terça-feira, 3 de maio de 2011
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Luta contra o terrorismo: Paquistão com posição dúbia
de MJC com Miguel Sardo para a euronews
Em 2001, os americanos tinham a certeza de que Osama bin Laden seria encontrado nas profundezas do sistema labiríntico de grutas de Tora Bora, no Afeganistão.
Mas o líder da Al Qaida foi executado no outro lado da fronteira, no Paquistão.
Foi descoberto numa cidade tranquila a menos de duas horas de carro de Islamabad. No caso de a execução ter sido feita com o conhecimento dos serviços secretos paquistaneses é como se o Estado tivesse delegado a Washington a operação.
Também no Paquistão, em Rawalpindi, já tinha sido caprurado, há 8 anos, Khalid Sheikh Mohammed, o alegado responsável pelos atentados do 11 setembro.
Há um ano, o Mullah Biradhar, um dos principais comandantes dos Talibans e membro da Al Qaida, foi surpreendido em Karachi.
Os documentos secretos filtrados pela Wikileaks revelam que os serviços secretos paquistaneses estavam na lista norteamericana de organizações próximas da Al Qaida.
E apesar de Islamabad negar em reiteradas ocasiões qualquer vínculo à rede, as dúvidas em Washington persistem.
Tahir Ameen, , analista internacional:
"É possível que os serviços secretos paquistaneses pensem salvar a face com esta captura e morte de Bin Laden e melhorem as relações com os Estados Unidos".
As operações dos agentes da CIA no Paquistão, nos últimos meses, minaram as relações entre os dois países, apesar de uma promessa de apoio económico da secretária de Estado, Hillary Clinton.
Islamabad ordenou que todos os agentes dos EUA abandonem o território .. mesmo que o apoio de Washington seja vital para o exército paquistanês que luta contra os grupos extremistas na fronteira afegã.
Há muitas críticas a nível interno sobre a operação dos Estados Unidos para capturar Bin Laden.
Murtaza GHULAM, advogado:
"As forças estrangeiras não devem ser autorizadas a entrar no território paquistanês. Se um país realiza uma operação no interior do território, viola a nossa soberania. Não devemos dar autorização a ninguém para isso."
O crescente número de mortes de civis em ataques com drones (aviões não tripulados), como aconteceu na região paquistanesa da fronteira, alimenta um sentimento anti-americano.
A captura de Bin Laden pode ser encarada como uma concessão aos Estados Unidos, o que vai icendiar os ânimos nos grupos islamistas paquistaneses.
Bin Laden: troféu ou martir?
MJC com Beatriz Beiras para a euronews
A captura e morte do homem mais procurado do mundo é, sem dúvida, uma importante vitória política para o presidente norte-americano. Mas, ao mesmo tempo, pode converter-se numa faca de dois gumes. Existe o risco de Osama Bin Laden se converter num mártir...
A verdade é que, desde 2005, a Al Qaida não conseguiu operar de novo no ocidente. Tudo indica que a rede terrrorista está muito debilitada, tanto do ponto de vista operacional como ideológico.
As revoluções que defendem a democracia no mundo árabe recusam os tiranos e opõem-se ao terrorismo. Em vez do governo islâmico que persegue AL Qaida, a população desses países defende uma uma sociedade civil e moderna que implicitamente esmague as aspirações dos extremistas.
No entanto, a rede terrorista continua a ser uma ameaça. Principalmente por causa dos muitos grupos regionais que proliferam por todo mundo árabe. Em 2004, apareceu o ramo iraquiano. Em 2007, o do Magreb Islâmico. E em 2009, o da península arábica.
A ramificação iemenita é a mais ativa dessa nebulosa terrorista, apesar de não atuar desde o início dos protestos para depor o presidente Abdullah Saleh. Mesmo assim, os Estados Unidos, consideram que é, de todos, o grupo mais perigoso.
Tentou atuar em várias ocasiões e é provável que continue a tentar. Na memória recente estão duas bombas escondidas em impressoras enviadas do Iémen com destino aos Estados Unidos que, felizmente, foram intercetadas no Dubai e no Reino Unido.
Em 2001, os americanos tinham a certeza de que Osama bin Laden seria encontrado nas profundezas do sistema labiríntico de grutas de Tora Bora, no Afeganistão.
Mas o líder da Al Qaida foi executado no outro lado da fronteira, no Paquistão.
