A nossa Figueira
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Heróis sem Tempo - Michael Reichmann
Michael REICHMANN era para ter vindo trabalhar às 9, como fazia nos últimos quatro anos. A família telefonou de Bruxelas para a Euronews a anunciar oficilamente a morte por paragem cardíaca.... no hotel em que ficam os jornalistas "pigistes" (colaboradores independentes) que trabalham connosco, em Lyon. Antes, quando viram que ele não chegava para trabalhar, procuraram-no.
Tinha os olhos mais azuis e galanteadores da redacção...era a gentileza em pessoa. Mas "engulia o stress" para manter o sorriso.
É o segundo jornalista da equipa alemã a morrer naquele hotel, do mesmo modo, antes de vir trabalhar. A Rosie, da minha equipa, também alemã, é uma sobrevivente que já tem três cateteres no coração.
Tinha os olhos mais azuis e galanteadores da redacção...era a gentileza em pessoa. Mas "engulia o stress" para manter o sorriso.
É o segundo jornalista da equipa alemã a morrer naquele hotel, do mesmo modo, antes de vir trabalhar. A Rosie, da minha equipa, também alemã, é uma sobrevivente que já tem três cateteres no coração.
Editoria:
Heróis sem tempo
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Album - Figueira

A Casa Museu da Presidência,à esquerda,espectacularmente representada pelo director Óscar Casaleiro, entrevistado pela monárquica jornalista, à direita.
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A total partilha entre amigas, Anabela Vaz e MJC, que são camaradas de trabalho para além da morte.

O meu jovem camarada bloguista (atrevo-me porque sou admiradora), o grande Melo Bicaia. Grande advogado e político republicano, Colega do meu pai e meu camarada de princípios. Ele que me desculpe a máxima sobre colegas...

Um casal lindo, pais de Carlos Manuel, Rosário e João Paulo, filhos gestores e engenheiros verdadeiros e arquitectos -Carlos Alberto e Teresa são a imagem dos meus tios de adopção na escadaria do palácio Sotto Maior.

E aqui estou eu, sorridente e feliz, com o meu amigo e super-profissional, Raul Cardoso.
sombra marítima
indecência e desprimor
no gesto que se eterniza
para além de hoje.
um segundo que
cai com a caliça da parede
e o meu mar foge.
no gesto que se eterniza
para além de hoje.
um segundo que
cai com a caliça da parede
e o meu mar foge.
terça-feira, 27 de julho de 2010
A cascata e o vulcão da Patricia - Açores

Hoje és tu o Mundo
beleza entre pétalas
lagoas vulcânicas do Fogo e nenhures
que vêm do fundo da Terra.
Hoje és a amada princesa que tudo diz a essas idiotas utentes que gritam alto.
Vá...continua e sussurra a dizer:
"oantas louvores e beijam-te os pés com a lavanda que te trazem..."
És a Rainha Negra, a Branca, a Máxima, a Pintora espectacular que vai regressar à arte, como um castor que necessita roer e criar o seu pé de escultura. Até já querida irmã feiticeira dos rumos difíceis e destinos fortes, dos momentos frágeis e das realizações benditas.
Beijos.

A cascata da minha irmã Patricia de Medeiros em que me apetece mergulhar...e o vulcão em que me apetece apetecer.

Não é a melhor promotora da própria arte no seu tempo....mas é a mais bela.


....
Editoria:
Arte,
Patricia de Medeiros,
Tuxa
hara kiri dos inimigos de trazer por casa
devíamos puxar o indizível pelos cabelos
e verificar se o bloqueio dos olhos,
assim como a pele
também gela a luz
devíamos puxar tanto
que a íris descosesse a simplicidade sem temor
- quase mesmo até ao horror
devíamos puxar os cabelos dos nossos inimigos
e já não puxamos...
nem com a moca batemos....
e verificar se o bloqueio dos olhos,
assim como a pele
também gela a luz
devíamos puxar tanto
que a íris descosesse a simplicidade sem temor
- quase mesmo até ao horror
devíamos puxar os cabelos dos nossos inimigos
e já não puxamos...
nem com a moca batemos....
o da gralha
o inadiável sentido
despercebe-se
dos imediatos
como se a poeira
fosse invisível na luz.
Que falta de jeito
temos para amar
despercebe-se
dos imediatos
como se a poeira
fosse invisível na luz.
Que falta de jeito
temos para amar
domingo, 25 de julho de 2010
Directora da Utopia da Biblioteca de Alexandria

Hipatia (astrónoma, matemática e filósofa do século III d.C.) Uma das maiores matemáticas, directora da Biblioteca de Alexandria, que por não se ter ajoelhado perante a nova ordem dos cristãos, foi assassinada durante a consolidação do poder deste grupo de fanáticos da altura.
Ela foi o simbolo da Liberdade e do livre pensamento da Biblioteca de Alexandria, no Egipto, até à sua destruição. Era uma mulher linda, astuta em Matemática e Mestre em Astrofísica.
Os cristãos, que se aproveitaram da queda do Império Romano e das fragilidades políticas para perseguir os livres pensadores e os judeus, provocaram, primeiro, a destruição da Biblioteca e a morte do Filósofo Theon, seu pai, depois a queda de todos os símbolos pagãos e seguidores de religiões não monotaístas, perseguiram até ao exílio os judeus . assassinando a maioria e,por fim, mataram o símbolo da liberdade, que era feminino: Mestre Hipatia.
Diz a Wikipédia:
Em 391 d.C., durante o reinado do imperador Teodósio, a Biblioteca foi completamente destruída, juntamente com um enorme templo, Serápis, pelo bispo Teófilo que mais tarde foi canonizado. Segundo o próprio, "Só não consegui arrancar as fundações porque estas eram demasiado pesadas". Com a destruição deste grande centro de conhecimento a Humanidade passou de ter uma mentalidade de tolerância muito semelhante à actual, para regressar à Idade do Bronze (em termos de conhecimento e moralidade, claro), ficando mergulhada na Idade das Trevas durante os 1000 anos seguintes.
A lista dos grandes pensadores que frequentaram a biblioteca e o museu de Alexandria inclui nomes de grandes gênios do passado. Importantes obras sobre geometria, trigonometria e astronomia, bem como sobre idiomas, literatura e medicina, são creditados a eruditos de Alexandria. Segundo a tradição, foi ali que 72 eruditos judeus traduziram as Escrituras Hebraicas para o grego, produzindo assim a famosa Septuaginta.
Está tudo muito bem contado no filme Agora, uma coprodução do ministério da Cultura de Espanha, Telecinco e outros. A produção, parece-me, é norte-americana. Esta é uma info que vou confirmar, claro....
O filme é romântico - no fim - como os injustiçados gostam: um escravo libertado e em tempos idos apaixonado em silêncio, desfere a morte menos assassina, antes da delapidação decidida pelos carrasco: um longo abraço para uma longa asfixia.
Mas é longo como tudo, esse abraço que visa prender o ar e vedar a vida.
Como não gosto de obscurantismos, fiz pesquisa. Aconselho o mesmo, Mas não vou dar os links aqui...compreendam. É toda a História Judaica-Cristã, para o mal e para o bem.
Estive presente na destruição da biblioteca milenar de Sarajevo. Queimaram-na à minha frente. Eu noticiei. Mas houve um violoncelista que passou a tocar diariamente em memória desta cultura, para não se perder. E eu ia noticiando. É o meu trabalho, né?
Editoria:
História das Religiões
sexta-feira, 23 de julho de 2010
estado de alma - poema das 20:00 h
quinta-feira, 22 de julho de 2010
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