Sempre achei que os amigos e familiares que morrem se somam, de algum modo, ao que somos, profundamente, na nossa Alma. Assim, o percurso dos meus amigos e dos meus muito queridos avós, tios, irmãos de sangue ou de vida, acresce ao meu como se a natureza nos abarcasse em todo e não individualmente.
Agora, que estamos a passar tão mal com esta agressiva doença da Tuxa, lembro que ela era a texuguinha mais terrorista do bando, que era curiosa, que gostava de cores e tinha mau feitio, que era uma artista incompreendida e ao mesmo tempo tão abordável, que amava os seus e se afastava quando ficava de mau humor (para os poupar),, que era uma amante nota 10, segundo alguns rumores, uma reconstrutora de sorrisos e um mimo que exigia mimos. A Tuxa era uma artista no melhor sentido da palavra.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Crónica de Manuel António Pina - EP
Reproduzo, pelo interesse público da má ou boa gestao da coisa pública
Casualidade, causalidade
Talvez tenha visto mal mas não me apercebi de que, como vem sendo feito na Net, algum jornal se tenha ainda interrogado sobre a sucessão de três notícias em pouco mais de dois meses que, isoladas, talvez só tivessem lugar nas páginas de Economia mas que, juntas, e com um director ou um chefe de redacção curiosos de acasos, até poderiam ter sido manchete.
A primeira, de 16 de Março, a da renúncia - dois anos antes do termo do seu mandato - de Almerindo Marques à presidência da Estradas de Portugal (para que fora nomeado em 2007 pelo então ministro Mário Lino), declarando ao DE que "no essencial, est[ava] feito o [s]eu trabalho de gestão".
A segunda, de 11 de Maio, a de uma auditoria do Tribunal de Contas à Estradas de Portugal, revelando que, com a renegociação de contratos, a dívida do Estado às concessionárias das SCUT passara de 178 milhões para 10 mil milhões de euros em rendas fixas, dos quais mais de metade (5 400 milhões) coubera ao consórcio Ascendi, liderada pela Mota-Engil e pelo Grupo Espírito Santo. Mais: que dessa renegociação resultara que o Estado receberá, este ano, 250 milhões de portagens das SCUT e pagará... 650 milhões em rendas.
E a terceira, de há poucos dias, a de que Almerindo Marques irá liderar a "Opway", construtora do Grupo Espírito Santo.
O mais certo, porém, é que tais notícias não tenham nada a ver umas com as outras, que a sua sucessão seja casual e não causal.
Casualidade, causalidade
Talvez tenha visto mal mas não me apercebi de que, como vem sendo feito na Net, algum jornal se tenha ainda interrogado sobre a sucessão de três notícias em pouco mais de dois meses que, isoladas, talvez só tivessem lugar nas páginas de Economia mas que, juntas, e com um director ou um chefe de redacção curiosos de acasos, até poderiam ter sido manchete.
A primeira, de 16 de Março, a da renúncia - dois anos antes do termo do seu mandato - de Almerindo Marques à presidência da Estradas de Portugal (para que fora nomeado em 2007 pelo então ministro Mário Lino), declarando ao DE que "no essencial, est[ava] feito o [s]eu trabalho de gestão".
A segunda, de 11 de Maio, a de uma auditoria do Tribunal de Contas à Estradas de Portugal, revelando que, com a renegociação de contratos, a dívida do Estado às concessionárias das SCUT passara de 178 milhões para 10 mil milhões de euros em rendas fixas, dos quais mais de metade (5 400 milhões) coubera ao consórcio Ascendi, liderada pela Mota-Engil e pelo Grupo Espírito Santo. Mais: que dessa renegociação resultara que o Estado receberá, este ano, 250 milhões de portagens das SCUT e pagará... 650 milhões em rendas.
E a terceira, de há poucos dias, a de que Almerindo Marques irá liderar a "Opway", construtora do Grupo Espírito Santo.
O mais certo, porém, é que tais notícias não tenham nada a ver umas com as outras, que a sua sucessão seja casual e não causal.
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Portugal
terça-feira, 21 de junho de 2011
Oceanos estão a morrer
Os oceanos estão à beira da catástrofe. 27 cientistas reunidos pelo Programa Internacional sobre o Estado do Oceano e IUCN, anunciam uma extinção em massa de espécies marítimas comparável à dos dinossauros.
Submetidos a um aumento das temperaturas, à pesca excessiva e à crescente poluição, as águas apresentam já todos os sintomas que antecedem as extinções em massa.
O alerta foi dado num relatório dos 27 especialistas de seis países – que se reuniram em Abril na Universidade de Oxford.
Os cientistas traçam um cenário catastrófico. Entre os sinais está o sobre-aquecimento dos oceanos e a sua acidificação, que reduz os níveis de oxigénio na água.