Foi descoberto numa cidade tranquila a menos de duas horas de carro de Islamabad. No caso de a execução ter sido feita com o conhecimento dos serviços secretos paquistaneses é como se o Estado tivesse delegado a Washington a operação.
Também no Paquistão, em Rawalpindi, já tinha sido caprurado, há 8 anos, Khalid Sheikh Mohammed, o alegado responsável pelos atentados do 11 setembro.
Há um ano, o Mullah Biradhar, um dos principais comandantes dos Talibans e membro da Al Qaida, foi surpreendido em Karachi.
Os documentos secretos filtrados pela Wikileaks revelam que os serviços secretos paquistaneses estavam na lista norteamericana de organizações próximas da Al Qaida.
E apesar de Islamabad negar em reiteradas ocasiões qualquer vínculo à rede, as dúvidas em Washington persistem.
Tahir Ameen, , analista internacional:
"É possível que os serviços secretos paquistaneses pensem salvar a face com esta captura e morte de Bin Laden e melhorem as relações com os Estados Unidos".
As operações dos agentes da CIA no Paquistão, nos últimos meses, minaram as relações entre os dois países, apesar de uma promessa de apoio económico da secretária de Estado, Hillary Clinton.
Islamabad ordenou que todos os agentes dos EUA abandonem o território .. mesmo que o apoio de Washington seja vital para o exército paquistanês que luta contra os grupos extremistas na fronteira afegã.
Há muitas críticas a nível interno sobre a operação dos Estados Unidos para capturar Bin Laden.
Murtaza GHULAM, advogado:
"As forças estrangeiras não devem ser autorizadas a entrar no território paquistanês. Se um país realiza uma operação no interior do território, viola a nossa soberania. Não devemos dar autorização a ninguém para isso."
O crescente número de mortes de civis em ataques com drones (aviões não tripulados), como aconteceu na região paquistanesa da fronteira, alimenta um sentimento anti-americano.
A captura de Bin Laden pode ser encarada como uma concessão aos Estados Unidos, o que vai icendiar os ânimos nos grupos islamistas paquistaneses.
Bin Laden: troféu ou martir?
MJC com Beatriz Beiras para a euronews
A captura e morte do homem mais procurado do mundo é, sem dúvida, uma importante vitória política para o presidente norte-americano. Mas, ao mesmo tempo, pode converter-se numa faca de dois gumes. Existe o risco de Osama Bin Laden se converter num mártir...
A verdade é que, desde 2005, a Al Qaida não conseguiu operar de novo no ocidente. Tudo indica que a rede terrrorista está muito debilitada, tanto do ponto de vista operacional como ideológico.
As revoluções que defendem a democracia no mundo árabe recusam os tiranos e opõem-se ao terrorismo. Em vez do governo islâmico que persegue AL Qaida, a população desses países defende uma uma sociedade civil e moderna que implicitamente esmague as aspirações dos extremistas.
No entanto, a rede terrorista continua a ser uma ameaça. Principalmente por causa dos muitos grupos regionais que proliferam por todo mundo árabe. Em 2004, apareceu o ramo iraquiano. Em 2007, o do Magreb Islâmico. E em 2009, o da península arábica.
A ramificação iemenita é a mais ativa dessa nebulosa terrorista, apesar de não atuar desde o início dos protestos para depor o presidente Abdullah Saleh. Mesmo assim, os Estados Unidos, consideram que é, de todos, o grupo mais perigoso.
Tentou atuar em várias ocasiões e é provável que continue a tentar. Na memória recente estão duas bombas escondidas em impressoras enviadas do Iémen com destino aos Estados Unidos que, felizmente, foram intercetadas no Dubai e no Reino Unido.
Editoria:
Al Qaida,
Bin Laden,
Paquistão,
terrorismo
domingo, 1 de maio de 2011
Poetas, White sobre Sophia
Eduarto White in O Manual das Mãos:
"O poeta tem lebres nos dedos quando escreve e curandeiros dentro da boca, a fumar rapé e a tossir muito por entre os versos. Geralmente interiorizado, o poeta consulta não os seus falecidos que são ele e que toda a gente vê e tenta matar uma segunda vez. Um poeta está literalmente nu se escreve e vestido quando ama. Desabotoada a nudez dos seus papéis, o poeta é todo uma longa lapiseira a rebolar-se pela lisura da escrita ou, então, quando se veste, gosta da tontura da profunda escuridão onde mergulha".
