"The sound of the music", banda original, depois de ter feito três presépios em diferentes salões da casa, comove-me às lágrimas. Canto e lembro o início desta paixão com a ópera "Jesus Christ Superstar" no Gil Vicente de Coimbra, 1975. Eu só celebrava a independência de Angola, em Novembro de 75, 76 e 77. As outras manif's vieram por acréscimo...tudo pelas minhas amigas que viam, com poesia, o que a família lhes transmitia por sonho via postal.
O meu pai, "conservador e democrata" (preso em Caxias) numa rigidez educativa que só visto, disse logo: se queres a música a porta está aberta...talvez para me proteger.
Assim dou por mim, quase com meio século de vida, a reproduzir Julie Andrews em The Sound of Music....todas as faixas...eh...eh...e a saber as letras todas, tudo...estranho ou absolutamente normal? E o que é normal, nestes dias de desaprumo de estrelas?
Beijos a todos. De luz no coração.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
As crateras da estrada de Paúl/Arzila, Portugal
Não, não são pegadas de dinossauro...são crateras que se têm de passar a 10 km/hora e a gastar dois litros de gasóleo para não partir uma suspensão ou um eixo... a estrada devia estar absolutamente interdita ao tráfego - assim como interditos deviam estar alguns responsáveis por este tipo de danos à imagem do meu país. Porque já são exagerados os remendos de alcatrão em todas as vias nacionais e municipais depois de obras de empresas públicas e privadas de gás, cabo,fibra óptica.
Mas estas crateras às portas de Montemor-o-Velho são absolutamente inaceitáveis.
Apreciem aqui e evitem este troço da falta de senso comum.



Mas estas crateras às portas de Montemor-o-Velho são absolutamente inaceitáveis.
Apreciem aqui e evitem este troço da falta de senso comum.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Natal: os presépios da Família Vellut
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Imagem Peacebomb
UE e Estados Unidos sabiam da vida dupla de Thaçi
(para a euronews)
Hashim Thaçi só vai ter 24 horas para saborear a vitória do PDK nas primeiras eleições legislativas desde a independência do Kosovo, proclamada em 2008.
Segundo o relatório do Conselho da Europa, o primeiro-ministro kosovar é um chefe mafioso, o que dá a entender que a União Europeia e os Estados Unidos privilegiaram a estabilidade e não a justiça, durante uma década.
As alegações contra Thaçi remontam a crimes do pós-guerra, de 1999, quando a NATO passou a controlar a antiga província sérvia.
Hashim Thaçi nasceu na região de Dranica, estudou na Suíça e tornou-se a seguir num dos comandantes do UCK, exército de libertação do Kosovo, que apareceu em 1997.
Esteve nas negociações fracassadas com a Sérvia, em Rambouillet, France, no princípio de 1999. Sem acordo entre as partes, acabaram por dar origem à intervenção da NATO no Kosovo e aos bombardeamentos na Sérvia.
O relatório do tempo da guerra retratava Thaçi como um chefe mafioso à frente de um grupo envolvido em assassínios, tráfico de orgãos e de drogas. No fim da guerra Thaci formou o Partido Democrata do Kosovo (PDK), em que a maioria dos membros transitou do UCK.
A primeira pessoa a denunciar o alegado envolvimento de Thaçi no tráfico de orgãos foi Carla Del Ponte. Em 2008, a antiga procuradora do TPI para a ex-Jugoslávia publicou no livro "La Caccia" (A Caça) que, depois da guerra, o UCK raptou 300 sérvios do Kosovo e transportou-os para a aldeia de Gurre, na Albânia.
Nesta casa terão sido tirados os orgãos antes da execução dos prisioneiros. Os orgãos iam depois para o estrangeiro pelo aeroporto de Rinas.
A Human Rights Watch enviou uma carta ao primeiro-ministro Thaçi, em 2008, a solicitar-lhe a abetura de um inquérito, devido à gravidade dos factos denunciados por Carla Del Ponte.
A ministra da Justiça, Nekuibe Kelmendi, rejeitou as alegações, e afirmou que eram "fabricadas".
