito penalizadas com as alterações sociais. Ficaram mutiladas de irmãos e irmães, pais e mães. Muitas histórias explicarão os factos,
Por mim, que perdi mais uma irmã este ano, sublinho a dimensão negra dos sacrifícios: como o da senhora que vendeu o segundo serviço de talheres de prata para pagar um tratamento que devia fazer fora de Portugal mas que receia.
Não posso terminar este apontamento sem denunciar que o Bino Pombo, grande fotógrafo e amigo, morreu de ataque cardíaco no hospital, quando estava na lista de espera para um cateter. Também perdemos o Carlinhos Cardoso. O Traqueia salvou-se.Lustrem as pratas e os ouros das velhas casas de barões arruinados. Parece que dão jeito.
2012 será o ano de serviço da eurolândia. Vamos acreditar que será um ano de consciencialização, de integração na eurolândia e participação, absolutamente euronewsiana.
Sem ter de vender mais tesouros pessoais para assegurar o que devia estar, por natureza, assegurado: trabalho, saúde, educação e pão.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Londres e Paris precisam de nova "entente cordiale"

As relações entre Paris e Londres estão azedas desde a cimeira europeia de Bruxelas. Nicolas Sarkozy chegou mesmo ao ponto de evitar o cumprimento a David Cameron depois de se defazer em gentilezas com os 26 outros parceiros.

Sarkozy ainda sublinhou mais o isolamento em relação ao Reino Unido quando deu uma conferência de imprensa a seguir ao acordo sobre a reforma do tratado proposta pelo eixo franco-alemão.

"- Relativamente ao desacordo dos britânicos, é muito simples: para aceitar a reforma a 27, David Cameron pediu o que todos os outros consideraram inaceitável: um protocolo que exonerasse o Reino Unido de um certo número de regras sobre os serviços financeiros".


Mas, longe dos microfones, o presidente francês terá sido mais acutilante: o "Chanard Enchainé" cita: "Cameron portou-se como um menino mimado"

Para o 'Daily Telegraph, diário conservador britânico, é evidente que França aceitou mal a bofetada de luva branca e declarou uma guerra das palavras ao Reino Unido.Como exemplo, o diário transcreve as declarações do ministro francês de Economia, François Baroin:


"- Não somos ninguém para dar lições, mas também não para receber. Aprendemos algo e é verdade que a situação económica do Reino Unido é hoje muito preocupante; é preferível ser francês a britânico ..."

"- Porque os provoca?"

"- Porque não queremos receber lições".

Sinal que "o chapéu assentou à medida", como diz a gíria popular relativa a uma resposta à altura.

Perante a possibilidade da França perder a triplo A, o governador do Banco de França, Christian Noyer, também "pegou na foice para cortar em seara alheia" e sugeriu às agências que degradem mais nota de Reino Unido do que a dos países da zona euro.


A relações entre Sarkozy e Cameron, como foram ostentadas na Líbia, precisam de uma nova "entente cordiale"... nome dado ao bloco formado pela República de França e pelo Império Britânico com os aliados, na Primeira Guerra Mundial.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Patricia

- resolvi publogá-lo depois de o enviar para uma amigo. Gostei de o reler.

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dei-te moedas, flores, água de Lourdes e de Fátima

dei-te a alma, dei-te o tempo, mas não o sangue como corre nas veias

foi como vento fútil de que não precisavas...

que poderia fazer sem ter de cortar os meus bocados sãos para os trocar pelos teus?

Irmã que voaste sem asas

Irmã que estoiraste com o meu livre arbítro na fortuna sorteada

Irmã terra, barro, carne, irmã bela de raiva, soberba de desvario


morta irmã tão viva que sublimaste um riso indecente na memória, com gargalhadas

e cigarros e fumo a evolar-se

e vinho à mesa e mãos nos pés dos cálices

mãos alegres e nervosas de bem estar

Deus Meu que a vida agride

porque te dei postais e fotos e poemas e posts e almofadas

e nada tu levaste para esse canto de agruras do escuro forno

onde te lamentámos e tu, decerto, cantavas

por ausência de dor e esse abraço de valsinhas sorridentes

em que projetámos o nosso amor.

--



mjc

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

55 milhões para a Lusa ...euronews só quer 2

A agência noticiosa Lusa receberá do Estado pela renovação do contrato de serviço público celebrado para o triénio 2010-2012 um total de 55.524.443,06 euros, divulgou hoje o Diário da República.

O montante total corresponde a 17.735 euros inscritos para o exercício de 2010, 18.640 em 2011 e 19.147 destinados ao exercício de 2012.

Confrontado com este aumento, o presidente do conselho de administração da Lusa, Afonso Camões, explicou que “o montante líquido anual que a Lusa recebeu e irá receber é o mesmo, cerca de 15 milhões de euros. As variações apenas têm que ver com a actualização da inflação e do IVA”, ao longo do triénio, esclareceu.

A Lusa apresentou em 2010 resultados líquidos de 654 mil euros e distribui aos accionistas dividendos na ordem dos 327 mil euros. A agência de notícias registou, por outro lado, no final do terceiro trimestre do ano em curso lucros de 1,94 milhões de euros. “Uma parte deste crescimento deve-se à redução da massa salarial entre 5 e 10 por cento em 2011, determinada pelo Governo”, indicou ainda Afonso Camões.