As conclusões deste relatório serão apresentadas na sede da ONU em Nova Iorque ainda esta semana, quando os representantes governamentais começarem a discutir a reforma da gestão dos oceanos.
Cinco extinções em massa foram registadas após calamidades naturais, durante as quais mais de 50% das espécies existentes desapareceram.
No Brasil, em janeiro passado, apareceram 100 toneladas de sardinhas mortas.
Noutros locais são outras espécies como as mangueiras que estão a desaparecer a um ritmo sem precedentes e bem mais rápido do que anunciavam os piores prognósticos.
Ecossistemas marinhos inteiros, como os recifes de coral, podem desaparecer numa geração.
A culpa desta degeneração é a sinergia de três fatores também presentes nas passadas extinções em massa:
A diminuição ou o desaparecimento do oxigénio da água do mar, que multiplica as zonas mortas, a acidificaço da poluiço e o aquecimento do oceano.
Os cientistas assinalam que o tempo de reação se esgota e propõem soluções urgentes.
Para começar, a redução imediata das emissões de CO2. Principais responsáveis pelo reaquecimento climático, as emissões de gases com efeito estufa não diminuem.
Em 2010, aumentaram 5% superando o recorde de 2008.
Há que agir com urgência para preservar as reservas de peixe, diminuir as quotas de pesca, fechar as zonas de espcies ameaçadas e estabelecer reservas de biodiversidade marinha.
Tem de ser feito um controlo rigoroso da contaminação devida ao aos produtos tóxicos lançados ao mar, como as águas residuaises, os fertilizantes, etc.
Os cientistas recomendam também garantias para uma exploração segura dos recursos minerais e energéticos do mar. Este ponto inclui também a instalação de gasodutos e de cabos submarinos utilizados pelas turbinas eólicas.
Por último, pedem à ONU que assuma a responsabilidade da boa gestão dos oceanos a cima das jurisdições nacionais.
Submetidos a um aumento das temperaturas, à pesca excessiva e à crescente poluição, as águas apresentam já todos os sintomas que antecedem as extinções em massa.
O alerta foi dado num relatório dos 27 especialistas de seis países – que se reuniram em Abril na Universidade de Oxford.
Os cientistas traçam um cenário catastrófico. Entre os sinais está o sobre-aquecimento dos oceanos e a sua acidificação, que reduz os níveis de oxigénio na água.
As conclusões deste relatório serão apresentadas na sede da ONU em Nova Iorque ainda esta semana, quando os representantes governamentais começarem a discutir a reforma da gestão dos oceanos.
Cinco extinções em massa foram registadas após calamidades naturais, durante as quais mais de 50% das espécies existentes desapareceram.
No Brasil, em janeiro passado, apareceram 100 toneladas de sardinhas mortas.
Noutros locais são outras espécies como as mangueiras que estão a desaparecer a um ritmo sem precedentes e bem mais rápido do que anunciavam os piores prognósticos.
Ecossistemas marinhos inteiros, como os recifes de coral, podem desaparecer numa geração.
A culpa desta degeneração é a sinergia de três fatores também presentes nas passadas extinções em massa:
A diminuição ou o desaparecimento do oxigénio da água do mar, que multiplica as zonas mortas, a acidificaço da poluiço e o aquecimento do oceano.
Os cientistas assinalam que o tempo de reação se esgota e propõem soluções urgentes.
Para começar, a redução imediata das emissões de CO2. Principais responsáveis pelo reaquecimento climático, as emissões de gases com efeito estufa não diminuem.
Em 2010, aumentaram 5% superando o recorde de 2008.
Há que agir com urgência para preservar as reservas de peixe, diminuir as quotas de pesca, fechar as zonas de espcies ameaçadas e estabelecer reservas de biodiversidade marinha.
Tem de ser feito um controlo rigoroso da contaminação devida ao aos produtos tóxicos lançados ao mar, como as águas residuaises, os fertilizantes, etc.
Os cientistas recomendam também garantias para uma exploração segura dos recursos minerais e energéticos do mar. Este ponto inclui também a instalação de gasodutos e de cabos submarinos utilizados pelas turbinas eólicas.
Por último, pedem à ONU que assuma a responsabilidade da boa gestão dos oceanos a cima das jurisdições nacionais.
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quarta-feira, 1 de junho de 2011
Testemunhos de Srebrenica
MJC p/ a euronews
Quando as forças sérvias da Bósnia lideradas por Ratko Mladic entraram no enclave de Srebrenica, em julho de 1995, Fadila Efendic juntou-se aos milhares de civis que se refugiaram na base da ONU em Potocari, nos arredores da cidade, à procura de proteção dos soldados estrangeiros. Mas os capacetes azuis abstiveram-se de intervir para salvar os civis.
Pouco depois de chegar, o chefe militar sérvio Mladic ordenou a detenção das mulheres numa fábrica, mesmo ao lado da base da missão holandesa da ONU.