Hashim Thaçi só vai ter 24 horas para saborear a vitória do PDK nas primeiras eleições legislativas desde a independência do Kosovo, proclamada em 2008.
Segundo o relatório do Conselho da Europa, o primeiro-ministro kosovar é um chefe mafioso, o que dá a entender que a União Europeia e os Estados Unidos privilegiaram a estabilidade e não a justiça, durante uma década.
As alegações contra Thaçi remontam a crimes do pós-guerra, de 1999, quando a NATO passou a controlar a antiga província sérvia.
Hashim Thaçi nasceu na região de Dranica, estudou na Suíça e tornou-se a seguir num dos comandantes do UCK, exército de libertação do Kosovo, que apareceu em 1997.
Esteve nas negociações fracassadas com a Sérvia, em Rambouillet, France, no princípio de 1999. Sem acordo entre as partes, acabaram por dar origem à intervenção da NATO no Kosovo e aos bombardeamentos na Sérvia.
O relatório do tempo da guerra retratava Thaçi como um chefe mafioso à frente de um grupo envolvido em assassínios, tráfico de orgãos e de drogas. No fim da guerra Thaci formou o Partido Democrata do Kosovo (PDK), em que a maioria dos membros transitou do UCK.
A primeira pessoa a denunciar o alegado envolvimento de Thaçi no tráfico de orgãos foi Carla Del Ponte. Em 2008, a antiga procuradora do TPI para a ex-Jugoslávia publicou no livro "La Caccia" (A Caça) que, depois da guerra, o UCK raptou 300 sérvios do Kosovo e transportou-os para a aldeia de Gurre, na Albânia.
Nesta casa terão sido tirados os orgãos antes da execução dos prisioneiros. Os orgãos iam depois para o estrangeiro pelo aeroporto de Rinas.
A Human Rights Watch enviou uma carta ao primeiro-ministro Thaçi, em 2008, a solicitar-lhe a abetura de um inquérito, devido à gravidade dos factos denunciados por Carla Del Ponte.
A ministra da Justiça, Nekuibe Kelmendi, rejeitou as alegações, e afirmou que eram "fabricadas".
Editoria:
Clima e política,
mundo
Morreu Carlos Pinto Coelho

Estou muito triste mesmo. Carlos Pinto Coelho era um homem que, desde sempre desinteressadamente, defendeu a cultura do país. E fazia belas fotos. E era gentil como um doce. sniff
Morreu durante uma cirurgia cardíaca aos 66 anos de idade. A sua mais recente entrevista foi há dois dias, à RTPN.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Khodorkovsky: sentença adiada

Era para se saber, hoje, algo mais sobre o destino de Khodorkovsky, mas o Tribunal de Moscovo afixou um papel, sem qualquer explicação, a anunciar o adiamento da sentença para dia 27. Talvez na esperança que a opinião pública se apazigue. Pela minha parte, cá estarei, dois dias depois do Natal, a lembrar o processo...
O multimilionário mais rico do país, recusou o exílio, aos 39 anos. Por issso, de repente, viu-se a braços com seis acusações gravíssimas que ele estava convicto de poder resolver. Mas quando o processo estava quase no fim, em 2005, os Media irtonizavam em toda a Rússia: M. Khodorkovsky foi condenado a escutar o veredicto de pena perpétua. O homem ficou sozinho face â máquina de Estado aliás, os russos estão convencidos que o processo é teleguiado pelo Kremlin.
O "Kommersant-Vlast de Moscovo escrevia, no início do mês, sobre o assunto:
"(...) considerando que o objectivo principal dos juízes do caso Iukos era simplesmente reeducar Khodorkovsky, ou seja, levá-lo a arrepender-se e aceitar viver segundo as normas da Rússia contemporânea: ama o teu senhor e mestre, não pronuncies o seu nome em vão, não invejes a sua casa e o seu escravo, nem o seu gado. Se adoptarmos este ponto de vista, o poder fez prova de uma paciência angélica (....). Não somente não se resolveu a isso como começou a dar entrevistas e a escrever artigos onde não clamava o amor por Putin, pelo contrário".
