O meu amor
é o sangue que reparti
em veias de braços
que acabaram por se perder.
Mas a guerra não foi essa...
foi pensar apenas
que sabia viver.
sábado, 7 de agosto de 2010
Fogo
O fogo
centrifugou-me a liberdade
pasei a ser um logro de algas
tão secas
quanto emaranhadas
um mosto
um sumo de algo
sem ser nada
um eminente desejo
revolucionário e sanguíneo
um gosto espúrio
impuro
a trovoada
........................MJC
centrifugou-me a liberdade
pasei a ser um logro de algas
tão secas
quanto emaranhadas
um mosto
um sumo de algo
sem ser nada
um eminente desejo
revolucionário e sanguíneo
um gosto espúrio
impuro
a trovoada
........................MJC
Vergonha do Mundo
.

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As potências nucleares colocam o mundo em perigo por tanto terem desdenhado o aquecimento global e a protecção das populações contra as calamidades públicas.
A Rússia está a arrazar a vegetação em torno das bases nucleares;
.

.
O Paquistão (também nuclear)continua entregue a si mesmo, com umas ajudas aéreas da ONU e dos radicais islamitas próximos da Al Qaeda, que se aproveitaram da completa incapacidade do governo.
.
Vá lá, peguem nas malas Armani e Gucci e vão para Bona discutir esta treta a par do clima. Que é grande, apesar de aí andar um parvo emergente, o Lula, a dizer disparates como os que vai suspender o apedrejamento da jovem viúva iraniana que não podia ter-se apaixonado .
Já se lhe conhecia o total alheamento pela Amazónia. Agora deu um passo em frente no abismo.
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As potências nucleares colocam o mundo em perigo por tanto terem desdenhado o aquecimento global e a protecção das populações contra as calamidades públicas.
A Rússia está a arrazar a vegetação em torno das bases nucleares;
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O Paquistão (também nuclear)continua entregue a si mesmo, com umas ajudas aéreas da ONU e dos radicais islamitas próximos da Al Qaeda, que se aproveitaram da completa incapacidade do governo.
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Vá lá, peguem nas malas Armani e Gucci e vão para Bona discutir esta treta a par do clima. Que é grande, apesar de aí andar um parvo emergente, o Lula, a dizer disparates como os que vai suspender o apedrejamento da jovem viúva iraniana que não podia ter-se apaixonado .
Já se lhe conhecia o total alheamento pela Amazónia. Agora deu um passo em frente no abismo.
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Editoria:
Clima e política
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Mitzie Gaia - a caçadora
Esta gata que me adoptou é uma sobrevivente. Não gostou do nome carinhoso e alemão Mitzie (gentil senhora....) quando juntei Gaia, pareceu gostar: responde com um miar baixito, estica a cabeça para uma festita e desaparece aos saltos para caçar mais qualquer bicho no jardim. Já me trouxe a pata de um coelho...um horror que não reproduzo aqui em foto...e como já não deixa crescer os pobres ratinhos, o úlltimo que matou era apenas uma diversão pequenina...
Ao menos honra a espécie. Mas não sei como encarar a coisa se ela começa a caçar os pássaros. Já tenta, mas eles têm-se escapado com destreza....