Fadila Efendic testemunha:
"- Parecia omnipotente. Era um soldado a decidir quem ia viver e quem não ia. Foi ele que condenou à morte os nossos homens e os nossos meninos. Ordenou aos soldados que os matassem todos. Mas se o quisessem realmente julgar, já o tinham prendido há 16 anos"
Os indivíduos do sexo masculino dos 14 aos 65 anos de idade foram condenados. Eram entregues doces aos meninos mais pequenos, enquanto que os outros eram reunidos e executados.
Kadira Gabeljic, perdeu o marido e filhos:
"- Há 16 anos que procuro os meus filhos. Recuperei o cadáver do meu marido, mas onde estão os meus filhos? só apareceu a cabeça e uma das pernas do meu filho mais velho. Do pequeno, só recuperei uma perna e parte da outra. Vou ter de esperar anos, talvez morra antes de ter conseguido recuperar os cadáveres inteiros."
A imagem de um dos meninos que correu para o homem que distribuiu chocolates ficou célebre. Izudin Alic, que hoje trabalha na construção civil e faz sandes num restaurante, não percebeu, na altura, que estava a ser salvo de um trágico destino.
"- Lembro-me da barra de chocolate. Eu e outros miúdos fomos ter com Ratko Mladic porque ele estava a distribuir chocolates."
O genocídio de Srebrenica levou à demissão do Governo holandês, em 2002, depois da divulgação de um relatório que sublinhou a sua incapacidade de meios da missão holandesa.
O massacre de Srebrenica aconteceu um ano depois do massacre do Ruanda. Está nos ouvidos de todos a afirmação do secretáro-geral da ONU a repetir: "genocídio, nunca mais". Mladic é apenas um dos rostos de uma enorme indiferença de toda a comunidade internacional.
Quando as forças sérvias da Bósnia lideradas por Ratko Mladic entraram no enclave de Srebrenica, em julho de 1995, Fadila Efendic juntou-se aos milhares de civis que se refugiaram na base da ONU em Potocari, nos arredores da cidade, à procura de proteção dos soldados estrangeiros. Mas os capacetes azuis abstiveram-se de intervir para salvar os civis.
Pouco depois de chegar, o chefe militar sérvio Mladic ordenou a detenção das mulheres numa fábrica, mesmo ao lado da base da missão holandesa da ONU.
Fadila Efendic testemunha:
"- Parecia omnipotente. Era um soldado a decidir quem ia viver e quem não ia. Foi ele que condenou à morte os nossos homens e os nossos meninos. Ordenou aos soldados que os matassem todos. Mas se o quisessem realmente julgar, já o tinham prendido há 16 anos"
Os indivíduos do sexo masculino dos 14 aos 65 anos de idade foram condenados. Eram entregues doces aos meninos mais pequenos, enquanto que os outros eram reunidos e executados.
Kadira Gabeljic, perdeu o marido e filhos:
"- Há 16 anos que procuro os meus filhos. Recuperei o cadáver do meu marido, mas onde estão os meus filhos? só apareceu a cabeça e uma das pernas do meu filho mais velho. Do pequeno, só recuperei uma perna e parte da outra. Vou ter de esperar anos, talvez morra antes de ter conseguido recuperar os cadáveres inteiros."
A imagem de um dos meninos que correu para o homem que distribuiu chocolates ficou célebre. Izudin Alic, que hoje trabalha na construção civil e faz sandes num restaurante, não percebeu, na altura, que estava a ser salvo de um trágico destino.
"- Lembro-me da barra de chocolate. Eu e outros miúdos fomos ter com Ratko Mladic porque ele estava a distribuir chocolates."
O genocídio de Srebrenica levou à demissão do Governo holandês, em 2002, depois da divulgação de um relatório que sublinhou a sua incapacidade de meios da missão holandesa.
O massacre de Srebrenica aconteceu um ano depois do massacre do Ruanda. Está nos ouvidos de todos a afirmação do secretáro-geral da ONU a repetir: "genocídio, nunca mais". Mladic é apenas um dos rostos de uma enorme indiferença de toda a comunidade internacional.
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Mladic,
Srebrenica
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Uma mera opinião sobre Mladic
O tenebroso filho de Ratko Mladic, de sua graça Darko como as coisas negras, veio a público dizer que o pai não só não tem nada a ver com os massacres de que o acusam como deu ordem para os seus soldados, em primeiro, salvarem os feridos, as mulheres e as crianças e só depois fazerem prisioneiros entre os soldados.
Nunca vi tamanho cavalheirismo. Principalmente com a omissão da sorte reservada aos rapazes e adultos do sexo masculino.
Só em Srebrenica foram 8000. E se custa arranjar 8000 balas para distribuir assim sem justificação.