Relembrando o caso:
Há sete anos que Mikhaïl Khodorkovsky está preso, apesar de todos os protestos das associações de defesa dos direitos humanos na Rússia.
O caso é flagrantemente político, produto de um braço de ferro entre o milionário do petróleo e Vladimir Putin.
O segundo processo foi aberto em Março de 2009.
Mas, antes, já tinha sido condenado a nove anos de campo de trabalho na Sibéria com o associado, Platon Lebedev, por fraude e evasão fiscal.
Na altura, Khodorkovski beneficiava da política de abertura de Ieltsin, de quem foi conselheiro.
Em 1987, com fundos do Partido Comunista, tinha criado a primeira empresa de vendas de matérias-primas, que no ano seguinte se transformou no banco Menatep.
Em 1995, com as privatizações comprou ao Estado, a Yukos, uma grande companhia petrolífera. Na altura custou 150 milhões de dólares mas oito meses depois foi avaliada em 6,2 mil milhões de dólares.
A partir de 1999 começou a contratar no Ocidente os directores e chefes para a Yukos directores no Ocidente, assim como pessoal para ocupar outros cargos de chefia.
Em Setembro de 2003 adquiriu os direitos de publicação do conceituado jornal Moskovskiye Novosti.
A 3 de Outubro desse mesmo ano, após várias tentativas falhadas devido à intervenção do Kremlin, foi concretizada a fusão da Yukos com a companhia Sibneft, criando a maior empresa petrolífera do país e a quarta maior do mundo.
Os problemas surgiram depois de ajudar financeiramente os partidos da oposição e quando já se adivinhavam algumas ambições pessoais .
Platon Lebedev e Mikhail Khodorkovsky foram detidos com alguns meses de intervalo, em 2003, depois de uma amarga troca de palavras numa reunião em que o então presidente Putin mostrou claramente ter intenção de interferir nos negócios do grupo.
A Iukos produzia, na época 20 por cento do petróleo na Rússia, ou seja, 2% da produço mundial.
Em 2004 as Finanças começaram por exigir três mil milhões de dólares de impostos por pagar, chegaram a 27 mil milhões de dólares e depois, por falta de pagamento, arrestou os bens da empresa e procedeu à liquidação.
Agora, tudo indica que, se Khodorkovsky não quiser entrar no "bom caminho" depois da possibilidade de expiar "os seus pecados" lá para 2017, perante a possibilidade de liberdade condicional, decerto um terceiro processo Khodorkovsky será lançado, aí sem apelo nem agravo.
Editoria:
Clima e política,
Khodorkovsky,
sociedade
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
O meu presépio
e a árvore que a Nathalie me trouxe...com uma vela de chocolate para criar ambiente de Natal enquanto a decoro...eh...eh...
Editoria:
Jesus dos Andes,
Natal microparaíso
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Os cavalos da Irlanda
Entristeceu-me muito o abandono dos cavalos particulares na Irlanda. Cavalos de gente sem escrúpulos, subitamente endinheirada, que fazia fotos-família com os cavalos para mostrar que também possuia animais puro sangue.
Agora, como nem os 300 euros têm para o abate, para lhes retirarem o chip ou porque nunca os registaram e documentaram, abandonam os animais na neve, onde, cada vez menos, encontram erva com nutrientes. Quem pode ajudar 20 mil animais inteligentes e abandonados? O matadouro já "processou" 3000.
O ideal seria recolhê.los em estábulos patrocinados por associações e também pelo governo. E, claro, proceder ao inquérito judicial que faça os responsáveis pagar por este abandono e maus tratos.
Agora, como nem os 300 euros têm para o abate, para lhes retirarem o chip ou porque nunca os registaram e documentaram, abandonam os animais na neve, onde, cada vez menos, encontram erva com nutrientes. Quem pode ajudar 20 mil animais inteligentes e abandonados? O matadouro já "processou" 3000.
O ideal seria recolhê.los em estábulos patrocinados por associações e também pelo governo. E, claro, proceder ao inquérito judicial que faça os responsáveis pagar por este abandono e maus tratos.
Editoria:
crise,
Filme da minha vida,
sociedade e economia
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