sábado, 3 de abril de 2010

Bom Jazz na Figueira


O primeiro espectáculo a que assisti, no sábado em que cheguei, foi o de Stacey Kent. Não foi uma jazzy qualquer...foi uma cantora super-inteligente, contida na vocalização, silenciando mesmo as admirações e espantos com que nos brindou no seu diálogo em português verdadeiro, que aprendeu em sete semanas em que lhe interditaram qualquer palavra ou frase na própria língua.
O jazz é bom. O jazz é cool, o jazz é criativo e ajuda a criar.Caí aqui no paraíso, ao centro de Portugal, frente à praia no meu escritório com janelas abertas para o jardim de palmeiras. Stacey refrescou Jobim, Toquinho, João Gilbertop e Veloso. Bem hajas, Mundo, que me mimas assim. Hello, Stacey!

domingo, 28 de março de 2010

Ainda sobre as greves

Na edição de ontem, o Expresso chega à conclusão que Portugal é o país da Europa onde há mais greves. Errou. Em França uma greve pode chamar-se movimento social e durar duas horas por dia ao início e fim dos turnos, durante mais de uma semana, depois do aviso prévio de um só dia, e chama-se movimento social...eh...eh... É um fenómeno que tem mais incidência na altura dos feriados e fins de semana, férias da neve(Fevereiro), e todas as férias do ano: Páscoa, Natal, Todos-os-Santos, etc...

terça-feira, 23 de março de 2010

Direito à indignação

As greves estão tão banalizadas em França que já não há avisos ou panfletos com o anúncio. Hoje, frente à persiana fechada sobre a porta da Segurança Social estava um papel afixado que rezava o seguinte: "em virtude de um movimento social o serviço encontra-se fechado hoje".

O que pode querer dizer que continua pela semana toda, ou que pode ser utilizado noutros dias de greve e que quer dizer, de certeza, que não há nenhum respeito por quem necessita de recorrer à Segurança Social.

Quanto às greves de autocarros, metro e comboios, são tão frequentes que é melhor telefonar uma hora antes de viajar...não vá o diabo tecê-las. Isto não tem nada a ver com Sarkozy. É assim e pronto. Por exemplo, porque os ferroviários não querem perder o susbsídio de risco dos comboios a vapor - que já não existem desde os anos 30, nem as férias e tratamentos médicos da família inteira, mesmo já na reforma....um festim à conta dos cidadãos que descontam horrores e pagam rendas altas para viver a uns minutos a pé do trabalho e não precisar desta corja.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Acreditem ou não

Júlio Costa não é um homem qualquer: é um impostor, um traficante de estupefacientes, um ladrão. Mas, hoje, o Tribunal de Lousada, em Portugal, fez o enorme favor à sociedade de lhe dar apenas "3 anos de pena suspensa"...um incentivo para a continuação de uma prometedora carreira.
O homem apenas frequentou o 3° ano de Sociologia (no tempo "da Mari Cachucha") mas, imaginem, tinha gabinete de psicólogo, dava consultas e passava recibos de 200 euros cada, prescrevia drogas farmacêuticas e não provocou a morte de alguém porque não calhou.
Para a oficialização da fraude teve a ajuda de um médico português e de um médico espanhol (quem disse que de Espanha não vem bom vento nem bom casamento?).
Acho uma maravilha. A (in)justiça em Portugal é o máximo. Depois da alteração do Código Penal para julgar à medida os acusados do Processo Casa Pia, só faltava mesmo estabelecer, pela jurisprudência, que qualquer um pode "brincar aos médicos" em Portugal e colocar em risco a vida humana.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Um must em prol do PAM para o HAITI

"La Toque sur le Coeur"



Os estudantes do terceiro ano do Instituto Paul Bocuse de Ecully-Lyon, coadjuvados por alunos do 1° e 2° anos fizeram um jantar divino em prol do Haiti. Desde o menu concebido e desenvolvido em autêntico laboratório de cozinha, às baladas com guitarra, canções ao piano com êxitos de todos os tempos e estilos, à mensagem transmitida, foi divinal.
Os gostos e aromas foram ligados por dois vinhos apenas, um Macon, (branco) Pierreclos "La Roche" 2008 - Domaine du Château de Pierreclos e um Bourgogne Haute Côte-de-Nuits-2008 dame Huguetes.