Mladic, segundo o responsável pela investigação do TPI, em 1996, resolveu o problema melhor do que Hitler, por exemplo, em Ulrich: trouxe a escavadora para o terreno e colocou grupos de 250 homens à volta dos buracos, cercados pelos soldados. Depois, com o braço da escavadora, empurrou os homens para dentro. Só gastou balas com os que tentaram fugir.
Em Sarajevo, não atentou contra a humanidade apenas com bombardeamentos: teceu uma rede de nacionalistas tão cegos, que "ir matar civis a Sarajevo", ao fim de semana, chegou a ser um desporto.
Não creio que todos estes criminosos tenham sido elucidados em relação à histórica verdade sobre o gigantesco crime. Em Sarajevo morreram mais de 12 mil pessoas em 43 meses. Mas eu estava lá quando as pessoas respiravam fundo e se preparavam para morrer sempre que era preciso ir buscar água potável, alimentos ou madeira para se aquecer. Estava lá quando queimaram móveis e pregaram as tábuas nas janelas para evitar as balas dos snipers ou as balas perdidas e os estilhaços.
E estive no hospital Kosova quando as médicas eram abatidas no regresso da sua busca por água potável...Executadas por um chefe militar que perverteu a máxima de que, em relação às guerras, há que ter o cuidado de ganhá-las.
A arte da guerra não foi estudada por Mladic, um invulgar e sádico criminoso protegido, durante 15 anos, por um Estado protetor de nacionalistas aprendizes mladicianos.
Nunca vi tamanho cavalheirismo. Principalmente com a omissão da sorte reservada aos rapazes e adultos do sexo masculino.
Só em Srebrenica foram 8000. E se custa arranjar 8000 balas para distribuir assim sem justificação.
Mladic, segundo o responsável pela investigação do TPI, em 1996, resolveu o problema melhor do que Hitler, por exemplo, em Ulrich: trouxe a escavadora para o terreno e colocou grupos de 250 homens à volta dos buracos, cercados pelos soldados. Depois, com o braço da escavadora, empurrou os homens para dentro. Só gastou balas com os que tentaram fugir.
Em Sarajevo, não atentou contra a humanidade apenas com bombardeamentos: teceu uma rede de nacionalistas tão cegos, que "ir matar civis a Sarajevo", ao fim de semana, chegou a ser um desporto.
Não creio que todos estes criminosos tenham sido elucidados em relação à histórica verdade sobre o gigantesco crime. Em Sarajevo morreram mais de 12 mil pessoas em 43 meses. Mas eu estava lá quando as pessoas respiravam fundo e se preparavam para morrer sempre que era preciso ir buscar água potável, alimentos ou madeira para se aquecer. Estava lá quando queimaram móveis e pregaram as tábuas nas janelas para evitar as balas dos snipers ou as balas perdidas e os estilhaços.
E estive no hospital Kosova quando as médicas eram abatidas no regresso da sua busca por água potável...Executadas por um chefe militar que perverteu a máxima de que, em relação às guerras, há que ter o cuidado de ganhá-las.
A arte da guerra não foi estudada por Mladic, um invulgar e sádico criminoso protegido, durante 15 anos, por um Estado protetor de nacionalistas aprendizes mladicianos.
Editoria:
crimes de guerra,
Mladic,
TPI
sábado, 28 de maio de 2011
Agradecimento de FD sobre Aristides Sousa Men
A 25 de Maio de 2011, após 71 anos dos históricos acontecimentos de Bordeus, a Casa do Passal, onde nasceu e viveu Aristides de Sousa Mendes foi promulgada em Diário da República (Decreto nº 16/2011) como MONUMENTO NACIONAL!
Trata-se de um passo crucial no sentido da dignificação do legado do maior humanista português de todos os tempos, e todos nós estamos de parabéns, pois foi graças a esta causa do Facebook que o Ministério da Cultura se decidiu a dar o passo necessário para consubstanciar a tão almejada classificação do imóvel!
Por isso, agradeço a colaboração de todos!
Cordiais saudações
Francisco Dias
Trata-se de um passo crucial no sentido da dignificação do legado do maior humanista português de todos os tempos, e todos nós estamos de parabéns, pois foi graças a esta causa do Facebook que o Ministério da Cultura se decidiu a dar o passo necessário para consubstanciar a tão almejada classificação do imóvel!
Por isso, agradeço a colaboração de todos!
Cordiais saudações
Francisco Dias
sexta-feira, 27 de maio de 2011
perpectivas de diferentes TV's sobre Mladic
Boris Tadic, o presidente sérvio conseguiu: o general Ratjo Mladic foi por fim detido. A Sérvia cumpre assim um compromisso com a União Europeia e a justiça internacional. France 3 lembra o passado de Mladic:
O anúncio da detenção de Ratko Mladic passa uma e outra vez na televisão bosnia. É uma notícia com a que as viúvas de Srebrenica já nem ssonhavam.
"-Há anos que esperava a verdade, há anos que esperava que os criminosos de guerra fossem julgados".