Ao menos honra a espécie. Mas não sei como encarar a coisa se ela começa a caçar os pássaros. Já tenta, mas eles têm-se escapado com destreza....
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Heraclito para a vigília
Lógica de Heraclito, que assenta no contrário e no oposto: "O que é em nós é sempre um e o mesmo: vida e morte, vigília e sonho,juventude e velhice, porque a passagem de estado é recíproca".
O exemplo inspirou Sócrates na sua abordagem ao argumento da imortalidade da Alma e aos progressos para um dos contrários.
Leiam e releiam a descrição de Fédon a Platão dos últimos diálogos da Alma, a lógica de Sócrates antes de beber a cicuta. Se realmente a aprofundarem e sentirem em vós, a seguir, e tocarem outros seres, afectam as pessoas de outro modo.
No mínimo, seremos mais a compreender a razão dos Justos.
O exemplo inspirou Sócrates na sua abordagem ao argumento da imortalidade da Alma e aos progressos para um dos contrários.
Leiam e releiam a descrição de Fédon a Platão dos últimos diálogos da Alma, a lógica de Sócrates antes de beber a cicuta. Se realmente a aprofundarem e sentirem em vós, a seguir, e tocarem outros seres, afectam as pessoas de outro modo.
No mínimo, seremos mais a compreender a razão dos Justos.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Benvindos ao Inferno
A inspiração do fumo, que torna rarefeito o ar de Moscovo, equivale a fumar um maço de 20 cigarros a cada duas horas. Imaginem os pacientes de efisema..
O meu camarada russo, Sascha. vai para lá no domingo e só volta no dia 22-Protecção aos seus pulmões, é o que desejo...
O meu camarada russo, Sascha. vai para lá no domingo e só volta no dia 22-Protecção aos seus pulmões, é o que desejo...
Nobreza de sangue
Fui assistir à "Noite do Rei" de Shaskespeare no Castelo de Montmelat. Mas os melhores, entre os presentes, eram estes dois príncipes índios acabados de adoptar por uma extremosa francesa, tão tranquila, tão zen, que eu acabei por observá-los mais do que aos fabulosos actores, apesar de os ir seguindo. Um dos gémeos, vencendo o frio, não perdeu pitada. O outro, meteu-se debaixo da manta índia da mãe de adopção e gozou o fofo lugar, recém ganho com tanto sonho.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Planeta menos Azul
Os telejornais de hoje foram deprimentes, porque a realidade é deprimente.
O que se passa no Paquistão, com três milhões de desalojados por causa das inundações, e os incêndios que devastam a Rússia, mostram o quão a humanidade desleixa o Planeta Azul. A seguir à notícia do impacto das mudanças climáticas no Paquistão, tivémos de dar a notícia dos conflitos em Karachi.
Não tem havido muitos justos à frente de Estados-potências. A aliança Putin-Medvedev originou, há dois dias, a demissão da assessora para os direitos humanos (nomeada por Putin em 2002) "por alegado desajustamento entre a promoção teórica de um Estado liberal e a realidade.
Quem assiste ao desfilar de vaidades dos oligarcas russos e acompanhantes na Praça Vendome, Paris, e nas melhores casas das melhores marcas... à compra desenfreada de propriedades míticas no sul de França e de Itália... não pode deixar de engulir em seco quando ouve as queixas da população russa do interior: "nem estradas, nem água nas torneiras, nem bombeiros, nem guardas florestais"- o governo federal acabou com os guardas federais.
Por uma questão de enquadramento: em 1926, o recorde da temperatura negativa no Inverno, na Sibéria (em Oymyakon ou Oimekon, no Leste, na República de Sakha, com 1000 habitantes), foi de - 71ª C.
No ano passado, também no Inverno, na mesma localidade, a temperatura foi -56ºC.
Mas no Inverno de 2009 a temperatura negativa não baixou de - 33º.
Assim, não é de admirar que as temperaturas de verão atinjam o calor recorde de 37/38º positivos e deixem os russo à beira de um estado de nervos.
E o Kremlin atreveu-se a desdenhar os ecologistas sobre as mudanças climáticas?
É bem...vamos continuar a vender património e diamantes aos patos bravos russos e meter os Khodorkovski's em celas siberianas e as Politkovskaïa's em campas razas. Desde que Moscovo continue a prometer fontes energéticas à Europa, os europeus vão fechando os olhos a tanta falta de liberdade, fraternidade e igualdade.
Sinceramente, os paquistaneses e os russos precisam de verdadeira solidariedade.
O que se passa no Paquistão, com três milhões de desalojados por causa das inundações, e os incêndios que devastam a Rússia, mostram o quão a humanidade desleixa o Planeta Azul. A seguir à notícia do impacto das mudanças climáticas no Paquistão, tivémos de dar a notícia dos conflitos em Karachi.
Não tem havido muitos justos à frente de Estados-potências. A aliança Putin-Medvedev originou, há dois dias, a demissão da assessora para os direitos humanos (nomeada por Putin em 2002) "por alegado desajustamento entre a promoção teórica de um Estado liberal e a realidade.
Quem assiste ao desfilar de vaidades dos oligarcas russos e acompanhantes na Praça Vendome, Paris, e nas melhores casas das melhores marcas... à compra desenfreada de propriedades míticas no sul de França e de Itália... não pode deixar de engulir em seco quando ouve as queixas da população russa do interior: "nem estradas, nem água nas torneiras, nem bombeiros, nem guardas florestais"- o governo federal acabou com os guardas federais.
Por uma questão de enquadramento: em 1926, o recorde da temperatura negativa no Inverno, na Sibéria (em Oymyakon ou Oimekon, no Leste, na República de Sakha, com 1000 habitantes), foi de - 71ª C.
No ano passado, também no Inverno, na mesma localidade, a temperatura foi -56ºC.
Mas no Inverno de 2009 a temperatura negativa não baixou de - 33º.
Assim, não é de admirar que as temperaturas de verão atinjam o calor recorde de 37/38º positivos e deixem os russo à beira de um estado de nervos.
E o Kremlin atreveu-se a desdenhar os ecologistas sobre as mudanças climáticas?
É bem...vamos continuar a vender património e diamantes aos patos bravos russos e meter os Khodorkovski's em celas siberianas e as Politkovskaïa's em campas razas. Desde que Moscovo continue a prometer fontes energéticas à Europa, os europeus vão fechando os olhos a tanta falta de liberdade, fraternidade e igualdade.
Sinceramente, os paquistaneses e os russos precisam de verdadeira solidariedade.
Editoria:
Clima e política
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Heróis sem Tempo - Mário Bettencourt Resendes
O jornalista Mário Bettencourt Resendes era também um comentador. Homenageio-o lembrando que Stéphane Taponier e Hervé Ghesquière são reféns dos talibãs há 216 dias. Foram raptados no dia 29 de Dezembro, assim como os seus três camaradas de trabalho afegãos.
Faziam uma reportagem para a France 3, para o programa "Pièces à conviction".
Assim, este post, para honrar a memória de Bettencourt Resendes, honra também todos os que sacrificam tudo em prol da liberdade de informação e da informação tout court assim como os que promovem a liberdade nos Media.
Graças a chefes de redacção e directores como Mário Bettencourt Resendes, pude (decerto como outros jornalistas no país e no mundo) partir para a guerra sem quaisquer outras credenciais que o lirismo, a utopia e uma vontade de ferro.
Mário Rettencourt Resendes não só acreditou em mim, na altura, uma miúda em termos profissionais, como montou uma operação com outros jornalistas em Belgrado e em Paris para cobrir a insensatez do Conflito nos Balcãs. Eu era uma outsider.
Não duvidou em dar-me manchetes e centrais do DN, que partilhei com jornalistas credenciados que, ainda hoje, não sabem a que ponto os admiro.
Sublinho: não vinha de lado nenhum, exceptuando uma rádio não homologada, vulgo pirata (com óptima direcção de um grande jornalista), o CENJOR (grande Marquês de Almeida) , a Radiogeste (querido Henrique Garcia) e Lusa.
Mas o Mário Bettencourt Resendes (DN) e o Jorge Morais (do saudoso Tal e Qual) fizeram as credenciais e carimbaram-nas para que eu passasse os check points.
Eles, simplesmente, assinaram por baixo e publicitaram, tão positivamente que é impossível descrever, a aposta numa jovem jornalista que queria decifrar o ilogismo da guerra.
A loucura dos guerreiros continua indecifrável, mas os jornalistas continuam a fazer a ponte entre os abusos silenciados aos povos e a consciencialização dos membros da comunidade internacional em organizações ou Estados com algum poder.