Os estudantes 5 estrelas que perpetuam o nome de Paul Bocuse em todo o mundo, tanto se chamavam Maria e Daniel, como Emir ou Charley...eram de 36 nacionalidades Escolheram para o jantar de beneficiência, organizado com os fornecedores habituais da escola, uma ementa absolutamente consensual:

Foie gras en "Mikado", réduction de raisin au Porto et Croustillant d'amande et salade verte.
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Queues d'écrevisses cuites â la nage, risotto vert. Bisque émulsioné.
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Suprême de Volaile fermière en viennoise. Jus à l'éstragon. Fricassé de pointes d'asperges et champignons des bois. Pommes bouchon fondantes.
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Coeur de guanaja pistache framboise. Sorbet exotique (era de maracujá, claro)
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Café & mignardises

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O PAM, Programa Alimentar Mundial foi criado em 1962, com cinco objectivos estratégicos:
- Salvar vidas e proteger os modos de subsistência em situações de urgência;
- Prevenir a fome e investir nos mecanismos de preparação e de defesa contra as catastrofes;
- Restabelecer os modos de subsistência nas situações de transição pós-conflito e pór-urgência;
- Reduzir as capacidades dos países ana redução da incidência da fome através da transferência de programas e das compras locais de alimentos.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Dubaigate

Vejam aqui a entrevista que um especialista em espionagem deu sobre a alegada operação da Mossad no Dubai.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Um peso; duas medidas


Ontem, fui surpreendida por um documentário na France Deux sobre "a moda da madeira" em França. Fiquei a saber que, 40 por cento da madeira que os franceses compram - para o soalho, algumas paredes, tectos e casas inteiras - é madeira ilegal, normalmente exótica, que entra no país com os lotes da madeira legalmente importada, e é proveniente da floresta amazónica do Brasil, da Indonésia, da Sibéria e do norte da Europa (Finlândia e Noruega, por exemplo).
O representante de uma ONG ecologista andou pelos grandes espaços comerciais franceses a verificar a origem da madeira importada: era toda de origem duvidosa do Brasil, da Indonésia e da Sibéria. Só um pequenino lote de tábuas de revestimento para o chão tinha a etiqueta de "amigo do ambiente", com os números de série de importação e país de origem bem visíveis.

Parece fácil o discurso ecologista dos franceses (antes de Copenhaga ficámos todos com a impressão que era "muita parra para pouca uva")... mas quando percebemos que é o mercado francês que alimenta a desflorestação selvática da Amazónia e a condenação dos índios e dos animais à extinção...então o verde das florestas francesas parece quase pornográfico. É de uma hipocrisia política, económica e social gritante!

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Limpeza e reconstrução na Madeira

Que lição ao mundo estão os madeirenses a dar! Voluntariamente, toda a população se está a entreajudar e a trabalhar na limpeza da ilha e na reconstrução. Gente forte e organizada. Sim senhor.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Catástrofe na Madeira

"Construir é colaborar com a terra" princípio , já de Adriano, citado por Manuel Correia Fernandos, arquitecto urbanista, na RTPN. Contrariar de forma inimaginável a força da natureza é ficar sujeito a que a natureza se vingue. Ou seja, desviar cursos de ribeiras e rios e construir selvaticamente nas colinas...

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010




Faria hoje 66 anos...

"Toda a infância, em horizonte
que defronte se levante.
(Junto a mim, alguém que conte.
Alguém que conte e que cante).

Toda a infância — num aceno
que do céu faça sinal
a este serão tão sereno
de Natal,

e hoje ao menos me transponha,
lá do extremo do confim,
ao pequeno que sonha
em mim —

Criança que morreu,
deixando-me aqui assim
a sós entre mim
e eu!"

em "Mote para Motim" - página 90



Lançamento do livro
Lançamento do livro: Rodrigo Emílio - Antologia Poética.

Conta com uma actuação de José Campos e Sousa e os conferentes Manuel Varella e José Valle de Figueiredo.

Dia 20 de Fevereiro, na Sociedade Histórica da Independência Portuguesa, no Palácio da Independência, sito ao Largo de São Domingos, n.º 11, às 18 horas, em Lisboa.


Antologia poética de Rodrigo Emílio
Antologia poética de Rodrigo Emílio, com organização e introdução de Bruno Oliveira Santos e prefácio de António Manuel Couto Viana, publicada pela Areias do Tempo.

“(…) o que mais caracteriza a poesia de Rodrigo Emílio é precisamente esse dom da construção certeira, o domínio verbal e o plástico jogo de palavras, num sortilégio poético ao alcance de poucos. (…)”
“Esta antologia reúne assim poemas de uma voz única, alheia a escolas e correntes literárias.”

Bruno Oliveira Santos

N.º de páginas: 292
PVP: 10€
ISBN: 978-989-95975-3-2

Encomende directamente pelo email areiasdotempo@gmail.com