No dia 11 de julho de 1995. Ratjko Mladic entra com as tropas em Srebrenica, sob proteção das Nações Unidas. As mulheres e as crianças são evacuados em autocarros. Os homens são reagrupados e executados.
8000 são mortos em poucos dias: é o pior massacre feito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.
Mladic também é considerado um dos principais responsáveis pelo cerco de Saravejo, que começou em 92.
Três anos de bloqueio e de bombardeamentos que causaram mais de 12 mil mortes entre a população civil. Em 95, é proferida a ordem de detenção internacional acompanhada por uma recompensa de 5 milhões de dólares: é o princípio da clandestinidade, que dura 15 anos.
Mladic vive até princípios do ano 2000 numa casa de Belgrado sem se esconder.
"Tomávamos café, passeava livremente por Belgrado. Depois, deixámos de o ver"
O general Mladic vive depois em quarteis ou apartamentos sob proteção do Exército sérvio, que lhe pagou sempre o salário de general 2005.
Ao longo dos anos, Ratko Mladic foi perdendo uma parte dos apoios. O caso torna-se embaraçoso para a Sérvia, até ao ponto de se tornar no último obstáculo de aproximação do país à União Européia.
....................................................................
RAI3
Depois de mais de 15 anos de clandestinidade, esta é a primeira imagem da detenção de Mladic.

Pálido e acabado, o prisioneiro tem uma imagem bem diferente da que exibia nos primeiros anos da guerra de Bósnia. A Rai3 traça o perfil:
"Tranquilos, não lhes fazemos mal."
Foi o que disse Ratko Mladic em Srebrenica, a cidade bósnia debaixo da inútil proteção das Nações Unidas, enquanto acariciava a cabeça de um atemorizado menino muçulmano sob o olhar dos outros, que esperam clemência.
"As mulheres e os meninos podem ir-se, ordena Mladic. Os homens irão depois."
Os 400 Capacetes Azuis holandeses não moveram um dedo enquanto ocorre o que depois será documentado pelos vídeos mostrados no Tribunal de Haya: 8000 muçulmanos executados sem piedade, as valas comuns descobertas depois de muitos anos, os funerais já em 2008, muito tempo depois.
Foi em julho de 95, mas parece que foi há um século. A guerra e os campos de concentração voltavam ao coração da Europa, a limpeza étnica, as violações, os massacres, horrores sem fim...
E Ratko Mladic sempre presente para guiar ao seu exército, ou atirar canhões enquanto os francotiradores que asediaban a cidade. Ao mesmo tempo, a sua filha Ana, talvez consumida pelo horror, se suicidava em Belgrado com a pistola do seu pai.
Filho de um partisano sérvio assassinado por um ustacha croata quando tinha dois anos, Mladic cresce no ódio.
A sua missão é aplastar a bosnia muçulmana. As suas ordens são: assassinem aos homens, as mulheres que vivam para sofrer.
Um ódio antigo que resurge nas fronteiras de um continente em estado de choque. O ódio pelo povo muçulmano, pelo católico, pelo cigano e judeu, é o um ódio que vai ser analisado no processo de Ratko Mladic. A Europa vai ver-se ao espelho.
.....................................................................
SF1
Carla del Ponte, ex-secretária- geral do TPI para a Antiga Jugoslávia conseguiu deter Milosevic. A conhecida tenacidade na preseguição dos criminosos de guerra deu fruto. Na sexta-feira, peante as câmaras da televisão suíço- alemã, reagia à captura de Mladic:
"É um dia muito importante para mim, para a justiça internacional, para o tribunal, e para as vítimas. Por fim, por fim, apanharam-no. Esta manhã estava muito feliz."
"-Por que demoraram tanto a detê-lo?"
"Bem, no princípio o governo protegia-o, mais tarde deixou de proteger, mas não tinha nenhum interesse em detê-lo.
Em 2007 começaram a procurá-lo, existia uma verdadeira vontade política para o deter, mas, mais ou menos nessa época, Mladic descobriu como se esconder. É militar, general, por isso sabe esconder-se.
Por outro lado, a pressão da União Europeia foi muito intensa, e isso impulsionou o governo para o deter. É fantástico.
...................................................................
TSI
Julho de 2010: 775 urnas em Srebrenica. Foi o maior enterro do massacre de 15 anos antes. A detenção de Mladic não conseguiu aliviar a imensa dor os sobreviventes. Reportagem da suíço- italiana TSI:
Na sede das "Mães de Srebrenica" não há especial entusiasmo pela detenção de Mladic. A espera foi demasiado longa.