Mário Bettencourt Resendes tinha apenas 58 anos de idade, mas travou muitas batalhas e foi um vencedor por natureza. Tranquilamente, lá deve estar sentado numa núvem a sorrir como um menino "corisco mal-amanhado lá da ilha dos japoneses".
A Naná (Natália Correia) lá há-de estar a arrancar-lhe as asas... Bem Hajam os Poetas e os Jornalistas...
Faziam uma reportagem para a France 3, para o programa "Pièces à conviction".
Assim, este post, para honrar a memória de Bettencourt Resendes, honra também todos os que sacrificam tudo em prol da liberdade de informação e da informação tout court assim como os que promovem a liberdade nos Media.
Graças a chefes de redacção e directores como Mário Bettencourt Resendes, pude (decerto como outros jornalistas no país e no mundo) partir para a guerra sem quaisquer outras credenciais que o lirismo, a utopia e uma vontade de ferro.
Mário Rettencourt Resendes não só acreditou em mim, na altura, uma miúda em termos profissionais, como montou uma operação com outros jornalistas em Belgrado e em Paris para cobrir a insensatez do Conflito nos Balcãs. Eu era uma outsider.
Não duvidou em dar-me manchetes e centrais do DN, que partilhei com jornalistas credenciados que, ainda hoje, não sabem a que ponto os admiro.
Sublinho: não vinha de lado nenhum, exceptuando uma rádio não homologada, vulgo pirata (com óptima direcção de um grande jornalista), o CENJOR (grande Marquês de Almeida) , a Radiogeste (querido Henrique Garcia) e Lusa.
Mas o Mário Bettencourt Resendes (DN) e o Jorge Morais (do saudoso Tal e Qual) fizeram as credenciais e carimbaram-nas para que eu passasse os check points.
Eles, simplesmente, assinaram por baixo e publicitaram, tão positivamente que é impossível descrever, a aposta numa jovem jornalista que queria decifrar o ilogismo da guerra.
A loucura dos guerreiros continua indecifrável, mas os jornalistas continuam a fazer a ponte entre os abusos silenciados aos povos e a consciencialização dos membros da comunidade internacional em organizações ou Estados com algum poder.

Mário Bettencourt Resendes tinha apenas 58 anos de idade, mas travou muitas batalhas e foi um vencedor por natureza. Tranquilamente, lá deve estar sentado numa núvem a sorrir como um menino "corisco mal-amanhado lá da ilha dos japoneses".
A Naná (Natália Correia) lá há-de estar a arrancar-lhe as asas... Bem Hajam os Poetas e os Jornalistas...
Editoria:
Heróis sem tempo
sexta-feira, 30 de julho de 2010
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