Ainda White, o escritor que foi considerado, em 2001, a figura literária do ano em Moçambique, na mesma obra, sobre Sophia de Mello Breyner:
"Que líquida poesia a de Sophia, que renda tão pura, tão indivisível. Búzio com ondas dentro e lábios falando. Ali, os nódulos dos dedos empurram a história mítica dos gregos, as liras que dos poemas dedilham a música, a harpa que nesta mulher se insinua. Sophia com a sua luz tão alva. Jardim boreal, pão e trigo, algodão e delicadeza. Casa com a cordialidade na chaminé, fogão ilustre da nobreza, madeira calçando o pé, broa, sardinha e água-pé".
"O poeta tem lebres nos dedos quando escreve e curandeiros dentro da boca, a fumar rapé e a tossir muito por entre os versos. Geralmente interiorizado, o poeta consulta não os seus falecidos que são ele e que toda a gente vê e tenta matar uma segunda vez. Um poeta está literalmente nu se escreve e vestido quando ama. Desabotoada a nudez dos seus papéis, o poeta é todo uma longa lapiseira a rebolar-se pela lisura da escrita ou, então, quando se veste, gosta da tontura da profunda escuridão onde mergulha".
Ainda White, o escritor que foi considerado, em 2001, a figura literária do ano em Moçambique, na mesma obra, sobre Sophia de Mello Breyner:
"Que líquida poesia a de Sophia, que renda tão pura, tão indivisível. Búzio com ondas dentro e lábios falando. Ali, os nódulos dos dedos empurram a história mítica dos gregos, as liras que dos poemas dedilham a música, a harpa que nesta mulher se insinua. Sophia com a sua luz tão alva. Jardim boreal, pão e trigo, algodão e delicadeza. Casa com a cordialidade na chaminé, fogão ilustre da nobreza, madeira calçando o pé, broa, sardinha e água-pé".
Editoria:
Eduardo White,
poetas,
Sophia
sexta-feira, 29 de abril de 2011
terça-feira, 26 de abril de 2011
Insular
Desvio o olhar
desse teu fogo vulcânico
que me afoga em ti
e cospe labaredas por mim
como um titânico devir
a que estou comprometida
Irmã.
Da minha pegada
ficarão os teus dedos
gémeos que tenho
e tem a minha filha
e a sobrinha.
As ilhas deste arquipélago
sucedem-se por linha feminina
desse teu fogo vulcânico
que me afoga em ti
e cospe labaredas por mim
como um titânico devir
a que estou comprometida
Irmã.
Da minha pegada
ficarão os teus dedos
gémeos que tenho
e tem a minha filha
e a sobrinha.
As ilhas deste arquipélago
sucedem-se por linha feminina
Editoria:
Açores,
Japão,
linha feminina,
Patrícia de Medeiros
doença
os dedos gémeos dos pés, o sinal a um cm do lado esquero da aba do nariz...os olhos meio japoneses...tudo nos aproxima e separa dessa mistura fatal que te envenena o animal que te corroi. Penso-te tanto. Em mim, a sentir os teus desvarios de deusa solta entre os mortais.
Editoria:
irmandade,
Patricia de Medeiros
sexta-feira, 22 de abril de 2011
O folhado do Gabriel
Saboreei o sabor do céu, aquele que o paladar compara e não equipara a nada.
Aquela languidês de palato, a maciês absorta da lampreia interrompida pela verdura aconchegada frente e separadamente do folhado indiscutivelmente único.
Bem...não há palavras
Estou a falar do folhado de lampreia da Quinta dos Castros, claro!
Aquela languidês de palato, a maciês absorta da lampreia interrompida pela verdura aconchegada frente e separadamente do folhado indiscutivelmente único.
Bem...não há palavras
Estou a falar do folhado de lampreia da Quinta dos Castros, claro!
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Desabafo - dívida francesa
E se os alemães se entretivessem com os franceses, que estão com um défice orçamental de 27 mil milhões de euros e têm uma dívida pública de 1.250 mil milhões de euros? Hipócritas, cínicos todos (alemães, franceses e europeístas) ...deixem os periféricos em paz...
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Crise em Portugal: já não há volta a dar
Veja aqui
A crise portuguesa atingiu o ponto sem retorno no dia 23 de março, quando o Parlamento recusou apoiar um quarto plano de austeridade. José Sócrates, chefe do governo socialista, sem maioria, teve de se demitir.