"Não estou muito contente, estou dececionada por o tribunal de Haya demorar tanto e pelo facto de que Sérvia o protegeu demasiado tempo. Até agora, Mladic desfrutou a vida e as coisas boas deste mundo. Devia ter sido detido e encarcerado há anos"
Outra mulher do grupo recorda os horrores vividos pela sua família:
"Ví Mladic quando dizia aos homens: "esta é a vossa oportunidade, não terão outra igual". Por causa dessa oportunidade única, a minha filha, o meu filho, o meu marido, os meus irmãos e muitos mais no nosso povo morreram e só Deus sabe depois de quanto sofrimento. Agora receio outro processo sem veredito, como já aconteceu."
Acreditem-me, não estou feliz. Sinto uma satisfação mínima, mas os que pensevam que ele estava morto talvez estejam mais contentes agora".
Editoria:
Perspectivas,
Ratko Mladic
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Mil dias e mil noites - para lembrar Sarajevo
Há mil dias que Sarajevo chora
e ao mundo implora um gesto seu.
Como se os fósseis, de repente, desatassem a viver
e as nuvens fizessem de fofo ninho para os bebés dormirem
e os deuses pudessem comer
à nossa mesa
e com as nossas lágrimas na garganta.
Há mil dias e mil noites que se ignora
que há espanto na morte
na sorte que Sarajevo implora
em cada minuto que sofre.
Aniversário do luto europeu
do frio que esventra campas nos estádios
do sacrifício do povo judeu que, mais uma vez, selou todos os lábios.
Muçulmanos, sérvios, croatas
todos clamam estandartes e dores várias
e os últimos judeus de Sarajevo
que falam (quem diria?) português
morrem como viveram
estigmatizados, sem lugar nem vez.
Mil dias e mil noites de clamor
e neve vermelha nos mercados
e fantasmas de fogo e de horror
e ódios a futuros já inválidos
e lenha a arder dos antigos móveis
lares em pedaços, como as pessoas
que dos mil e quinhentos meninos mortos
recordam apenas as coisas boas.
Mil dias e mil noites de teatro
de luta poética de escritores
muitos a quem os dedos já roubaram
para que da morte não sejam delatores.
Mil manhãs absurdas
mil noites trágicas
em que turcas culturas mágicas
na velha baixa muçulmana
na biblioteca e no museu
arderam depois de bombardeadas.
E se nos buracos dos obuses
que atravessaram
as paredes de meio metro do Parlamento
viver algum duende mais atento
o povo bósnio espera que lhe guarde
a alma e o talento dos seus músicos
para que, quem lá sobreviva
recorde o que hoje não se quer que viva
há 1000 dias e mil noites
escrito em 26 de janeiro de 1995
e ao mundo implora um gesto seu.
Como se os fósseis, de repente, desatassem a viver
e as nuvens fizessem de fofo ninho para os bebés dormirem
e os deuses pudessem comer
à nossa mesa
e com as nossas lágrimas na garganta.
Há mil dias e mil noites que se ignora
que há espanto na morte
na sorte que Sarajevo implora
em cada minuto que sofre.
Aniversário do luto europeu
do frio que esventra campas nos estádios
do sacrifício do povo judeu que, mais uma vez, selou todos os lábios.
Muçulmanos, sérvios, croatas
todos clamam estandartes e dores várias
e os últimos judeus de Sarajevo
que falam (quem diria?) português
morrem como viveram
estigmatizados, sem lugar nem vez.
Mil dias e mil noites de clamor
e neve vermelha nos mercados
e fantasmas de fogo e de horror
e ódios a futuros já inválidos
e lenha a arder dos antigos móveis
lares em pedaços, como as pessoas
que dos mil e quinhentos meninos mortos
recordam apenas as coisas boas.
Mil dias e mil noites de teatro
de luta poética de escritores
muitos a quem os dedos já roubaram
para que da morte não sejam delatores.
Mil manhãs absurdas
mil noites trágicas
em que turcas culturas mágicas
na velha baixa muçulmana
na biblioteca e no museu
arderam depois de bombardeadas.
E se nos buracos dos obuses
que atravessaram
as paredes de meio metro do Parlamento
viver algum duende mais atento
o povo bósnio espera que lhe guarde
a alma e o talento dos seus músicos
para que, quem lá sobreviva
recorde o que hoje não se quer que viva
há 1000 dias e mil noites
escrito em 26 de janeiro de 1995
Editoria:
Poemas da guerra,
Ratko Mladic,
Sarajevo
Rako Mladic . a ratazana convencida
A detenção do líder militar dos sérvios bósnios, acusado de genocídio e de ter feito o cerco de 43 meses a Sarajevo, durante a guerra na Bósnia de 1992 a 1995, e o massacre de Srebrenica em que foram executados cerca de 8000 homens e rapazes muçulmanos bósnios, em 1995, era esperada há vários anos, e era considerada uma condição essencial para uma futura adesão da Sérvia à União Europeia. Há 16 anos que Ratko Mladic era procurado.. e há 16 anos que as autoridades fingiam desconhecer o paradeiro do maior símbolo dos nacionalistas do país. A rede tecida à sua volta, uma rede de apoios policiais e de segurança militar, envolvia, permanentente, 70 a 90 pessoas, dependendo das circunstâncias. Mladic não vivia em fuga; vivia protegido. Quando havia uma entrada no território guardado - mais no tempo de Carla Del Ponte e das buscas que também se faziam por Karadic (que aguarda o amigo na prisão do Tribunal de Haia), a mensagem antecedia a vinda dos capacetes azuis como se os pombos-correio tivessem sido largados em plena floresta, em todas as aldeias, quartéis e sedes da polícia.
