sábado, 8 de janeiro de 2011

Carlos Castro assassinado em Nova Iorque



- Notícia do Correio da Manhã, que reproduzo em memória do gentil colunista selvaticamente assassinado -

Carlos Castro deu entrada no hotel a 29 de Dezembro, acompanhado pelo modelo português Renato Seabra, de 21 anos, que é neste momento o principal suspeito do homicídio cometido no 34º andar do hotel, situado perto de Times Square, mesmo no centro de Nova Iorque.

Renato Seabra terá saído do hotel momentos antes do corpo ter sido encontrado, tendo sido detido horas depois pelas autoridades num local próximo do crime.

De acordo com as declarações do jornalista Luís Pires à SIC Notícias, Renato Seabra terá resistido à detenção, tendo sido ferido pela polícia durante o processo. O suspeito encontra-se num hospital, sob custódia policial.

"A minha filha ia jantar com o Carlos Castro e esperou por ele na entrada do hotel. O Renato desceu as escadas com ar muito calmo, com algumas manchas, que agora se sabem ser de sangue, na roupa, e disse à minha filha que 'o Carlos já não sai hoje do hotel'", relatou Luís Pires ao canal televisivo, acrescentando que o jovem terá saído depois abandonado o hotel.

A filha do jornalista ter-se-á então mostrado preocupada e pediu a um funcionário para abrir o quarto em que Carlos Castro estava instalado, tendo-o encontrado "numa poça de sangue". "Um quadro dantesco, Carlos tinha graves lesões na cabeça e foi castrado. Fico horrorizado só de pensar nisso", contou Luís Pires.

A polícia foi então chamada ao local, por volta das 19h00 (00h00 em Lisboa), tendo encontrado Carlos Castro inconsciente e com sinais de ter sido agredido na cabeça e sexualmente mutilado.

Segundo a estação de televisão nova-iorquina NY1, Carlos Castro foi declarado morto no local pelos paramédicos.

Segundo o 'New York Post', suspeita-se que as feridas na cabeça de Carlos Castro foram causadas por um computador portátil encontrado no quarto coberto de sangue.

Relatos de hóspedes irlandeses do hotel indicam que Carlos Castro e Renato Seabra discutiram violentamente na tarde de sexta-feira.

De acordo com o relato de Luís Pires, "Renato pôs-se em fuga, andou a vaguear pela cidade", mas acabou por ser detido poucas horas depois, próximo do local onde ocorreu o crime.

"PESSOA EXTREMAMENTE SIMPÁTICA, DE GRANDE DELICADEZA": MARIA BARROSO

Maria Barroso lembra uma pessoa que "tinha a preocupação que as mulheres fossem também lembradas e não fossem apenas ressaltados os papéis dos homens e isso foi muito interessante. Foi o que me fez aderir ao convite" para prefaciar o livro, a antiga Primeira Dama, referindo-se à obra 'As mulheres que marcaram a minha vida'.

"Ele foi sempre uma pessoa extremamente simpática comigo, de uma grande delicadeza e agora quando escreveu o último livro pediu-me para prefaciar o livro e para o apresentar e foi isso que fui fazer", acrescentou.


Nota da autora do blog MJC: o assassino tomou banho e vestiu um fato bom azul...apareceu uma hora e meia depois, pelo seu pé, num hospital do norte de Mannathan com os pulsos cortados...

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Anjo Branco




"Maningue nice"...o livro de José Rodrigues dos Santos, O Anjo Branco,não dá grandes abertas, sequer, para comer ou ir ao WC...quanto menos dormir. Lê-se num ápice, faz-nos querer mais do mesmo e reler para fazer, já, o filme nas nossas cabecinhas entontecidas de história da boa.
Parabéns, está ...está tão bom que queremos mais do mesmo...ou de outro com a mesma receita.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Gbabo confessa-se à euronews: não saio

Entrevista


EXCLUSIVO – Laurent Gbagbo defende recontagem dos votos
A Costa do Marfim está à beira da guerra civil. A ONU teme violências étnicas. Laurent Gbagbo não quer deixar o poder. Considera ter ganho as eleições presidenciais de Novembro, apoiando-se no veredicto do Conselho Constitucional.