A única saída para esta crise política é a celebração de eleições antecipadas. O presidente, Anibal Cavaco Silva, dissolveu o Parlamento o 31 de março.
Em menos de um ano, os portugueses tiveram de digerir três planos de austeridade.
Desde a greve geral de 24 de novembro, a mais importante na história do país, as paralisações são frequentes, principalmente no setor dos transportes.
A amplitude da crise social evidencia-se a 12 de março. Na rua, dezenas de milhares de jovens portugueses protestam contra a precariedade, desesperados por causa da falta de emprego, nomeadamente dos jovens licenciados.
O desemprego aumenta e o país volta a entrar em recessão: - 0,1% do PIB em 2011 segundo a OCDE. As medidas de austeridade, entre elas o aumento do IVA e os cortes salariais acabaram por minar o frágil crescimento, de 1,4% em 2010.
Mas com um déficit de 8,6%... Portugal comprometeu-se com Bruxelas a reduzí-lo
para 4,6% em 2011
3% em 2012
e 2% em 2013
Compromissos que não tranquilizaram os mercados financeiros, que pedem índices cada vez mais elevados para comprar a dívida soberana portuguesa, para cima de 10% para as emissões a longo prazo.
As tesourarias das empresas públicas esvaziam-se, algumas não têm liquidez para pagar aos trabalhadores depois de junho.
Os bancos portugueses também não conseguem financiar-se no mercado interbancário, e já não podem dar crédito ao Estado.
"Nós estamos numa situação em que os bancos estão a sair prejudicados, naturalmente não podem conceder mais crédito às empresas públicas e ao Estado nas condições atuais".
Portugal tem dois prazos iminentes de pagamento da dívida:
A 15 de abril tem de reembolsar 4,252 mil milhões de euros, e dois meses depois, 4,899 mil milhões de euros.
Portugal acabou por pedir ajuda, mas as incertezas políticas pesam já sobre as eleições de junho. Segundo as sondagens, nenhum partido vai obter a maioria necessária para governar sozinho.
A crise portuguesa atingiu o ponto sem retorno no dia 23 de março, quando o Parlamento recusou apoiar um quarto plano de austeridade. José Sócrates, chefe do governo socialista, sem maioria, teve de se demitir.
A única saída para esta crise política é a celebração de eleições antecipadas. O presidente, Anibal Cavaco Silva, dissolveu o Parlamento o 31 de março.
Em menos de um ano, os portugueses tiveram de digerir três planos de austeridade.
Desde a greve geral de 24 de novembro, a mais importante na história do país, as paralisações são frequentes, principalmente no setor dos transportes.
A amplitude da crise social evidencia-se a 12 de março. Na rua, dezenas de milhares de jovens portugueses protestam contra a precariedade, desesperados por causa da falta de emprego, nomeadamente dos jovens licenciados.
O desemprego aumenta e o país volta a entrar em recessão: - 0,1% do PIB em 2011 segundo a OCDE. As medidas de austeridade, entre elas o aumento do IVA e os cortes salariais acabaram por minar o frágil crescimento, de 1,4% em 2010.
Mas com um déficit de 8,6%... Portugal comprometeu-se com Bruxelas a reduzí-lo
para 4,6% em 2011
3% em 2012
e 2% em 2013
Compromissos que não tranquilizaram os mercados financeiros, que pedem índices cada vez mais elevados para comprar a dívida soberana portuguesa, para cima de 10% para as emissões a longo prazo.
As tesourarias das empresas públicas esvaziam-se, algumas não têm liquidez para pagar aos trabalhadores depois de junho.
Os bancos portugueses também não conseguem financiar-se no mercado interbancário, e já não podem dar crédito ao Estado.
"Nós estamos numa situação em que os bancos estão a sair prejudicados, naturalmente não podem conceder mais crédito às empresas públicas e ao Estado nas condições atuais".
Portugal tem dois prazos iminentes de pagamento da dívida:
A 15 de abril tem de reembolsar 4,252 mil milhões de euros, e dois meses depois, 4,899 mil milhões de euros.
Portugal acabou por pedir ajuda, mas as incertezas políticas pesam já sobre as eleições de junho. Segundo as sondagens, nenhum partido vai obter a maioria necessária para governar sozinho.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Tuxa
Além de Patrícia de Medeiros ficou com o nome completo de Patrícia Cláudia Raposo de Medeiros C. Azevedo de Barbosa. Força Mana, parabéns!
Editoria:
Arte,
Pintora Patrícia de Medeiros
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