O cerco a Sarajevo fez cerca de 12 mil mortos. Eu vi, eu estava lá.
Eu fugia como um coelho (desde a guerra da Croácia) a cada reflexo de metal ao sol e os evólucros sempre se cravaram a uns centímetros de mim. Na Croácia eu, e todos os camaradas de profissão, valíamos 500 marcos; as crianças, 350; e os civis adultos 150 ou 200...depedendo do militar que pagava. Na Bósnia não foi assim. Mladic convenceu os nacionalistas de que era preciso fazer bons fins de semana de tiro ao alvo, em Sarajevo, para as matanças do exército ficarem em segredo, para a fome da população não ser tida em conta, para a violação das mulheres e raparigas muçulmanas continuar abrangida por essa 'omertá' dos assassinos e para os sérvios consolidarem a sua nação.
Tremíamos todos como meninos ao frio sempre que tínhamos de sair em reportagem. Obrigavam-nos a tapar as matrículas dos veículos com cartões onde se inscrevia PRESS TV ou PRESS apenas e percebíamos que estavam a seguir os nossos movimentos na garagem exterior da televisão enquanto pendurávamos as placas. Em dia bom não morria nenhum de nós. No dia da minha chegada foi dia de ataque à virilha de um dos correspondentes da BBC que caiu 200 metros à minha frente.
Mladic é o "homem" que deu a ordem de razia.
Desrespeitava completamente os acordos entre as quatro partes (sim, além da sérvia, da muçulmana e da croata/bósnia havia a UNPROFOM - United Nations Protection Force, que não servia para coisa nenhuma) que vigoravam durante o cerco, Por exemplo, quando cheguei (depois de muita peripécia e morte à minha volta) fui para o Holliday Inn, quarto 25. Entrei pela cozinha debaixo de fogo. Avisaram-me logo que os voluntários das ONG's internacionais, os guias, os escritores e os jornalistas estrangeiros só ocupavam até ao segundo andar porque, para cima, éramos alvo de bombardeamentos.
Quando o meu quarto foi atingido por um obus (eu estava na "festa" (bar e copos) de despedida dos italianos e de um grego percebi que, durante a noite, os nacionalistas subiam as escadas em silêmcio e iam disparar dos outros andares. O que recebíamos de volta eram apenas respostas.
Todos os soldados se embebedavam com grog, daí ser muito difícil fazer com que algum largasse a arma para dialogar.
Eram os homens de Mladic, homens de mão e assassinos. Imaginem, um a um, todos os rapazinhos de Srebreniza a descerem para a vala onde já estavam os corpos dos pais.
A Europa que hoje se regozija não viu, estava distraída.
O cerco a Sarajevo fez cerca de 12 mil mortos. Eu vi, eu estava lá.
Eu fugia como um coelho (desde a guerra da Croácia) a cada reflexo de metal ao sol e os evólucros sempre se cravaram a uns centímetros de mim. Na Croácia eu, e todos os camaradas de profissão, valíamos 500 marcos; as crianças, 350; e os civis adultos 150 ou 200...depedendo do militar que pagava. Na Bósnia não foi assim. Mladic convenceu os nacionalistas de que era preciso fazer bons fins de semana de tiro ao alvo, em Sarajevo, para as matanças do exército ficarem em segredo, para a fome da população não ser tida em conta, para a violação das mulheres e raparigas muçulmanas continuar abrangida por essa 'omertá' dos assassinos e para os sérvios consolidarem a sua nação.
Tremíamos todos como meninos ao frio sempre que tínhamos de sair em reportagem. Obrigavam-nos a tapar as matrículas dos veículos com cartões onde se inscrevia PRESS TV ou PRESS apenas e percebíamos que estavam a seguir os nossos movimentos na garagem exterior da televisão enquanto pendurávamos as placas. Em dia bom não morria nenhum de nós. No dia da minha chegada foi dia de ataque à virilha de um dos correspondentes da BBC que caiu 200 metros à minha frente.
Mladic é o "homem" que deu a ordem de razia.