A comunidade internacional contesta a legitimidade de Gbabo e considera que Alassane Ouattara é o novo presidente do país.
Em Abidjan para a euronews, Laurent Gbagbo aceitou explicar, em exclusivo, o braço de ferro que causou a crise no país e a apreensão no mundo. (Tradução Maria João Carvalho)

François Chignac, euronews – Há pouco mais de um mês, a Comissão Eleitoral independente anunciou que o seu adversário, Alassane Ouattara, ganhou as eleições presidenciais da Costa do Marfim. Alguns dias depois, o Conselho Constitucional legitimou a sua presidência. Hoje, a Costa do Marfim enfrenta uma das piores crises dos últimos tempos. Em que ponto estamos?

Laurent Gbagbo, presidente em exercício – O que é preciso compreender bem é que o resultado é ilegítimo, proclamado fora de prazo por alguém que não tinha o direito de o proclamar, é a isso que o Ocidente se agarra. O Conselho Constitucional deliberou e deu os resultados. É uma instituição reconhecida, proclamou eleito o novo presidente, que sou eu. Não querem sequer ouvir falar nisso. Sai do âmbito do direito, não é direito. É apenas a vontade dos poderosos de impôr outra pessoa. Não estou de acordo.

euronews:
A União Europeia contesta a sua legitimidade.

Laurent Gbagbo:
A União Europeia segue a França. Nas relações entre as grandes potências, cada um tem a sua zona de influência. E quando se trata de países francófonos da África negra, quando a França fala, todos os outros a seguem. A França interfere da pior maneira. Todas as resoluções feitas sobre a Costa do Marfim, na ONU, têm rascunho escrito pela França. É a França que escreve o esboço. Contestámo-lo várias vezes, mas somos um país pequeno. Não somos uma potência nuclear, não temos o direito de veto, nem sequer estamos no Conselho de segurança.

euronews:
O seu adversário, Alassane Ouattara, formou um governo, nomeou embaixadores que foram reconhecidos. O embaixador nomeado por Outtara em França foi reconhecido.

Laurent Gbagbo:
Mas a França está errada. Sou eu que digo: a França está errada.

euronews:
Passou 30 anos na oposição, Laurent Gbagbo. Tem uma longa carreira política. Nicolas Sarkozy dá-lhe um ultimato. Que responde ao chefe de Estado francês?

Laurent Gbagbo:
É inaceitável que um chefe de Estado, sob o pretexto de ser de um país mais poderoso do que outro, apresente um ultimato ao chefe de Estado de outro país. Não é possível.

euronews:
Os opositores dizem que o senhor não é um democrata, é um ditador, que fez um hold up eleitoral.

Laurent Gbagbo:
Quando …

euronews: que fez uma negação da democracia nas últimas semanas, que lhes responde?
Laurent Gbabo:
Que não estão bem colocados para falar sobre isso porque estão entricheirados no Hotel do Golfe (Ouattara e o governo). Estavam do lado do partido único, quando nós lutávamos pelo multipartidarismo. . Ouattara, Bédier (candidato na primeira volta)… queriam tanto matar o sistema multipartidário que estive na prisão durante o governo de Ouattara (que foi primeiro-ministro na década de 90).

euronews:
Laurent Gbagbo, estaria disposto a sacrificar-se pelos marfinenses para legitimar a visão de democracia.

Laurent Gbagbo:
Não é uma questão de sacrificar a Costa do Marfim, é uma questão mundial…

euronews:
Mas nós estamos no limite de tudo. A situação é tensa no país …

Laurent Gbagbo:
Esta não é a primeira vez que a a situação está tensa na Costa do Marfim.

euronews:
Não vai deixar o poder?

Laurent Gbagbo:
Oiça, eu fui eleito. Deve falar com aqueles que não foram eleitos.

euronews:
Se a comunidade internacional continuar a pressionar, nas próximas semanas, não vai deixar o poder?