A Lusa e o Estado assinaram um contrato de prestação de serviço público em 31 de Julho de 2007 que “reconhece o interesse público dos serviços noticiosos e informativos prestados por esta sociedade e define as regras de pagamento da respectiva indemnização compensatória”, cujo termo inicial de vigência foi definido até 31 de Dezembro de 2009, tendo sido entretanto renovado “automaticamente, por um período de três anos, nos termos contratualmente estabelecidos”, esclarece o Diário da República.

A resolução do Conselho de Ministros agora publicada vem regularizar “a existência de uma situação contratual de facto sem que a repartição do encargo orçamental em mais do que um ano económico tenha sido objecto de autorização expressa”, explicita ainda o documento.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Grande Prémio de Motocross em Torres Vedras


Enduro World Championship 100 por cento Enduro realiza-se em 2012, pela primeira vez, em Torres Vedras.
São esperados para o Grande Pémio Português, 130 concorrentes de 30 países e mais de 120 televisões vão transmitir o acontecimento.
Depois "publogaremos" mais pormenores.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Parabéns ao Mestre e à Doutora

O grande Mário Silva, pintor de doirados e azuis do Mondego, pintor de sois em Mira e na Figueira, no Cabedelo, no mundo, celebrou 82 anos de idade. No mesmo dia que a nossa querida Dra Teresa Coimbra, da Figueira da Foz (também 82 anos de idade).
A estes dois seres especiais, os votos de plenitude, saúde e muito amor desta humilde amiga




Marta, Zezinha (mulher do Mestre)e Ana

O Infocídio - por Rui Tavares no Público

Talvez, muito simplesmente, Miguel Relvas não tenha qualquer interesse em manter informação internacional que ele não controle
e há coisa que se tornou incontestável, é esta: a importância da Europa para o futuro próximo de Portugal. (Há anos, tinha amigos que me diziam “não escrevas tanto sobre a Europa, pá — ninguém quer saber”. Hoje toda a gente quer saber, e esses amigos escrevem sobre a Europa todas as semanas.)
E no quadro dessa evolução incontestável, que faz o Governo? Decide acabar com as emissões em língua portuguesa na Euronews.
Ah, mas diz o leitor. Não há dinheiro. Não podemos certamente dar-nos a esse luxo.
E eu pergunto-lhe: quanto custa ter emissões em português na Euronews? Um pouco menos de dois milhões de euros (os fogos de artifício na Madeira custam três milhões). Em troca desse dinheiro as emissões em língua portuguesa chegam a um universo potencial de cem milhões de casas. Tão importante quanto isso, um canal informativo internacional chega a casa dos portugueses, incluindo os que não falam uma língua estrangeira.
Só no Brasil, onde este canal (que é um consórcio público de televisões públicas) começou a ser emitido há um par de anos, as emissões em português europeu atingem cerca de cem mil assinantes. Um Governo com um mínimo de visão estratégica, mesmo que sem dinheiro, estaria a pensar como procurar parceiros no Brasil (a Tvcultura ou a Tvfutura, por exemplo) para pensar como reforçar, e não diminuir, a componente em língua portuguesa da Euronews.
Mas um Governo com um mínimo de sentido de responsabilidade, mesmo que sem dinheiro, estaria a pensar como preservar este laço, num momento em que (mais do que nunca) é importante que a voz portuguesa não se cale, e que os portugueses ouçam a voz europeia. em por isso toda a razão Ribeiro e Castro, deputado do CDS, quando escreveu sobre este tema (no PÚBLICO de segunda-feira) dizendo “não pode ser”. Espero que o seu artigo sirva para despertar algumas consciências na maioria.
Mas acho que podemos insistir um pouco mais e perguntar-nos “como pode ser”? Como pode ser isto? A Comissão Europeia paga neste momento as emissões da Euronews em árabe, porque certamente pensa que elas têm sentido estratégico para a União Europeia. A comissária Viviane Reding já disse várias vezes que a Comissão Europeia está disposta a apoiar financeiramente o leque de idiomas da Euronews.
Como pode ser então que o ministro Miguel Relvas não tenha perguntado à Comissão se não pode partilhar esta conta com o Estado português? Um milhão para cada um seria de mais?
Como pode ser que Miguel Relvas, ou Passos Coelho, ou Paulo Portas não tenham dito à Comissão que a língua portuguesa, a caminho de ser falada por 300 milhões de pessoas, deve também ser uma aposta estratégica da União?
Como pode ser que ninguém se tenha ao menos lembrado de apontar à Comissão o exemplo do Brasil, primeiro dos BRIC, e com ele convencê-los a ajudarem-nos a manter as emissões na língua desse país?
Talvez, no fundo, o Governo não esteja interessado em diminuir a conta. Talvez as declarações de João Duque, quando disse que a informação pública deveria ser reduzida ao mínimo e a informação para o estrangeiro filtrada segundo as conveniências do Governo, não tenham sido um acaso. Talvez, muito simplesmente, Miguel Relvas não tenha qualquer interesse em manter informação internacional que ele não controle. Nem que seja de graça.


Rui Tavares, Historiador. Deputado independente ao Parlamento Europeu http://twitter.com/ruitavares

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

ainda sobre euronews

Apenas uma precisão; a euronews não é um canal oficioso da União Europeia; e as línguas farsi, espanhola e árabe não dependiam, contratualmente, dos contratos com as televisões públicas dos respetivos estados. A equipa árabe foi despedida e só muitos anos depois reconstituida de novo com outro contrato. A TVE saiu quando quis e a farsi, por motivos óbvios, nada detem. Só a RTP é que fez depender a continuação da Língua Portuguesa do contrato com a euronews!