Desrespeitava completamente os acordos entre as quatro partes (sim, além da sérvia, da muçulmana e da croata/bósnia havia a UNPROFOM - United Nations Protection Force, que não servia para coisa nenhuma) que vigoravam durante o cerco, Por exemplo, quando cheguei (depois de muita peripécia e morte à minha volta) fui para o Holliday Inn, quarto 25. Entrei pela cozinha debaixo de fogo. Avisaram-me logo que os voluntários das ONG's internacionais, os guias, os escritores e os jornalistas estrangeiros só ocupavam até ao segundo andar porque, para cima, éramos alvo de bombardeamentos.
Quando o meu quarto foi atingido por um obus (eu estava na "festa" (bar e copos) de despedida dos italianos e de um grego percebi que, durante a noite, os nacionalistas subiam as escadas em silêmcio e iam disparar dos outros andares. O que recebíamos de volta eram apenas respostas.
Todos os soldados se embebedavam com grog, daí ser muito difícil fazer com que algum largasse a arma para dialogar.
Eram os homens de Mladic, homens de mão e assassinos. Imaginem, um a um, todos os rapazinhos de Srebreniza a descerem para a vala onde já estavam os corpos dos pais.
A Europa que hoje se regozija não viu, estava distraída.
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quinta-feira, 19 de maio de 2011
França insiste na proteção de arguido VIP
A França insiste no debate sobre a possível orquestração da execução pública de Dominique Strauss-Khan por parte da justiça e dos Media americanos.
O advogado de Strauss Kahn ameaça denunciar os Media franceses que divulgaram imagens do arguido algemado.
Dominique de Leusse, advogado do arguido:
"- Se houve infração, há possibilidade de proceder judicialmente. Vamos verificar se foi registada ou não a ocorrência em 48 horas ou durante os próximos três dias".
Em nome da presunção de inocência, é proibido, em França, mostrar a imagem de suspeitos algemados ou numa posição que possa ser considerada degradante.
A lei mudou a 15 de junho de 2000 sob pressão da socialista Elizabeth Guigou, antiga ministra de Justiça.
Para Guigou, o caso Strauss-Khan é resumido a um assunto político:
"- Acho que é muito importante sublinhar que tanto o promotor como os juízes são eleitos e aspiram à reeleição, seja nos seus postos ou nos de outros. Não podem ser indiferentes ao facto de as câmaras de todo mundo estarem aí a mostrar tudo o que está a acontecer"
O promotor Cyrus Vance, conhecido pela luta contra a criminalidade dos colarinhos brancos, segundo os franceses, deixou as câmaras registarem os primeiros planos de um homem algemado, acusado à partida pelos jornais americanos.
Nada anormal nos Estados Unidos. Strauss Khan foi submetido à mesma sorte que outros antecessores célebres no banco dos réus: Bernard Madoff e Michael Jackson também foram mostrados na praça pública com algemas nas mãos e pés. O "Perp walk", criado por Rudolf Guiliani nos anos 80, para os ricos e célebres. serve mesmo para mostrar a pena de quem alegadamente perpeta o crime.
Será que os procuradores vão exibir o arguido quando ele se apresentar ao grande júri na sexta-feira?
Nada parece indicar que o tratamento das figuras públicas acusadas de abuso seja aquele que os franceses preferem.
O advogado de Strauss Kahn ameaça denunciar os Media franceses que divulgaram imagens do arguido algemado.
Dominique de Leusse, advogado do arguido:
"- Se houve infração, há possibilidade de proceder judicialmente. Vamos verificar se foi registada ou não a ocorrência em 48 horas ou durante os próximos três dias".
Em nome da presunção de inocência, é proibido, em França, mostrar a imagem de suspeitos algemados ou numa posição que possa ser considerada degradante.
A lei mudou a 15 de junho de 2000 sob pressão da socialista Elizabeth Guigou, antiga ministra de Justiça.
Para Guigou, o caso Strauss-Khan é resumido a um assunto político:
"- Acho que é muito importante sublinhar que tanto o promotor como os juízes são eleitos e aspiram à reeleição, seja nos seus postos ou nos de outros. Não podem ser indiferentes ao facto de as câmaras de todo mundo estarem aí a mostrar tudo o que está a acontecer"
O promotor Cyrus Vance, conhecido pela luta contra a criminalidade dos colarinhos brancos, segundo os franceses, deixou as câmaras registarem os primeiros planos de um homem algemado, acusado à partida pelos jornais americanos.
Nada anormal nos Estados Unidos. Strauss Khan foi submetido à mesma sorte que outros antecessores célebres no banco dos réus: Bernard Madoff e Michael Jackson também foram mostrados na praça pública com algemas nas mãos e pés. O "Perp walk", criado por Rudolf Guiliani nos anos 80, para os ricos e célebres. serve mesmo para mostrar a pena de quem alegadamente perpeta o crime.
Será que os procuradores vão exibir o arguido quando ele se apresentar ao grande júri na sexta-feira?
Nada parece indicar que o tratamento das figuras públicas acusadas de abuso seja aquele que os franceses preferem.
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Strauss-Khan
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