Laurent Gbagbo:
Mas porque iriam continuar as pressões? É injusto.

euronews:
Há violência nas ruas. Se as atrocidades continuam, de ambas as partes, deixa o cargo?

Laurent Gbagbo:
Por quem? E há uma pergunta que quero fazer, e que as pessoas não costumam equacionar. Mesmo se já a seguir eu disser que deixo o poder, quem pode garantir que isso trará a paz? E que não vai provocar violências ainda maiores do que as que esperamos?

euronews:
E se a Comunidade Económica da África Ocidental intervir?

Laurent Gbagbo:
faria mal …

euronews:
e se os jovens marfinenses se opuserem aos militares da CEDEAO, abandonaria o poder?

Laurent Gbagbo:
Logo verei. E então anunciarei a decisão. Mas não está na agenda, por agora. O que importa agora é a discussão. Por isso discutimos. E pergunto porque é que as pessoas que pretendem ter ganho contra mim não querem voltar ao essencial e recontar os boletins de voto. Só peço isso. Que as pessoas venham para revermos as eleições.

euronews:
Então acusa os adversários de serem a fonte dos problemas na segunda volta das eleições.

Laurent Gbagbo:
Claro. Não é verdade que, nessas regiões, abusaram, violaram as mulheres que iam votar Gbagbo? É uma questão central.

euronews:
E quando o representante dos Direitos Humanos na ONU o estigmatiza e lhe aponta o dedo, o que responde?

Laurent Gbagbo:
É outro problema. É outro problema a que eu quero responder bem. Qual é o problema na Costa do Marfim? Ou seja, foram realizadas eleições. É preciso saber quem as ganhou. Esta é a fonte do problema. Eu digo que ganhei porque as instituições, que têm a responsabilidade de dizer quem ganhou, atribuiram-me a vitória. Os outros dizem outra coisa. Dizem outra coisa qualquer, mas sem base legal.
Então, como é habitual nestes casos, não têm argumentos sobre o fundo da questão, ou seja, quem ganhou as eleições e invocam os direitos do homem.
Em 2000, quando fui eleito, foi igual. Inventaram as valas comuns e culparam-me de mortes inexistentes. Pedi uma investigação judicial e houve um processo. Os polícias acusados foram absolvidos.

euronews:
As forças da ONU são imparciais na Costa do Marfim?

Laurent Gbagbo:
Já não são imparciais.

euronews:
Desde quando?

Laurent Gbagbo:
Desde as últimas eleições. Porque nós considerávamo-la uma força imparcial, digamos em 2003/2004. Mas, desde o momento que o líder …

euronews:
Que o coloca directamente em causa …

Laurent Gbagbo:
Que eu coloco directamente em causa. Acho que as pessoas da ONU devem ser mais sábias.
Sabem muito bem que os responsabilizamos pela escalada da tensão, sabem muito bem que o Governo da Costa do Marfim pediu para partirem. Disse às pessoas para não os apressarem, pedimos a saída diplomaticamente e é diplomaticamente que a vamos obter. Mas é preciso que sejam mais sábios. Quando as pessoas que vêm do exterior se querem impor por serem mais fortes, o resultado é este.

euronews:
Então, a Costa do Marfim e Laurent Gbagbo são vítimas do exterior?

Laurent Gbagbo:
Disse, no início da minha campanha, que a população tinha a escolha entre um candidato para a Costa do Marfim e um candidato para o estrangeiro. É isso. Parece carricatural, mas é realidade.

euronews:
Vamos ter de passar por um banho de sangue?

Laurent Gbagbo:
Eu não quero, estou a tentar evitar que aconteça.

euronews:
Mas não pode evitá-la?

Laurent Gbagbo:
Não acredito, de todo, que haja guerra civil. Mas, obviamente, se as pressões continuarem, acabam por nos empurrar para o confronto.

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sábado, 1 de janeiro de 2011

Estrelinhas e luz em 2011

A estrela de José Prata como centro de mesa....um must. Começar bem 2011 com esta estrela como ponto de partida para algo novo cheio de brilho e luz...boas energias.